<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251</id><updated>2012-02-11T19:20:36.180-03:00</updated><category term='O Ovo da Serpente'/><category term='Filme - Linha de Passe'/><category term='Namorados'/><category term='Cotidianas'/><category term='Postais antigos'/><category term='Filme - Do Outro Lado'/><category term='Filme - O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias'/><category term='Santo Antônio'/><category term='Cotidana'/><category term='Jorge Coli'/><category term='Literatura'/><category term='Meus livros'/><category term='Rubem Alves'/><category term='Bienal'/><category term='Jogos Olímpicos'/><category term='Fotos'/><category term='Criança'/><category term='Livros'/><category term='Fauzi Arap'/><category term='Anish Kapoor'/><category term='Passeio Público'/><category term='Karla Leal dos Reis'/><category term='Darfur - Poesia'/><category term='Contra a Intolerância'/><category term='Cid Pimentel'/><category term='Projeto Quartas Cênicas'/><category term='Fotos de Salvador'/><category term='Edith Stein'/><category term='Anjos'/><category term='contracultura'/><category term='São João'/><category term='Alteridade'/><category term='Dança - Victor Navarro'/><category term='Ipirá'/><category term='Viagem'/><category term='Cotidinas'/><category term='Filme - Um Conto de Natal'/><category term='Filme - Milk'/><category term='Rubem Rocha Filho'/><category term='Imagem'/><category term='Perfil'/><category term='Excomunhão'/><category term='Artes Visuais'/><category term='Afro descendentes'/><category term='Flávio Império'/><category term='Depoimento'/><category term='poesia'/><category term='Dorival Caymmi. Dimitri Ganzelevitch'/><category term='Antonio Cícero'/><category term='Cinema'/><category term='Bernardo de Carvalho'/><category term='Corpos Eróticos'/><category term='Eliane Catanhêde'/><category term='Henri Matisse'/><category term='Filme - Gran Torino'/><category term='Walter Benjamin'/><category term='Joaquim Nabuco'/><category term='Eleições'/><category term='Eclesiaste'/><category term='Dona Aracy'/><category term='Cotidiana'/><category term='Filme - Entre os Muros da Escola'/><category term='Baixa Grande'/><category term='Filme - Gomorra'/><category term='Convite'/><category term='Política'/><category term='O mundo é um inferno'/><category term='Filme - A Troca'/><category term='Cidade'/><category term='D. Luiz Cappio'/><category term='Desenho de criança'/><category term='Tereza D&apos; Ávila'/><category term='Filme - Fotos'/><category term='Coitado de Nós'/><category term='Salvador'/><category term='Bolívia'/><category term='Natal'/><category term='Gaza'/><category term='Carnaval'/><category term='Postais'/><category term='Teatro'/><category term='Filme - La Notte'/><category term='Cotidina'/><category term='Baudelaire'/><category term='Francisco Oliveira'/><category term='Mãos'/><category term='Filme - Visconti'/><category term='Cotidiano'/><category term='Filme - 11 de Setembro'/><category term='Filme - Revolutionary Rood'/><title type='text'>Cenadiária</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>360</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7740354842362506409</id><published>2012-02-04T22:19:00.003-03:00</published><updated>2012-02-05T14:25:45.345-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 388: "Roda Viva" proibida pela segunda vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bRotz_WoK0U/Ty3RfO92AFI/AAAAAAAABI4/9TOP8PZncSY/s1600/roda-viva.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://3.bp.blogspot.com/-bRotz_WoK0U/Ty3RfO92AFI/AAAAAAAABI4/9TOP8PZncSY/s320/roda-viva.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cena de &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt;. O ator Rodrigo Santiago, caracterizado como Menino Jesus de Praga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A polêmica em torno da proibição do texto teatral &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt;, por seu autor, tem gerado muito disse que disse. É certo que proibir um texto, principalmente sendo quem é o autor, Chico Buarque, é bem estranho. Primeiro, porque ele foi vítima da censura em várias ocasiões, quando vivíamos sob o tacão da ditadura civil-militar. Segundo, por ser ou ter sido um ícone da esquerda, a séria e a festiva, e ter defendido posições libertárias. Portanto, causa estranheza a proibição de encenação e reedição do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O compoitor-escritor alega que o tempo tornou mais evidente as deficiências do texto. Compreendemos, mas não aceitamos a proibição, da mesam forma como não aceitamos as proibições recentes de biografias, de reedições de livros, de exposições, de gravações de músicas e por aí vai. Mas estamos no Brasil, onde tudo pode. Parafraseando Otávio Mangabeira, pense numa coisa absurda, ela acontece no Brasil. A frase original referia-se ao Estado da Bahia, dita pelo seu governador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chico Buarque erra em proibir, mas acerta em dizer que seu texto apresenta deficiências. Quando da encenação de &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt; (1968), pela dupla José Celso Martinez Corrêa-Flávio Império, a crítica mais atenta já apontava as deficiências do texto. A potência do acontecimento, e que potência, estava na qualidade da dramaturgia cênica. A encenação transgressora, violenta e abusada, colocava no palco do Teatro Ruth Escobar - São Paulo, &amp;nbsp;a rebeldia espetacular já vista na montagem de &lt;i&gt;O Rei da Vela&lt;/i&gt;, de Oswald de Andrade, em 1967, quando Zé Celso marcou o início de uma das muitas guinadas do Grupo Oficina. Em&lt;i&gt; Roda Viva&lt;/i&gt;, Zé Celso extrapola e amplia a irreverência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zé Celso parece não estar convencido das deficiências da peça, talvez tocado ainda pela força de sua concepção, que contou com a cabeça criativa e instigante de Flávio Império. Ou esteja ainda impregnado pelos acontecimentos que se desdobraram em torno do espetáculo: a polêmica, as acusações de imoralidade vindas de deputados paulistas, a invasão do Teatro Ruth Escobar pelo Comando de Caça aos Comunistas, a repetida agresão em Porto Alegre e, por fim, a proibição da peça em todo território nacional, dois meses antes da decretação do Ato Instituciuonal Número 5, &amp;nbsp;o famigerado AI-5, em 13 de dezembro de 1968, sexta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se desagradou a direita e os conservadores, gerando críticas e atos violentos, como o espancamento dos atores Rodrigo Santiago, Marília Pera, Zezé Mota, entre outros, deixou escandalizada a esquerda ortodoxa, visto que o espetáculo em cartaz não se coadunava com a gramática do teatro de protesto. A encenação de Zé Celso e Flávio Império rompia com a cartilha do bom mocismo, instigando a plateia a sair do comodismo e partir para a ação. Um dos meios utilizados pelo encenador para fazer os espectadores participativos era o panfleto jogado para a platéia, com o seguinte texto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;"TODOS AO PALCO!!! Abaixo o conformismo e a burrice - PEQUENOS BURGUESES! Tire a bunda da cadeira e faça uma guerrilha teatral, já que você não tem peito de fazer uma real, PÔRRA!!!"