sexta-feira, 14 de maio de 2010
Registro 306: O que acontece por aí...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Registro 303: As Melhores Coisas do Mundo
São muitos os bons filmes sobre adolescentes e As Melhores Coisas do Mundo é um deles.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Registro 303: Prisão
sábado, 3 de abril de 2010
Registro 302
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias da tua infância!
In : Poesia/Libertinagem
terça-feira, 30 de março de 2010
Registro 301: Multiculturalismo fora do eixo
Eu leio a Bíblia, o Corão, o Talmud como leio a Ilíada e a Odisséia e sou professor. A cada instante, eu procuro agir sem a viseira decorrente dos meus preconceitos. Sei bem o quanto é difícil seguir essa determinação, mas faço disso um exercício de repeito ao outro. Pelo visto, a professora do filme sabe muito bem de si e do lugar que ocupa.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
quarta-feira, 24 de março de 2010
Registro 300: Um professor que me ensinou a gostar de História
ISTVÁN JANCSÓ
ESTÊVÃO BERTONI
Ao lado do bibliófilo José Mindlin, István Jancsó foi vencendo aos poucos a "burrocracia", como conta sua filha Virgínia, para tornar real a doação da biblioteca do empresário à USP e, assim, dar vida ao projeto Brasiliana.
Publicado na edição de 24 de março de 2010, Folha de S. Paulo
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Registro 298: Liberdade antes que seja tarde
Liberdade para os presos políticos cubanos!
Que os parentes dos mortos do Araguaia possam saber da verdade sobre o paradeiro de cada um.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Registro 297: O ovo da serpente
EDITOR DE OPINIÃO
ESPECIAL PARA A FOLHA
Ao ler as declarações de Marco Aurélio Garcia, lembrei da anedota que circulava na falecida República Democrática Alemã. Sabendo que toda correspondência seria lida por censores, um operário que conseguiu emprego na Sibéria combina com os amigos: "Vamos criar um código. Se uma carta estiver escrita em tinta azul, o que ela diz é verdade; se estiver escrita em vermelho, tudo é mentira".
Um mês depois, os amigos recebem uma carta escrita em azul, que diz: "Tudo aqui é maravilhoso, o comércio vive cheio, a comida é abundante, os lares aquecidos, os cinemas exibem filmes do Ocidente, há uma atmosfera de liberdade e justiça social por toda parte. O único senão é que não se consegue encontrar tinta vermelha".
A menção à inexistência da tinta mostra que a carta deveria ter sido escrita em vermelho. Isso produz o efeito da verdade: era a única forma de transmitir a mensagem verdadeira naquela condição de censura.
Pegando carona na anedota, podemos dizer que a "tinta" usada nas declarações do professor -"processo de dominação"- são termos que maquiam nossa percepção da situação em vez de nos permitir pensá-la, servem para mascarar e manter nossa precariedade audiovisual mais profunda.
A libertação evocada por Garcia transforma-se na melhor de todas as salvaguardas contra a liberdade: "A esquerda precisa reagir à difusão de valores capitalistas", diz. Em que a TV a cabo incomoda este governo? Assiste quem paga, e o assinante tem o livre-arbítrio de cancelar sua assinatura. Questões mais urgentes nas telecomunicações, como os desdobramentos dos canais digitais das TVs, seguem esquecidas em alguma gaveta do Planalto.
A TV a cabo representa uma elite de cerca de 5%, enquanto a maioria da população é arrastada pelos conteúdos [alguns até mais nocivos que os estrangeiros] das TVs abertas, que se abstêm de abraçar uma função maior: a formação de cidadãos, e não só de fiéis consumidores.
Mas isto pouco importa ao assessor, seu negócio é o controle do imaginário brasileiro via TVs a cabo, quem diria. É preciso olhar o mundo. Proibir, não. Nossa TV por assinatura nasceu sob influência de um modelo monopolista da TV aberta e da importação de produtos culturais dos grandes "players" do cenário internacional. Para alterar a restrição dos 49% no máximo de participação estrangeira nas concessões de TV, é necessário mudar a lei que as regula.
A não ser que Garcia considere que, diante da crescente monopolização das TVs pagas, monopólio por monopólio, o de Estado seja melhor. Mas o assessor escolheu virar suas baterias contra os ideais democráticos, tentando restringir o livre fluxo da informação, como acontece nos regimes totalitários, onde o primeiro inimigo passa a ser a imprensa livre.
Essa mesma imprensa foi quem revelou ao país seus verdadeiros pensamentos ao flagrar seu gesto obsceno [o top-top do Fradinho, do Henfil], captado por uma câmera "indiscreta", espalhando sua chocante reação debochada às primeiras investigações sobre o trágico acidente com o avião da TAM. Em vez de trabalhar para o aprimoramento da indústria cultural brasileira, Garcia opta pelo mais fácil: o cerceamento.
