sábado, 8 de agosto de 2009
Registro 280: Uma manhã com os estudantes do Colégio Salesiano
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Registro 279: Depoimento VIII
1 – Que atores ou atrizes cujo trabalho em teatro você acompanha?
Frank Menezes, Wagner Moura e João Miguel
2 – Que atores ou atrizes de cinema compõem a sua galeria de favoritos?
Julianne Moore, Al Pacino, Marília Pera.
3 – Qual diretor de teatro cujo trabalho faz você retornar ao teatro?
Fernando Guerreiro, Antunes Filho, Antônio Araújo (Teatro da Vertigem)
4 – Dê exemplo de um criador teatral muito bom, mas injustiçado.
Plínio Marcos.
5 – Cite uma criação teatral surpreendente e pela qual você não dava nada.
Abafabanca
6 – A cena baiano-brasileira tem alguns momentos teatrais antológicos. Cite algumas que marcaram sua vida.
1. A estréia de R$ 1,99 no Teatro XVIII. 2. Boca de Ouro – Um Nelson Rodrigues em pleno vagão de trem no subúrbio baiano. A meninada saindo de casa para falar com meu personagem durante a peça e o público achando que fazia parte do texto. Um espectador disse ao diretor da peça Fernando Guerreiro: “Nossa! A cena das crianças está muito bem marcada, parece que tá acontecendo na hora!” E realmente estava! 3. A montagem de Hamlet de José Celso Martinez Correa, quando durante uma cena o teto do teatro Oficina se abria e víamos o céu de São Paulo.
7 – Que encenação lhe fez mal, de tão perturbadora?
Apocalipse de Antônio Araújo do Teatro da Vertigem. A peça acontecia num presídio abandonado em São Paulo, durante uma cena o público ficava num corredor escuro e os atores corriam pelados gritando. Senti um certo pânico, mesmo sabendo que era teatro, tive uma sensação real de início de claustrofobia e pensei em sair.
8 – Que espetáculo teatral mais o fez pensar?
Divinas Palavras, de Ramón Del Valle Inclan com direção de Nehle Franke.
9 – Comédia é um gênero de segunda?
Gosto de considerar “Gênero de primeira”, o espetáculo de qualidade. Comédia mal feita é gênero de segunda assim como o drama mal feito.
10 – Cite uma peça difícil, mas significativa.
A Comédia do Fim de Becket com direção de Luís Marfuz.
11 – Cite uma encenação que imagina ter sido memorável e você não viu.
Paraíso, Zona Norte – Antunes Filho
12 – Uma encenação difícil, mas inesquecível.
Dias Felizes com Fernanda Montenegro, vi no Teatro Castro Alves e não era o teatro apropriado para um monólogo de Beckett.
13 – Que texto(s) escrito(s) nos últimos dez anos merecia um lugar na história do teatro brasileiro?
14 – Qual o texto dramático clássico brasileiro, de qualquer tempo, você recomendaria encenações constantes?
Nelson Rodrigues – toda a sua obra desde peças, crônicas e contos.
15 – Cite um(a) autor(a) sempre ausente dos cânones que merece seu aplauso?
Na verdade penso na atriz Denise Stoklos, pois seus textos são muito bons, mas por desenvolver um teatro autoral, seus textos não são muito lembrados. Tenho todos e leio sempre que posso.
18 – Que montagem (ou ator, autor, diretor, cenógrafo, figurinista, iluminador) festejado pela crítica você detestou?
Geral Thomas, não as suas primeiras montagens, mas a fórmula depois que ficou um pouco engessada.
19 – E que montagem (ou ator, diretor, autor) demolida por críticos você gostou?
Teve uma montagem de Um Fax de Denise Stoklos para Cristovão Colombo no Rio de Janeiro que sofreu uma crítica de Macksen Luís no Jornal do Brasil, dizendo que o discurso de Denise estava ultrapassado. Era a primeira vez que eu via aquela atriz em cena. Eu e Ana Paula Bouzas, atriz e amiga, vimos a peça juntas, e nos marcou muito. Quando lemos a crítica, ficamos indignadas e enviamos uma carta ao jornal e a carta foi publicada na coluna Opinião do Leitor. Anos depois conheci pessoalmente a atriz e ela havia guardado a nossa carta e lembrava bem do fato.
20 – Qual peça e personagem gostaria de fazer? Você pode escolher três.
21 – Você é um intérprete, autor, cenógrafo, iluminador, diretor, dramático ou pós-dramático?