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A famosa cena do fígado ensanguentado arremessado sobre a platéia, mais a referência iconoclasta aos símbolos da Igreja Católica aumentava o poder subversivo do espetáculo e agia de forma a colocar em primeiro plano o que o texto dizia de uma forma muito menos selvagem e transgressora. A crítica ao sistema, ao&amp;nbsp;&lt;i&gt;show-business&lt;/i&gt; e à massificação decorrente da sociedade do espetáculo e da cultura de massas feita pelo autor não tinha a força vinda do palco. As suas imagens superavam o que a "pecinha ginasiana" (1) - no dizer do diretor e do cenógrafo - expunha comedidamente em seu engajamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atualidade do texto &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt; não pode ser pensada de maneira pragmática. Ao ser encenado, o texto de Chico Buarque tomou uma dimensão que não tinha, embora tocasse num assunto muito pertinente, a construção de um ídolo da música popular, sua devoração pelos fãs e substituição por outro. A gramática do espétáculo fez com que o teatro brasileiro fosse arejado por um sopro violento, denominado negativamente por Anatol Rosenfeld com a "estética da agressão". Ainda que as avaliações tenha sido extremadas, tanto do ponto de vista negativo quanto do positivo, é certo que as ideias do encenador e do cenógrafo-figurinista tinham a capacidade de se encontrar com o seu presente. Sua atualização só terá sentido se as tais ideias figurarem no agora a possibilidade de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperamos que a proibição seja revista e que possamos contar com uma reedição do texto. Li a primeira e única edição pela Editora Sabiá. Já não lembro muito bem do texto em suas particularidades, mas ainda registro na memória um certo desencanto quando da leitura. Não vi &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt; em cena. Dez anos depois de sua estreia, estive próximo de Flávio Império e ouvi-lo contar sobre o processo de feitura e sobre o resultado cênico aumentou a minha curiosidade pela encenação e também o meu desencanto pelo texto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt; é parte da história do teatro brasileiro e tal fato não pode ser negado. &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt; é parte da minha história de vida... Em dezembro de 1968, ganhei de Rubem Rocha Filho o LP de Chico Buarque no qual ele canta &lt;i&gt;Sem Fantasia &lt;/i&gt;com sua irmã Cristina. A canção fazia parte do espetáculo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HcUs1brz-M4/Ty3YXJYZM9I/AAAAAAAABJA/R6glQzmQliY/s1600/DI00756.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-HcUs1brz-M4/Ty3YXJYZM9I/AAAAAAAABJA/R6glQzmQliY/s320/DI00756.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Liberdade para &lt;i&gt;Roda Viva&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Cf. o texto de Mariângela Alves de Lima &lt;i&gt;Flávio Império e a Cenografia do Teatro Brasileiro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;publicado em &lt;i&gt;Flávio Império &lt;/i&gt;(EDUSP, 1999),&amp;nbsp;organizado por Renina Katz e Amélia Hamburguer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7740354842362506409?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7740354842362506409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7740354842362506409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7740354842362506409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7740354842362506409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/02/registro-388-roda-viva-proibida-pela.html' title='Registro 388: &quot;Roda Viva&quot; proibida pela segunda vez'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bRotz_WoK0U/Ty3RfO92AFI/AAAAAAAABI4/9TOP8PZncSY/s72-c/roda-viva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-5492562437855387434</id><published>2012-01-26T06:51:00.000-03:00</published><updated>2012-01-26T06:51:28.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 387:  Lembrar para não esquecer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Confesso minha ignorância. Não sei quem é Rogério Gentile. Sei que escreve no jornal Folha de S. Paulo. Do jornal retirei o seu texto (publicado em 26 de janeiro de 2012) que reproduzo aqui. Leia. Posso afirmar que conheço Daniela Toledo do Prado, pois desde que foi acusada de maneira estúpida por uma médica despreparada para o exercício da função, ou equivocadamente zelosa, acompanho o calvário de Daniela. Nada pode reparar o que fizeram com esta mãe, cujo destino trágico remonta ao das tragédias gregas. Nem a minha solidariedade, nem a de ninguém poderá refazer o estrago que fizeram em sua vida e de seu filho. Mesmo assim sou solidário. Extremamente solidário. O texto de Gentile me assombra a cada parágrafo e somente os insensíveis da pós-modernidade podem se dar ao luxo de dormir tranquilos sabendo de uma existência torturada como a de Daniela. O último parágrafo me deixa quase mudo, tal a estupidez do Estado, mais uma, não querendo reconhecer o que infligiram a Daniela Toledo do Prado. O Estado é responsável. O que faço aqui é lembrar, lembrar para não esquecer. O texto de Gentile é preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;INJUSTIÇA BRASILEIRA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Rogério Gentile&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Daniela Toledo do Prado tinha 21 anos quando foi acusada por uma médica, em uma sala de emergência, de cometer um crime pavoroso: matar a própria filha, uma criança de um ano e três meses, com uma overdose de cocaína.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em estado de choque, sem conseguir dizer quase nada em sua defesa, foi presa e levada pelos policiais, sob gritos de "vagabunda", para a cadeia, onde foi espancada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu rosto ficou desfigurado. Teve a clavícula e a mandíbula quebradas. Perdeu a audição do lado direito -uma das detentas enfiou e quebrou uma caneta em seu ouvido. Apesar dos gritos, ninguém a socorreu e, somente após duas horas, foi levada, em coma, para o hospital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trinta e sete dias depois, porém, foi solta quando um laudo provou que não era cocaína o pó branco achado na mamadeira e na boca da menina. Mesmo assim, a Justiça só a absolveu em 2008, dois anos após perder a filha e, como ela costuma dizer, a sua própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desempregada, evita até hoje sair de casa sozinha por medo de apanhar em razão da repercussão do caso -era chamada de "monstro da mamadeira". Toma antidepressivos, assim como seu filho de oito anos; diz sofrer dores fortes na cabeça e convulsões. "Não me esqueço do delegado. Dizia ter aberto o corpo de minha filha, que estava cheio de cocaína."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora terrível, o caso de Daniela não é uma exceção no Brasil. Cerca de 205,5 mil pessoas, ou 40% do total, estão encarceradas, muitas há anos, sem julgamento. São os chamados "presos provisórios", confinados frequentemente nas mesmas celas de criminosos condenados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos, de fato, são culpados e deveriam mesmo estar presos? Impossível saber. Os que um dia conseguirem provar sua inocência poderão recorrer à própria Justiça em busca de indenização. Daniela, após tanto sofrimento, conseguiu. Ganhará módicos R$ 25 mil e uma pensão mensal vitalícia de R$ 414. Isso, claro, se o governo Alckmin, que nega culpa do Estado no episódio, não conseguir reverter a decisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-5492562437855387434?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/5492562437855387434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=5492562437855387434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5492562437855387434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5492562437855387434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-387-lembrar-para-nao-esquecer.html' title='Registro 387:  Lembrar para não esquecer'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8110520091374927335</id><published>2012-01-23T17:46:00.000-03:00</published><updated>2012-01-23T17:46:26.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 386: Se publico é porque concordo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;PRIMAVERA BAIANA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Antonio Risério&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora o meu sentimento seja de urgência, quero conversar com calma, que o assunto é sério: Salvador. Numa de suas peças de teatro, Shakespeare faz a pergunta fundamental: “O que é a cidade, a não ser as pessoas?”