Ataca uma indústria ainda em formação, que nasceu tardiamente no Brasil nos anos 70 e se constituiu como mercado efetivo somente a partir dos 90. Hoje, as TVs por assinatura, que estão se revigorando através de leis de incentivo à produção nacional, deixaram de ser meras repetidoras de conteúdo estrangeiro e começam a gerar empregos para profissionais do audiovisual, trazendo inovação de fora e de dentro.
Debulhando todo o seu conteúdo, é evidente, avista-se muita produção duvidosa, mas se colhe também o que de melhor está sendo produzido no mundo da TV.
Comparar a influência em termos de dominação cultural da TV a cabo à ameaça militar da 4ª Frota americana é no mínimo uma piada [e velha], uma atitude anacrônica de uma esquerda já tão antiquada e sectária que nos faz lembrar os métodos do general Quandt de Oliveira, ministro das Comunicações [1974-79] do governo ditatorial do general Geisel, que preconizava a estatização das TVs e o cerceamento da exibição de produção estrangeira, num momento em que a Europa se preparava para privatizar suas TVs e McLuhan já tinha formulado o conceito de "aldeia global".
Ideias obtusas como as proclamadas por Garcia e a insistência em manter o isolamento eletrônico para melhor manipular e dominar -como em Cuba, Venezuela e China- é o mesmo que proibir a publicação de autores estrangeiros. Como diz o filósofo Slavoj Zizek: com esta esquerda, quem precisa de direita?
Caberá ao governo decretar o que é "esterco cultural"? Cercear a exibição de conteúdos, numa era de transmídia, é uma medida isolacionista, que não gera troca de ideias nem de ideais. É estar na contramão da cultura e do que acontece no mundo. Fico com Bernard Shaw: "Liberdade significa responsabilidade, é por isso que tanta gente tem medo dela".
LUIZ FERNANDO CARVALHO, 49, é cineasta e diretor de TV. Dirigiu "Lavoura Arcaica", "Hoje É Dia de Maria" e "Capitu", entre outros.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Registro 296:Dança em meio ao xixi... Ano que vem tem mais
A ti tocou-te a máquina mercante [...]
Tanto négocio e tanto negociante...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Registro 295: Revista Cena
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Registro 294: É carnaval no gueto
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Registro 293: Nine

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Registro 292: Homenagem a Zilda Arns e ao povo do Haiti
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Registro 291: Notícias do ano que passou
Não farei a lista do melhores do ano. Elas são sempre falsas, mas registro acontecimentos que vivi em 2009. Tais acontecimentos ficam como momentos de intensa magia. E os registros estão guiados somente pela subjetividade, de outra forma não seria, visto que não pretendo estabelecer nenhum juízo de valor. Quero apenas o registro daquilo que ficou em mim como um elo emocional, afetivo
Conclui mais um livro e enviei para algumas editoras. Espero que um delas aceite Dias de Busca e Um Achado. Meus livro publicados, Primavera Pop!, Braçoabraço, Da Costa do Ouro, De Cara Para o Futuro, Bacanas e Famosos no Caderno de Autógrafos e Um Grilo no Pedaço, continuam vendendo, espero que sejam lidos.
Em maio, lancei Transas na Cena em Transe: teatro e contracultura na Bahia (EDUFBA). De vez em quando alguém faz um elogio ao trabalho. Fico contente... O teatro baiano (1966-1974) e seus artistas proporcionaram o material necessário para a feitura do livro.
Assisti aos ótimos filmes Canções De Amor, Bem Vindo, Crônica de Natal, Bastardos Inglórios, À Deriva. No teatro apreciei A Canoa, Deciembre, Caso Sério, A Última Sessão de Teatro, Noite de Reis, Pinóquio.
Li alguns livros: Indignação de Philip Roth, Seleção Natural de Otávio Frias Filho, Estilo Tardio de Edward Said, Bendito Maldito, uma biografia de Plínio Marcos por Oswaldo Mendes, Estátua de Sal (2008) de Albert Memmi, e muitos outros... Reli livros de Fanny Abramovich e recebi de Cecília da Silveira Luedemann Carrapicho. A jovem escritora foi minha aluna no Scholem Aleicham
A biografia de Plínio Marcos, eu ainda não terminei, mas o livro é muito bem escrito embora tenha algumas informações incorretas sobre a atuação de Alberto D'Aversa na Bahia, mas isso não diminui o valor do livro. Pronto, lá vou eu fazendo apreciação.Aguarda na mesa de cabeceira o livro de Cláudio Magris Às Cegas. O livro vai ter que esperar, já que tenho pela frente uma empreitada que merece a minha dedicação e meu empenho.
Além disso, acompanhei com bastante interesse os blogs de Daniel Pizza, Luiz Carlos Merten, Zanin e Celso Júnior.
Espantei com a situação do Centro Histórico de Salvador quando acompanhei uma amiga paulistana interessada no Barroco. Torci pelos artistas baianos, principalmente os companheiros de ofício. Espero dias melhores...