Uma diretora pós-dramática e uma ATRIZ DRAMÁTICA AO EXTREMO!!!!!!!!!!!
22 – Que virtude você mais preza no teatro de qualidade?
Comunicação com o público.
23 – O que mais incomoda você no mau teatro?
Subestimar a capacidade do público.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Registro 278: Iniciando a semana
Chama as filhas - Goneril, Regana e Cordélia- para dividir seus bens e poder, anunciando que seria mais agraciada aquela que lhe fizesse a maior declaração de amor. E impõe outra condição: enquanto vivesse, o rei deveria ter assegurado respeito, prestígio, cuidado e, quem sabe, até mesmo o amor de suas filhas e súditos. Quer deixar de ser rei sem perder a majestade.
Cordélia, a mais jovem, com quem o rei mais se identificava, e que muito o amava, não soube dizer o que sentia. As outras não sentiam amor pelo pai, mas eram hábeis na verve.O que torna sua jornada trágica e dolorosa é que Lear se recusa a retornar ao que um dia foi, um simples homem, rei de si mesmo. Não quer morrer, tornar-se passado. Quer ser sucessivo como é a vida, reviver a fase do prazer de poder. Quer ter séquito e até mesmo um bobo para ninar seu desamparo.
Mas ninguém pode impunemente regredir sem ser atormentado pelo fantasma da repetição. No seu obsessivo desejo de ser amado, Lear agarra-se às palavras de Goneril e Regana. E rejeita amargamente a rebeldia de Cordélia, que só sabia sentir e não se sujeita a ter que fazer uma declaração de amor ao pai, obrigando-o a perceber esse amor no único lugar onde deveria estar: no resultado afetivo de suas relações pessoais.Não por acaso desmorona o mundo de Lear. O que antes era tão bem definido, passa a ser ambivalente. Certeza e dúvida, coragem e medo, segurança e desamparo. A loucura de não mais saber quem é.
O alto preço por ter almejado e transformado em "ato" o desejo de retornar ao lugar onde um dia esteve e querer assumir a forma do que um dia foi. Ele só existe no mundo daqueles que o aceitam e o amam tal como é. E mesmo estes, incluindo Cordélia, não têm mais como aceitar seu governo senil. Até porque foi ele próprio quem decidiu abdicar de ser quem era para tornar-se quem não mais podia ser. Tornou-se merecedor da reprimenda feita por meio das palavras do bobo: "Tu não deverias ter ficado velho antes de ter ficado sábio".
Genial Shakespeare, trágico rei, frágil humanidade de sempre, que não quer passar. Que infringe a ordem dos acontecimentos, sem o árduo trabalho de elaborá-los. Que desiste de ressignificar-se, e quer tão somente repetir o prazer da sensação vivida nas ilusões de majestade.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Registro 277: Resenha
domingo, 5 de julho de 2009
Registro 276: Barroco Popular
Fragmento, 2006, Mista sobre tela. 70 x 70. Acervo do artista
Celeste, 2006. Mista sobre tela, 60 x 60. Acervo do artistaquarta-feira, 1 de julho de 2009
Registro 275: Revista MIMUS
Registro 274; Entrevista
domingo, 14 de junho de 2009
Registro 273: Cacilda, * 1921 + 1969


Quando da morte de Cacilda Becker em 14 de junho de 1969, distante de nós quarenta anos, o poeta primeiro escreveu o belo poema transcrito aqui, uma homenagem que presto a esse mito do teatro brasileiro. Não vi Cacilda Becker em cena, conheço apenas Floradas na Serra o filme que vez com Jardel Filho, mas convivi com espectadores de seu trabalho. A opinião de todos era unânime: Cacilda iluminava a cena em qualquer peça, em qualquer personagem e mesmo quando não se saía bem era inesquecível. Recomendo a leitura de dois livros fundamentais para compreender esse "monstro de teatro", Uma Atriz: Cacilda Becker, de Nanci Fernandes e Maria Thereza Vargas (São Paulo: Perspectiva, 1984) e Cacilda Becker: fúria santa, de Luís André do Prado (São Paulo: Geração Editorial, 2002)
ATRIZ
A morte emendou a gramática.
Morreram Cacilda Becker.
Não era uma só. Era tantas.
professorinha pobre de Piraçununga
Cleópatra e Antígona
Maria Stuart
Mary Tyrone
Marta de Albee
Margarida Gautiher e Alma Winemiller
Hannah Jelkes a solteirona
a velha senhora Clara Zahanassian
adorável Júlia
outras muitas, modernas e futuras
irreveladas.