. E me lembro disso porque nesta semana um amigo me disse, em tom de quase desencanto: “Nosso maior problema, em Salvador, é que não sabemos nos ver como cidadãos”. Está certo. E, neste sentido, o maior problema atual de Salvador somos nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cara de Salvador não pode ser a da “grand vendeuse”, a da balconista-mor Ivete Sangalo, em pose autoritária, dizendo a frase imbecil: “Quem tem força, tem preço”. Em Salvador, hoje, devemos dizer coisa bem diferente: precisamos levantar a cabeça, recuperar a disposição, buscar o entusiasmo, nos mobilizar para dizer, alto e bom som, que não aceitamos o que estão fazendo com a nossa cidade. Chega de passividade. Se o que está acontecendo com Salvador (avacalhação e destruição da cidade) estivesse acontecendo em Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, não tenham dúvida: gaúchos, curitibanos e paulistanos teriam subido nas tamancas e saltado na goela da prefeitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nós, não vamos fazer nada? Felizmente, parece que sim, que é possível. As pessoas começam a protestar aqui e ali. Exemplo disso, entre outros, foi o artigo que Fredie Didier Jr. publicou neste jornal, no domingo passado. “Salvador não passa por um bom momento histórico”, escreveu Didier. “Não falo da crise em sua monumentalidade: Pelourinho abandonado, metrô inacabado, ruas sujas. Embora grave, este tipo de problema é de solução mais fácil. Não me refiro, igualmente, à violência que nos assola. A violência impressiona, mas não destoa do que acontece em outras metrópoles. Falo de outra espécie de crise, mais profunda e de efeitos mais deletérios.Salvador está em crise existencial”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade apequenou-se, conclui Didier. Para, então, incitar: “Temos de retomar a nossa caminhada e refundar a cidade. Dar início a uma espécie de Renascença baiana”. Mais: “Salvador merece que façamos tudo isso por ela e a gente merece voltar a sentir orgulho da nossa cidade”. Perfeito. Já um outro amigo meu, apropriando-se da expressão hoje em voga para falar das grandes transformações que rolam no mundo árabe, me apareceu com uma frase ótima: “Precisamos promover alguma espécie de primavera baiana”. Sim, acho que está mais do que na hora de começar isso. É claro que não se trata de nenhuma comparação com o Oriente Médio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que queremos é dar um jeito na cidade. Salvador sofre, hoje, com uma coincidência infeliz: uma desprefeitura que mescla estupidez e incompetência e um governo estadual omisso diante dos problemas da cidade (e, como me diz ainda um outro amigo: “Menos com menos só dá mais na abstração matemática; na vida real, menos com menos dá menos ainda”). Mas não estamos condenados a assistir a isso sem dizer ou fazer nada. Em nome de nossas melhores tradições contestadoras, estamos na obrigação de nos mobilizar. Podemos, sim, promover uma primavera baiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta querer. Somar as nossas vozes nessa direção. Na mídia tradicional e na internet. Em blogs, no facebook, no twitter. Vamos bater na mesa e dizer que cidade nós queremos.Salvador, hoje, não é somente uma cidade abandonada, que está sendo progressivamente destruída. Mais que isso: é uma cidade humilhada. E não temos razão alguma – existencial, cultural, política ou histórica – para engolir esta humilhação. A hora é de aglutinar protestos isolados, manifestações soltas, vozes pontuais. Ou nos aproximamos e batemos na mesa, para reverter a situação atual e escorraçar a estupidez e a inércia, ou a cidade vai naufragar de vez. É hora de Salvador voltar a ser ativa, altiva e criativa – como já foi em outros momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nossa história, temos diversos exemplos de enfrentamento e superação de reveses e crises. Não é agora que vamos nos comportar frouxamente, como se esta cidade fosse uma cadela trêmula, com o rabo entre as pernas – e não o lugar onde teve início a aventura civilizacional brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8110520091374927335?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8110520091374927335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8110520091374927335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8110520091374927335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8110520091374927335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-386-se-publico-e-porque.html' title='Registro 386: Se publico é porque concordo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8821948913425190590</id><published>2012-01-20T22:18:00.005-03:00</published><updated>2012-01-21T07:16:02.771-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 385:  Entre Nós, um espetáculo imperdível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Dois motivos me levaram ao Teatro Gamboa para ver &lt;b&gt;Entre Nós&lt;/b&gt;, texto e direção de João Sanches, os atores Igor Epifânio e Anderson Dy Souza e a crítica de Celso Jr. em seu Cadernos Grampeados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Digo de cara: o que se vê no palco do Gamboa é um exercíco teatral da melhor qualidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Um texto inteligente sem a pretensão de obra prima, toca num assunto dos mais atuais: diversidade sexual, homossexualidade e por tabela homofobia. Sem levantar bandeira, mas cheio de toques para a platéia pensar, &lt;b&gt;Entre Nós&lt;/b&gt; logo prende atenção do público que se torna cúmplice da cena. Cena aberta, direta, comunicativa, brechtiana, mas sem nota explicativa, pois não se trata de teorização sobre os postulados de Brecht, mas da utilização de recursos de comunicação que o bruxo alemão propunha para o teatro, ou pelo menos para o seu teatro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Daí que &lt;b&gt;Entre Nós&lt;/b&gt; ensina divertindo, cumprindo uma promessa nem sempre posta em prática pelo teatro. Tal premissa, que não deve ser esquecida pelas linguagens da arte, se inflitra na cena, tanto no texto quanto na direção e no trabalho dos dois intérpretes acompanhados por um músico e sua guitarra, um pouco estridente em alguns momentos. O músico pontua a cena, mais um personagem em cena.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;E são muitos os personagens vividos pelos dois atores. E eles ganham a platéia pois sabem jogar como camaleões que mudam de cor no jogo de se mostrar e se esconder. Para contar a história de uma garoto que se descobre apaixonado por um colega de sala, Igor e Anderson interpretam uma dúzia de personagens sem nenhum recurso exterior de caracterização, somente o corpo talentosamente trabalhado e exposto para a apreciação. Calma, não pense que você verá corpos nús ou semi-nús. Estou falando de outra coisa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Interagindo entre si e com o público, os intérpretes atigem um nível muito bom, comprovando a já demostrada habilidade para a cena como vi em outros espetáculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Além de atuarem, operam a luz. Mesmo este achado da direção, repetindo-se exaustivamente não incomoda e torna-se parte da gramática do espetáculo. Penso que a luz podia ser explorada com mais efeitos de cor, como na cena do prostíbulo. Por que não assumir o clichê, tão discutido no espetáculo e preencher a cena final de luz cor-de-rosa, rapazes? Assumam o clichê!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não há cenário e nem precisa. A cena é preenchida pelos atores, mas nem sempre pela música, embora presente o tempo todo, mas carecendo de meios tons, de mais ironia nos seus comentários. Os figurinos concebidos de maneira adequada cumprem a função dentro do espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Sem medo da adjetivação, o espetáculo é divertido, leve, consequente, debochado, didático, divertido, romântico, crítico,&amp;nbsp;ambíguo. Os diferentes sentidos tornam a peça mais interessante ainda. Mas não há indefinição. O jogo entre simulacro e realidade se explicita como um dado do que é proposto. Tanto a história que vai se&amp;nbsp;construindo quanto a relação entre os dois atores é permeada de muitos sentidos o que torna a sequência final muito engraçada, pois surge a dúvida sobre quem quer beijar, os personagens ou os atores.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Vá conferir. Os rapazes ficam até 29 de janeiro. Desejo que eles voltem a cartaz pelo seguinte motivo: teatro bom deve permanecer em cartaz e atrair um público diverso, não somente o entendido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8821948913425190590?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8821948913425190590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8821948913425190590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8821948913425190590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8821948913425190590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-385-espetaculo-imperdivel.html' title='Registro 385:  Entre Nós, um espetáculo imperdível'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7472510123459745026</id><published>2012-01-18T18:54:00.002-03:00</published><updated>2012-01-19T19:23:23.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidinas'/><title type='text'>Registro 384: Sobre um pincel de barba</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não imaginei o quanto seria difícil adquirir um bom pincel para barba, um que durasse pelo menos um ano, pois o que eu tinha era bem velhinho. E ao contrário do que se pensa, o velhinho era bem macio. Mas de tão gasto, já não servia para nada. Assim, dispensei-o e corri a comprar outro, pois faço a barba diariamente. Adquiri um, e para minha decepção, ele logo se partiu. Lá se foi para a lata do lixo. Necessitando repor o dito cujo, exclui a rede de farmácias onde havia adquirido o frágil pincel e parti para outra alternativa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bem metido, fui ao shopping e busquei uma loja que comercia produtos importados. Contente e me achando, voltei para o recesso do lar com o vistoso pincel. Bastou uma semana, comecei a perceber uns fios enormes e esbranquiçados em meio à espuma e pensei: estou com a barba cheia de fios brancos, mas estes não podem ser meus. E não eram. O pincel importado soltava seus pelos. Mesmo assim fui usando-o, até que numa manhã o chumaço de pelos desprendeu-se do suporte, ficando eu a ver navios. Irritado joguei fora o que restou do pincel.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aí começou a aventura, ou melhor, desventura para encontrar um novo pincel. &amp;nbsp;Retornei à rede de farmácias, nada encontrei. Nem pincel de primeira nem de segunda. Sem alternativa, lá fui eu para a loja de importados e dei de cara com os pincéis importados, irmãos do que soltou o chumaço de pelos. Ao conferir a procedência, matei a charada. Os pincéis são vagabundos porque são fabricados na China. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não querendo fazer espuma com a mão, resignei-me a comprar o produto chinês. Triste um país que precisa importar pincel de barba que se acaba com duas semanas de uso. Eu gostaria de saber por que os produtos fabricados na China são péssimos. Tudo o que vem de lá, fora a sua cultura milenar, &amp;nbsp;não presta. E as nossas lojas estão atulhadas de produtos da China. Produtos que a indústria nacional não consegue fabricar. Até peixe importamos da China!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Decerto tudo lá é mais barato porque o trabalhador deve ser explorado e vigiado. Êta sisteminha bom!!!!! E tem gente que acha mesmo e defende. Não meu caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7472510123459745026?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7472510123459745026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7472510123459745026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7472510123459745026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7472510123459745026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-384-sobre-um-pincel-de-barba.html' title='Registro 384: Sobre um pincel de barba'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-2128638922586347391</id><published>2012-01-16T08:00:00.000-03:00</published><updated>2012-01-16T08:00:14.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 383: Lágrimas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O teatro brasileiro perde o ator e diretor Fernando Peixoto. Gaúcho, Peixoto participou do Grupo Oficina e contribuiu imensamente para a construção do moderno teatro brasileiro. Pensador rigoroso e contundente seguiu de forma muito especial as teorias de Brecht, difundindo seu pensamento e sua estética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-2128638922586347391?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/2128638922586347391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=2128638922586347391' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2128638922586347391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2128638922586347391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-383-lagrimas.html' title='Registro 383: Lágrimas'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1125308143041228212</id><published>2012-01-09T11:36:00.004-03:00</published><updated>2012-01-10T20:49:46.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 382: Bahia, minha preta!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Somente um poeta com a consciência e a sensibilidade aguçadas consegue perceber que a "Bahia está viva ainda." Bahia é, no caso, a Cidade do Salvador. Assim se refere a ela Caetano Veloso, em artigo escrito na edição de 8 de janeiro de 2012, de A Tarde. Mas o poeta não deixa de ver as mazelas que atingem a urbe. Como não sou poeta, embora tenda a concordar com o texto, não consigo ver com tanta nitidez o que há de vivo em meio a tanta ruína. No entanto, vejo muitas possibilidades para que Salvador se mostre como a jóia que foi, integrado-se ao século XX sem a continuada e firme destruição e apagamento das camadas de tempo impressas em sua vida, sua cultura, seu jeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Caetano Veloso enumera as belezas que ele vê e desfruta: o muro azul líquido do mar cercando a cidade; a missa assistida na igreja do Carmo, mas originalmente rezada na igreja do Rosário dos Pretos, belo e significativo título para este lugar, e que se mantém assim. Espero que não a transformem na igreja do Rosário dos Negros ou dos Afro-decendentes, como quer o equivocado pensar politicamente correto. Até porque, para mim, a designação "preto" não é pejorativa nem diminutiva, visto que ao me referir ao local como sendo dos Pretos, sei bem o que quero dizer: digo da grandeza de gente que se empenhou para construir e legar à cidade um dos monumento mais belos, que se harmoniza com tudo que o largo-ladeira tem de imponente no seu traçado, na sua arquitetura e na triste e ao mesmo tempo grandiosa história. O cantor-compositor menciona também o acarajé da Cira (para mim o melhor do local), degustado ao sabor da brisa da Mariquita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas somente um poeta vê o que há de belo na Cidade da Bahia. Eu, que aqui vivo e não sou dotado da sensibilidade afinada do artista, vejo somente degradação. A degradação que o poeta também vê, mas ameniza, aquela que transformou o Porto da Barra, o lugar mais lindo, no local mais horrível, tal a devastação. Aliás, do Porto até o Morro do Cristo, a paisagem natural sucumbe à feiúra que os homens construíram nas últimas décadas. Poder público inoperante e cidadãos desmazelados juntam-se para criar um lugar completamente "armengado", termo tipicamente baiano e que cai bem para caracterizar o que se vê na Barra. E não somente. Ao flanar pela cidade, a velha e boa cidade, o que salta aos olhos é a quantidade de lugares que poderiam ser belos não fosse a descaracterização, a sujeira, a falta de imaginação, a intervenção medíocre, burra mesmo. E quem procura viver cultivando a beleza, se espanta com a feiúra. Mas sei que a opção pela beleza termina desencadeando em nós aflição e desolação, e não felicidade, como afirma Tzvetan Todorov em &lt;i&gt;A Beleza Salvará o Mundo&lt;/i&gt; (Difel, 2011).