Era também um garoto descarinhado e astuto: Pinga-Fogo
e um mendigo esperando infinitamente Godot.
Era principalmente a voz de martelo sensível
martelando e doendo e descascando
a casca podre da vida
para mostrar o miolo de sombra
a verdade de cada um nos mitos cênicos.
Era uma pessoa e era um teatro.
Morreram mil Cacildas em Cacilda.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 11 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Registro 269: Relato de uma semana que se finda
terça-feira, 26 de maio de 2009
Registro 268: Depoimento VII
Sergipano de nascimento, desde jovem Harido Déda "sentou praça" na Cidade da Bahia. Ator, diretor teatral, mestre em Arte Cênicas, professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Participante do Centro Popular de Cultura - CPC, fundador do Teatro de Arena na Bahia, Harildo Déda tem em seu vasto currículo uma série de espetáculos, filmes e participações em novelas e mini-séries. Nos anos setenta ingressa no Teatro Livre da Bahia trabalhando sob a direção de João Augusto.
1 – Que atores ou atrizes cujo trabalho em teatro você acompanha?
Yumara Rodrigues
2 – Que atores ou atrizes de cinema compõem a sua galeria de favoritos?
Marlon Brando, Paul Newman, Pacino, Meryl Streep, Bette Davis.
3 – Qual diretor de teatro cujo trabalho faz você retornar ao teatro?
Marfuz, Paulo Dourado, Guerreiro e, é claro, Hackler.
4 – Dê exemplo de um criador teatral muito bom, mas injustiçado.
5 – Cite uma criação teatral surpreendente e pela qual você não dava nada.
6 – A cena baiano-brasileira tem alguns momentos teatrais antológicos. Cite algumas que marcaram sua vida.
7 – Que encenação lhe fez mal, de tão perturbadora?
8 – Que espetáculo teatral mais o fez pensar?
9 – Comédia é um gênero de segunda?
10 – Cite uma peça difícil, mas significativa.
12 – Uma encenação difícil, mas inesquecível.
13 – Que texto(s) escrito(s) nos últimos dez anos merecia um lugar na história do teatro brasileiro?
E tem? Me lembre pelo amor de Deus!
14 – Qual o texto dramático clássico brasileiro, de qualquer tempo, você recomendaria encenações constantes?
15 – Cite um(a) autor(a) sempre ausente dos cânones que merece seu aplauso?
18 – Que montagem (ou ator, autor, diretor, cenógrafo, figurinista, iluminador) festejado pela crítica você detestou?
Não sei.
19 – E que montagem (ou ator, diretor, autor) demolida por críticos você gostou?
20 – Qual peça e personagem gostaria de fazer? Você pode escolher três.
21 – Que virtude você mais preza no teatro de qualidade?
22 – O que mais incomoda você no mau teatro?
A empáfia; o pretexto.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Registro 257: Flávio Império
Auto-retrato/detalhe.Técnica mista. Coleção particular. 1976
adoro
irmã/mente
noel e shakespeare, boal, zé celso, ruth, sábato; gente que faz acontecer o teatro no Brasil. caetano, bethania, célia, célia helena, cacilda, walmor, andré - sei lá
gente que sempre gostou de atuar na cena. mesmo que não soubessem exatamente o que estavam fazendo
GOSTAM e GOSTAVAM
quem se enche o saco se afasta e é sempre pouco, o que consegue nos afastar.
o comodismo, o dinheiro, a idade, a preguiça, - outras bossas.
uma certa "bohemia", cada geração no seu botequim - bar - restaurante, ou própria casa - vendo televisão.
e todo mundo hoje em dia claro que prefere receber em dollares, como a Carmem Miranda!
o "artista" precisa de muita conversa tanto quanto de muito silêncio e recolhimento interior pra conseguir criar.
só na correria, não dá!
e sossego é dólar, ou relativa pobreza.
agradeço a todos os que até hoje me aplaudiram.
porque GOSTARAM.
e se gostam eu também fico contente de conseguir "fazer" o próprio "ato" de agradar.
"gostar da gente" é o nosso IBOPE pessoal
não tenho unanimidade. (mas isso, nem Cristo) mas uma deliciosa platéia,
quando é Bethania, Gal, Artigas, Caetano, Walmor, Célia, Edmar, Gláucia, Vina, Azzis, Guarnieri, Paulo José, Tozzi, Carmela, Djalma, Dina, Myriam, Flávio Motta, Renina, Parreiras, e quantos foram os aplausos.
tive de "agradecer" na estréia de Andorra. fui levado pelo próprio chamado
foi incrível
e, basta uma vez na vida.