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Outro dia, acompanhando um amigo que foi ao SEBRAE na Av. Sete, cuidei de apreciar duas grandes fotos na parede da sala de atendimento. São fotos do mesmo trecho onde se localiza o prédio, que por muito tempo abrigou o Instituto Mauá, ali no local conhecido como Mercês. Uma foto deve ser do início do século XX e a outra atual. A diferença entre uma e outra é gritante. Na primeira tudo se ordena de maneira agradável ao olhar, o que não acontece com a segunda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Caetano Veloso encerra &lt;i&gt;Ainda Cá&lt;/i&gt;, título do seu artigo, mencionando Edgard Santos, Martim Gonçalves, Glauber Rocha, gente de uma Bahia que parecia ou era de fato mais bela. De lá pra cá, certa compreensão de progresso desencadeou transformações que me levam a dizer a "Bahia está viva ainda", mas é uma triste Bahia, ainda que soem alaridos muito mais que harmonias.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;No texto, há menção ao filme &lt;i&gt;Trampolim do Forte&lt;/i&gt;, de João Rodrigo Matos, não por acaso neto de Agostinho da Silva. Veloso nos diz que o filme “é poderoso em sua revelação &lt;i&gt;do quanto pode&lt;/i&gt; a Cidade do Salvador (grifo meu). Concordo. A Cidade é plena de possibilidades e os artistas conseguem retirar do seu cotidiano aquilo que os administradores não conseguem ou não querem ver. Não vou repisar o mote do capitalismo desenfreado, perverso e ganancioso, ainda que não tenha vivido sob outro regime, como causa do desmazelo que toma conta da Cidade do Salvador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Mesmo considerando o que se produz hoje culturalmente e artisticamente, o que Edgard Santos, Martim Gonçalves, Lina Bardi, Agostinho da Silva, os cineastas do ciclo do cinema baiano, o pessoal da geração Mapa, os criadores da Jogralescas e outros mais fizeram, resiste em sua potência? As respostas podem ser de variados calibres. Arrisco dizer: talvez, uma parcela dos cidadãos baianos, entre eles alguns artistas, consegue dar conta do legado. O poder público tergiversa e, tanto quanto grande parcela da população não consegue enxergar mesmo “com muito sol”. Mas seguimos em frente acreditando que podemos contribuir para “civilizar o infinito.”&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1125308143041228212?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1125308143041228212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1125308143041228212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1125308143041228212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1125308143041228212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-382.html' title='Registro 382: Bahia, minha preta!'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8238060840077416843</id><published>2012-01-01T09:47:00.000-03:00</published><updated>2012-01-01T09:47:08.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 381: Lágrimas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma lágrima para Daniel Piza. Em sua última postagem, 28 de dezembro, ele desejava a todos uma feliz ano novo e prometia retornar seus registros assim que retornasse da festa no dia 11. Um jovem talento se vai. Lamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8238060840077416843?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8238060840077416843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8238060840077416843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8238060840077416843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8238060840077416843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-381-lagrimas.html' title='Registro 381: Lágrimas'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-5893744277202641601</id><published>2012-01-01T09:28:00.001-03:00</published><updated>2012-01-01T09:29:20.102-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 380: Estamos em 2012</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com outro número e outra vontade de acreditar&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que daqui para diante vai ser diferente."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;UM BELO ANO NOVO PARA TODOS.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-5893744277202641601?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/5893744277202641601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=5893744277202641601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5893744277202641601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5893744277202641601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2012/01/registro-380-estamos-em-2012.html' title='Registro 380: Estamos em 2012'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1198413426200742151</id><published>2011-12-28T17:49:00.002-03:00</published><updated>2011-12-31T08:38:55.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 379: Final de ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tempo em que as casas comerciais faziam e distribuíam Folhinhas - para os mais novos, calendário -, havia uma com a seguinte estampa: um velho alquebrado despedia-se, enquanto uma criança com sorriso maroto entrava em uma sala preparada para recebê-la. Uma mensagem desejando votos de Feliz Ano Novo completava a cena. Foi-se o tempo... Mas um quadrinho da Mafalda pode abrir o registro 379.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MGcV153J4vU/Tvt3kNCASTI/AAAAAAAABIw/PBmOU8gpwKg/s1600/mafalda1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-MGcV153J4vU/Tvt3kNCASTI/AAAAAAAABIw/PBmOU8gpwKg/s1600/mafalda1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 2011 vai chegando ao final do seu ciclo, apontando para 2012, o ano que vai acabar segundo uma porção de gente equivocada, gente crédula, sem postura crítica. O calendário Maia é a referência para mais um absurdo dentre muitos a nos atropelar diuturnamente. Durante o ano, inúmeras mensagens alertando para o fim infestaram a caixa do correio eletrônico. Foram todas apagadas, tendo em visto a dimensão da insensatez. Só me resta fazer coro com Assis Valente e com a Pequena Notável: “Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar / Por causa disso minha gente lá em casa começou a rezar... E o mundo não se acabou.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar dos pesares, não tenho do que me queixar. Se o mundo anda fora dos eixos, como diz o bardo pela boca de Hamlet, tentei de todas as maneiras equilibra-me diante dos desequilíbrios. Um exercício diário. Viver é perigoso, já dizia o Rosa. Algumas notícias embrulharam meu estômago, outras fizeram meu coração se fechar um pouco. Uma grande parte me fez duvidar da capacidade do humano seguir a razão sábia. Aqui, no nosso quintal, só sendo muito Poliana para aguentar a mediocridade, a estupidez, a falta de civilidade. Tudo junto é a regra, não é exceção. Entre a miséria do quotidiano e a desmedida dos pequenos gestos, acreditar que a beleza poderá nos salvar pode ser um antídoto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao manifestar pesar pela morte do ditador da Coréia do Norte, o P C do B ficou com o mico do ano. Se essa gente chega ao poder, estamos fritos. Para um partido que defendia o regime que se instalou por muito e muitos anos na Albânia, só não causa espanto em quem acredita nos bons propósitos do Partido. A Folha de S. Paulo, edição de hoje (28.12.2011) traz um interessante editorial sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro mico: o Poder Judiciário posando de vestal! Só rindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reforma da Praça de Ondina, aquela que beira o mar, durou mais de noves meses. Ao ser inaugurada demonstrou-se um “belo” desastre. Obra mal feita, logo apresentou seus problemas. Ainda assim, melhor que o monumental camarote que lá estão montando desde meados de dezembro. Assim, passaremos boa parte do verão com o mastodonte impedindo a visão do mar e dificultando o acesso de quem gosta de ir à praia. Sobrou para os banhistas um corredor estreito entre tapumes e um trecho todo arrebentado, já que não foi incluído no pacote. Nunca vi um leilão da via pública feito tão desrespeitosamente. E tudo continua como dantes no castelo de Abrantes. Uns “gatos pingados” ocuparam por um tempo a praça, num arremedo das ocupações norte-americanas. Penso que não deu em nada. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é uma gota no oceano de descalabros em Salvador. A cada dia a cidade se transforma no pior monstrengo. Suja, descaracterizada, confusa e barulhenta. Enquanto isso, o alcaide e sua ex-consorte mostram cenas de suas vidas íntimas para o público soteropolitano. O BBB vai se espalhando sem nenhuma decência. Falta-nos um &amp;nbsp;Gregório de Mattos, o Boca do Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste ano, deixei de ver televisão. O aparelho continua em casa para que eu possa ver filmes escolhidos a dedo, no conforto do sofá, sem as conversas e os celulares inoportunos A tv aberta é um lixo, reino da hipocrisia. Seus apresentadores primam pela “canastronice”. Cortei os canais por assinatura, já que a sua programação é repetitiva e cara. Além do mais, enquanto se assiste a um filme são inseridos anúncios na tela, um absurdo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em filmes, registro aqueles que apreciei: &lt;i&gt;Melancolia&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Em Nome de Deus&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Palhaço&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Árvore Da Vida&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Um Conto Chinês&lt;/i&gt; e muitos outros que não me lembro. Mas como não faço lista dos melhores do ano, não preciso completar o registro. Ah, faltou ver &lt;i&gt;Meia Noite em Paris&lt;/i&gt;. Medianeiras, fui cheio de expectativas. &lt;i&gt;A Pele Que Habito&lt;/i&gt;, passei uma semana pensando no filme. Ainda hoje ele me inquieta. Bem melhor que &lt;i&gt;Má Educação &lt;/i&gt;(que não gosto)&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Volver&lt;/i&gt;. Falta ver &lt;i&gt;As Canções&lt;/i&gt;. No teatro, a agenda foi bem falha. Do Festival Latino Americano, vi meia hora de &lt;i&gt;Gatomaquia&lt;/i&gt; do Grupo La Cuarta do Uruguai. Do Festival Internacional de Artes Cênicas, mas nacional que inter, nada vi. Mas confiando nos registro feitos no blog Cadernos Grampeados por Celso Júnior alguma coisa devo ter perdido de uma programação que não despertou meu interesse. Assisti &lt;i&gt;Fim de Jogo&lt;/i&gt;. Escrevi sobre a encenação aqui no blog. Gostei de ver &lt;i&gt;Remendo Remendó &lt;/i&gt;que a moçada de A Outra Companhia de Teatro mostrou no Teatro Vila Velha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei feliz com o resultado apresentado pelos estudantes do Módulo II – Interpretação da Escola de Teatro. Fiquei com eles durante dois semestres e a moçada cresceu sensivelmente. O avanço foi visível em &lt;i&gt;Cenas de Família e Um Incômodo&lt;/i&gt;. A turma de concluintes mostrou garra e empenho em &lt;i&gt;Tudo é Mentira&lt;/i&gt;, longo, mas exuberante.&amp;nbsp;Vi também &lt;i&gt;Grito do Coração&lt;/i&gt;, texto em um ato, &amp;nbsp;homenagem que Harildo Déda, Gideon Rosa, Patrícia Oliveira e Vinícius Martins prestaram ao autor Tennessee Williams (1911-1983), em comemoração aos 100 anos do dramaturgo. Ganhei de presente &lt;i&gt;Mister Paradise&lt;/i&gt; edição com peças de um ato de Williams.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;As leituras foram muitas. A quem interessar, recomendo:&lt;i&gt; Nêmesis&lt;/i&gt; de Philip Roth, &lt;i&gt;Ilusões Pesadas&lt;/i&gt;, de Sacha Sperling, &amp;nbsp;&lt;i&gt;Borges Oral &amp;amp; Sete Noites&lt;/i&gt;, de Jorge Luis Borges. De Jonathan Frazen, &lt;i&gt;Liberdade&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;As Correções&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;Avec Grotowski&lt;/i&gt;, Peter Brook, &lt;i&gt;A Preparação do Diretor&lt;/i&gt;, Anne Bogart. O deslumbrante &lt;i&gt;A Lebre com Olhos de Âmbar&lt;/i&gt; de Edmundo de Waal. Agora leio &lt;i&gt;A Beleza Salvará o Mundo&lt;/i&gt;, de Tzvetan Todorov, espero concluir antes da virada, aproveitando as férias merecidas. Não consegui terminar a leitura de &lt;i&gt;Odisséia&lt;/i&gt;, de Homero, na tradução de Trajano Vieira. A edição bilíngue continua pousada sobre a mesa de cabeceira. &lt;i&gt;A Ausência que Seremos&lt;/i&gt; de Héctor Abad, imperdível, tocante. muito outros livros não constam do registro, paciência... Ah, quase esqueço de &lt;i&gt;A Folha Dobrada&lt;/i&gt;, de William&amp;nbsp;Maxwell, uma bela história sobre a amizade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro &lt;i&gt;Harildo Déda, a Matéria dos Sonhos&lt;/i&gt;, escrito por Luiz Marfuz e por mim, foi lançado em novembro. Uma justa homenagem ao ator. Outros merecem. Vejamos: Sônia dos Humildes, João Augusto, Nilda Spencer, os que partiram. Mário Gusmão tem o seu escrito por Jeferson Bacelar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu primeiro livro &lt;i&gt;Um Muro no Meio do Caminho?&lt;/i&gt; ganhou uma nova e caprichada edição pela Saraiva&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de muitos anos, muitos mesmo, reencontro dois amigos, um deles companheiro de infância e que não vejo desde 1974. Trocamos mensagens. O outro conheci em São Paulo por volta de 1975. Diz o poeta, “a vida é a arte do encontro...” ainda que complete: “embora haja tanto desencontro”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi finalmente &lt;i&gt;As Canções&lt;/i&gt;, o filme de Coutinho. Tocante como &lt;i&gt;Edifício Master&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Jogo de Cena&lt;/i&gt;. Árido como &lt;i&gt;Moscou.&lt;/i&gt; Todos são belos momentos de cinema. Cinema pra poucos, uma pena. Os filmes não são difíceis, mas não é pra todo mundo. Na sessão das 17:00h do dia 26 seis gatos pingados na sala. Lembrei-me de quando vi &lt;i&gt;Electra&lt;/i&gt; de Cacoyannis. Eu devia ter 14 anos quando assisti ao filme no Cine Íris (Feira de Santana). Na sala só havia o professor Divaldo Pitombo e eu. O filme acabou de ser lançado em DVD, revi. Continua poderoso. Adquiri vários dos filmes da Coleção Folha. Alguns são favoritos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que adquiri &lt;i&gt;Recanto&lt;/i&gt;, o novo trabalho de Gal Costa, a minha cantora favorita entre muitas que admiro, faço um esforço para absorver, não a voz nem as letras, mas os arranjos. Eles não me entram confortavelmente pelo ouvido. Não acho que sejam inovadores, pelo contrário, ao pretender novidade revelam certa mesmice. Mas como gosto da intérprete, continuarei ouvindo o&amp;nbsp;CD. Espero mudar de opinião. De qualquer maneira, é louvável a atitude de Gal Costa, prova que ainda há inquietação, os anos de carreira e a fama não mataram certa ebulição que leva o artista a correr riscos. Aplausos! É um disco triste, muito triste. Eu queria um disco menos Caetano e mais Gal. Será que você me entende?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso eu me lembre de mais alguma coisa, compartilho com os leitores do blog. Agora é me preparar para fugir da muvuca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acrescento mais um mico: o ditador da Venezuela, num momento&amp;nbsp;paranoico, atribuiu à CIA, leia-se governo norteamericano, a onda de câncer que se abateu sobre os governantes da América Latina. Tenho profundo pesar pelos doentes, mas o delírio venezuelano é risível. &amp;nbsp;É estranho que tantos governantes, ou ex, sejam acometidos da mesma doença, quase ao mesmo tempo, mas daí fazer tal acusação é querer desviar a atenção dos problemas que acometem os países Latinos com com sua "veias aberta.s" A postura anti-imperialista é velha e não leva a nada. Já vimos este filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1198413426200742151?