é uma enorme prova de amor alegre e cheio de lágrimas foi tão grande o sentimento, que até hoje agradeço.
se me perguntassem algum desses dias com quem mais gostaria de trabalhar
eu reponderia ARRIGO e CASÉ
há sempre com quem, imagine ter feito a "cenografia" de algum show da Ângela Maria, Procópio, Dulcina, e do próprio Noel ao vivo.
seria um total barato!
ter feito Doces Bárbaros, pra mim foi "diploma PHD". tive uma semana pra bolar, fazer, levar, pendurar e ficar olhando, PASMO! tinha conseguido.
em particular, agradeço à Sonia minha "fada madrinha" .
e ao Iácov que, pela 1a. vez, "iluminou" um espetáculo em que a cenografia nasceu junto: OTHELLO.
e ao Arquimedes, por ter me ensinado tudo sobre "o palco", e ainda me ensinar, e aos meus "alunos" que me obrigam a "sambar", e manter o ritmo de cintura.
necessário ao "passar do tempo"
assim, enfim, agradeço a Deus por existir.
maio 1983
Gerais/detalhe. Técnica mista, 1977
Refazendo.Técnica mista, coleção particular,1975
Bananeirassábado, 16 de maio de 2009
Registro 256: O teatro abriu caminhos...
A Companhia das Índias
________________________________________________Branca de Neve e os Sete Anões, adaptação de Chico Ribeiro e Maria Idalina – Direção: Maria Idalina. Teatro Castro Alves.
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Tito AndronicoEduardo Esteves, Eduardo Calazans, Raimundo Matos, Gildásio Leite
Eduardo Esteves, Eduardo Tudella, Raimundo Matos, Gildásio Leite Jacques Beauvoir
Foto para divulgação de As Feras
A Perseguição, de Timochenco Webbi - Direção: Márcio Aurélio - Teatro Aliança Francesa do Butantã , Teatro de Arena - Porto Alegre.
A Morta, de Oswald de Andrade - Direção: Emílio Di Biasi. Sala Gil Vicente - Teatro: Ruth Escobar.

A Morta
Walter Marins, Raimundo Matos, Walquíria Lobo, Márcio De Luca
Bri Fiocca, Wilma de Souza
Cacilda Lanuza, Kadu Moliterno, Geraldo Del ReyBeth Caruso, Herson Capri, Imara Reis, Raimundo Matos
Raimundo Matos, Geraldo Del Rey1977
Souzalândia, de Augusto Francisco - Direção: Roberto Lage. Teatro Oficina - São Paulo
Domingo, Zeppellin, de Marcos Vinincius - Direção: Silnei Siqueira.Teatro Aliança Francesa, Teatro Municipal de São Paulo.
_____________________________________________________1978
1979
A Falecida
Quem Conta Um Conto Aumenta Um Ponto Raimundo Matos, Cleide Queiros
GeniMarilena Ansaldi, Raimundo Matos, Ivan Lima
Raimundo Matos, Yeta Hansen, Armando TirabosquiEscuta, Zé, de William Reich e Marilena Ansaldi - Direção: Celso Nunes. Teatro Franco Zampari e viagem pelo Brasil.
Raimundo Matos_________________________________________________________________
Coitado do Isidoro, de Sebastião de Almeida - Direção: Osmar Rodrigues Cruz - Teatro Popular do Sesi - Santo André.
Elenco e equipe técnica com o diretor Osmar Rodrigues CruzCasa de Brinquedos, de Toquinho e Elifas Andreatto - Direção: Mário Mazetti. Tuca.
Édipo Rei, de Sófocles - Direção: Marcio Aurélio – Galpão -Teatro Ruth Escobar - São Paulo e viagem pelo Brasil.

Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão, de Naum Alves de Souza - Direção: Naum Alves de Souza.Teatro Maria Della Costa.
Madame BlavatskiRaimundo Matos, George Otto, Thaia Perez,
Tony Brandão, Wladerez de Barros

2006
Os da Mesa 10, de Oswaldo Dragun - Direção: Raimundo Matos de Leão. Teatro Isba.

Os da Mesa 10Antonio Alcântara, Ricardo Faria





