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1198413426200742151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1198413426200742151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1198413426200742151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1198413426200742151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-379-final-de-ano.html' title='Registro 379: Final de ano'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MGcV153J4vU/Tvt3kNCASTI/AAAAAAAABIw/PBmOU8gpwKg/s72-c/mafalda1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7126435463391476821</id><published>2011-12-23T12:42:00.001-03:00</published><updated>2011-12-23T13:23:53.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><title type='text'>Registro 378: É Natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a7OpSBB34no/TvSf5akzjOI/AAAAAAAABIM/lN34JbRvfhI/s1600/pres%25C3%25A9pio1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-a7OpSBB34no/TvSf5akzjOI/AAAAAAAABIM/lN34JbRvfhI/s320/pres%25C3%25A9pio1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, eu sempre gostei de ver presépios. Gostava por dois motivos: pelo significado do tema ali retratado e pela forma como cada família se encarregava de organizar a cena. A cada Natal, era sempre uma surpresa. Eu apreciava o jeito como os materiais eram utilizados na construção cenográfica e como as figuras eram dispostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente armados em um dos cantos da sala de visitas, os presépios refletiam a compreensão que cada um tinha da cena, misturando-se as figuras da tradição com objetos do cotidiano, como brinquedos, recortes de revistas, bibelôs e tudo mais que a imaginação do autor desejasse. Os mais tradicionais mantinham-se fiéis aos elementos básicos e terminavam por remeter seus presépios às inúmeras pinturas legadas pelos artistas ao longo do tempo. Confeccionados com papéis pintados imitando pedras tinham sempre na base uma faixa de areia que chamávamos de praia onde se dispunha um espelho como se fosse um lago onde patos nadavam tranquilamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em casa, ainda que se comemorasse a festa com muito ânimo e rigor, não lembro de presépio armado com frequência, pelo menos durante a minha infância. Mas não posso me esquecer da surpresa proporcionada por meu pai. Eu já beirava os 18 anos, quando nas proximidades do Natal grandes caixa de madeira foram deixadas em casa sem que ele revelasse o seu conteúdo. Logo em seguida me pediu que eu recortasse em papelão algumas montes indicando-me como modelo os morros que víamos do quintal. O morro chamado de Monte Alto, cujo o cimo abrigava uma capela visitada pelos fiéis na Sexta da Paixão, serviria como fonte para a minha empreitada. Intrigado e descontente por não saber o destino de tais recortes pus-me a pintar os recortes, mesmo sem dominar as técnicas do claro-escuro para dar volume ao intento. Em seguida, fui intimado a ajudá-lo a montar em um pequeno palco armado no salão da Grupo Escola Góes Calmon a cenografia para o&amp;nbsp;presépio&amp;nbsp;que ele queria, não para a família e convidados, mas para toda a cidade. Fazendo suspense, só abriu as caixas no dia 23 de dezembro, retirando dela as figuras para dispô-las na cena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Misturando montes artificiais, pintados toscamente, com plantas e musgos retirados da caatinga, tendo ao fundo um céu azul estrelado o presépio materializou-se no salão sem carteiras e tornou-se uma atração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guardo ainda na memória o presépio de dona Elisa, ele tinha como atração uma bela imagem do Deus Menino no Monte, peça antiga, hoje encontrada somente em museus e antiquários. Na casa de um tio armava-se a lapinha no meio da sala, proporcionando ao visitante uma movimentação para apreciar as cenas distribuídas nos diversos planos. Vi outros presépios e cada um deles aguçou a minha percepção para a religiosidade popular, para a arte e, principalmente para o teatro. Aquelas variadas cenas revelavam teatralidade, algo que só compreendi muito mais tarde. Mas não tenho dúvida, as lapinhas educaram a minha sensibilidade e o meu olhar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9hGQVdkxkB4/TvShTRkrwFI/AAAAAAAABIY/4MSpThmT8F8/s1600/presepio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-9hGQVdkxkB4/TvShTRkrwFI/AAAAAAAABIY/4MSpThmT8F8/s320/presepio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7126435463391476821?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7126435463391476821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7126435463391476821' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7126435463391476821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7126435463391476821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-378-e-natal.html' title='Registro 378: É Natal'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-a7OpSBB34no/TvSf5akzjOI/AAAAAAAABIM/lN34JbRvfhI/s72-c/pres%25C3%25A9pio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-506784820186654327</id><published>2011-12-17T17:32:00.001-03:00</published><updated>2011-12-18T07:38:32.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 377: Aplausos</title><content type='html'>&lt;h1 style="font: normal normal bold 18px/normal arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SZgSe_7jG9g/Tuz71HWjxII/AAAAAAAABHY/whtWLmnRndI/s1600/sergio+brito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" src="http://4.bp.blogspot.com/-SZgSe_7jG9g/Tuz71HWjxII/AAAAAAAABHY/whtWLmnRndI/s320/sergio+brito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="font: normal normal bold 18px/normal arial; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5078707350864661251&amp;amp;postID=506784820186654327" name="2011_12-17_11_17_16-11668060-0" target="_blank"&gt;Sérgio Britto 1923 - 2011&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A homenagem se estende a Joãozinho Trinta, o carnavalesco, artista genial. Ele se apropriou do que a avenida tinha de melhor e expandiu sua criatividade. Ainda que desafinado, eu canto para Cesária Évora, a cantante caboverdiana. Sérgio Britto, como os outros dois, deixou-nos um legado. Vi apenas suas direções para &lt;i&gt;Os Filhos de Kennedy&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Afinal uma Mulher de Negócios&lt;/i&gt;. Seu livro&amp;nbsp;&lt;i&gt;O Teatro &amp;amp; Eu&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é deslumbrantemente corajoso. O ator não se esconde.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Êta 17 de dezembro triste!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-506784820186654327?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/506784820186654327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=506784820186654327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/506784820186654327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/506784820186654327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-377-aplausos.html' title='Registro 377: Aplausos'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SZgSe_7jG9g/Tuz71HWjxII/AAAAAAAABHY/whtWLmnRndI/s72-c/sergio+brito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-2573842653940083029</id><published>2011-12-16T09:56:00.000-03:00</published><updated>2011-12-16T09:56:14.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 376: Boa palavra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;SENTIDOS DO FUNDAMENTALISMO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;CONTARDO CALLIGARIS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Eis uma (pequena) contribuição ao debate sobre fundamentalismo que se deu, recentemente, na Folha (artigos de Ives Gandra da Silva Martins, 24/11, e Daniel Sottomaior, 8/12; cartas dos leitores Antônio Ilário Felici e Francisco Guimarães, 9/12; coluna de Hélio Schwartsman, 10/12).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Fundamentalista é, antes de mais nada, quem leva a sério sua convicção e segue à risca os preceitos que derivam dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Se você for católico, não se divorciará nem comerá carne na Sexta da Paixão; se for judeu, no sábado, evitará ligar a luz elétrica; se for muçulmano, não tomará álcool e, caso seja mulher, circulará de véu fora de casa; se for ateu, não invocará a misericórdia divina, nem mesmo em momentos de extremo perigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Meu pai era convencido de que existem mistérios para os quais qualquer resposta seria desonesta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nesse seu agnosticismo, ele era fundamentalista no sentido que acabo de definir. Um dia, quando meu irmão e eu éramos já adultos, ele quis que prometêssemos que, se ele, na agonia, pedisse a assistência de um padre, nós lhe negaríamos esse recurso, considerando que sua sanidade mental teria se perdido no aperto acovardado da última hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Prometemos. Por sorte, ele morreu sem pedir conforto religioso algum. Se ele tivesse pedido, não sei se eu teria mantido minha promessa; à diferença dele, eu não sou fundamentalista: decido e escolho segundo as circunstâncias e não por princípio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mesmo assim, tenho respeito, se não simpatia, por esse tipo de fundamentalismo. E acho que todos deveriam poder levar (e viver) suas convicções a sério, se assim quiserem -claro, nos limites básicos impostos pelos códigos Penal e Civil, que regem a convivência social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mas tenho pressa de chegar ao outro sentido, pelo qual fundamentalista é quem exige que os preceitos que derivam de suas convicções ou de sua fé sejam observados por todos -ou mesmo que eles se transformem em lei da sociedade inteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Esse tipo de fundamentalista, seja qual for sua convicção, religiosa ou ateia, é animado pela necessidade de converter os outros, a qualquer custo. Em geral, ele acha que a violência de seu espírito "missionário" é um corolário de sua fé e uma prova de sua generosidade: "Forçando o outro a se converter, eu só quero seu bem, mesmo que seja contra a vontade dele".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Com esse tipo de fundamentalista, eu implico, por duas razões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Primeiro, detesto que alguém esconda sua violência atrás de pretensas boas intenções e não gosto da ideia de que um outro imagine saber o que é "bom" para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Segundo, não acredito que alguém possa querer converter os outros à força por generosidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Há duas razões pelas quais, em regra, alguém quer impor as normas de suas convicções aos outros, e ambas são péssimas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;1) Ele precisa que ao menos os outros respeitem essas normas, que ele preza, mas não consegue impor a si mesmo -ou seja, incapaz de obedecer a seus próprios princípios, ele quer validá-los pela obediência forçada dos outros;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;2) Ele quer se livrar da inveja que ele sente da vida dos que não respeitam essas mesmas normas (para assinalar a componente de inveja, presente nos moralistas, Alfred Kinsey, o grande sociólogo e sexólogo, dizia que "ninfômana" e "tarado" são os que conseguem ter uma vida sexual mais intensa do que a da gente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em suma, os motores de muitos fundamentalismos missionários são a incapacidade de viver à altura dos preceitos pregados e a inveja de quem não respeita esses preceitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por isso, no debate (ou na gritaria) entre homossexuais e evangélicos, por exemplo, nem preciso decidir se gosto mais de Oscar Wilde ou do apóstolo Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Pois, bem antes e independentemente disso, a oposição relevante é a seguinte: os homossexuais não pretendem que os evangélicos passem todos a transar com parceiros do mesmo sexo ou a frequentar baladas gays, enquanto os evangélicos pretendem que os homossexuais se convertam e renunciem a seu desejo (transformado em "pecado") - ou, no mínimo, que eles sejam impedidos de viver segundo suas próprias disposições e convicções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ou seja, para se situar nessa oposição, não é preciso escolher entre as ideias e as práticas das partes, mas entre os que querem regrar a vida de todos segundo seus preceitos e os que preferem que, nos limites da lei, todos possam pensar e agir como quiserem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Assim sendo, como se diz na roleta, "façam suas apostas". (Folha de S.Paulo 15.12.2011) Ilustrada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-2573842653940083029?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/2573842653940083029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=2573842653940083029' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2573842653940083029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2573842653940083029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-376-boa-palavra.html' title='Registro 376: Boa palavra'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-617791116210292629</id><published>2011-12-11T09:00:00.004-03:00</published><updated>2011-12-12T12:22:32.864-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 375: Cenas de Família e Um Incômodo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Cenas de Família e Um Incômodo&lt;/i&gt;, finalização do semestre 2011.2, Módulo II de Interpretação Teatral da Escola de Teatro da UFBA reuniu seis cenas curtas de peças realista - &lt;i&gt;Pequenos Burgueses&lt;/i&gt;, de Máximo Gorki, &lt;i&gt;O Jardim das Cerejeiras&lt;/i&gt;, de Anton Tchékov, &lt;i&gt;A Moratória&lt;/i&gt;, de Jorge Andrade, &lt;i&gt;Cordel do Amor Sem Fim&lt;/i&gt;, de Cláudia Barral, &lt;i&gt;Eles Não Usam Black-tie&lt;/i&gt;, de Gianfranceso Guarnieri e &lt;i&gt;No&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Natal a Gente Vem te Buscar&lt;/i&gt;, de Naum Alves de Souza. Peças de uma dramaturgia consagrada, visto que, ao longo do tempo, os textos passaram pela prova do palco sob diversas concepções. Os textos foram escolhidos visando possibilitar aos alunos-atores o contato com os temas tratados pelos autores e, sobretudo, o exercício interpretativo no interior da convenção realista, conteúdo do Módulo, um procedimento que se renova a cada tempo e não se prende ao Realismo histórico, embora se aproxime dele como referência.Objetivou-se com o trabalho mostrar o potencial de cada estudante e como cada um encaminhou seus processos ao abraçar os personagens, de forma a mostrar mais uma vez as suas qualidades de intérpretes. É certo que uma cena diz pouco sobre a totalidade de uma peça, mas ele é reveladora de algo que perpassa o texto como moto contínuo. Nesta reunião de cenas de família, subjaz um incômodo ou vários embaraços: as mesquinharias, a perda de uma propriedade, um pedido de casamento que se desfaz e um desejo não realizado, um filho que trai a sua família e, por conseguinte, a sua classe. Por fim uma família que constrói suas relações sustentada pela hipocrisia. &lt;i&gt;Cenas de Família e Um Incômodo&lt;/i&gt; não é uma exercício de encenador, mas uma moldura para evidenciar atrizes e atores em processo de formação. A Mostra esteve em catar na Sala 5 - Escola de Teatro, nos dias 9 e 10 de dezembro. Segue-se alguns registros de cenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Raimundo Matos de Leão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Coordenador do Módulo e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;professor de Interpretação e&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;História do Teatro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mp2SG6V_mf8/TuSUeqCFj3I/AAAAAAAABFY/4DhsodRrbxU/s1600/Pequenos+Burguesers1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://4.bp.blogspot.com/-mp2SG6V_mf8/TuSUeqCFj3I/AAAAAAAABFY/4DhsodRrbxU/s320/Pequenos+Burguesers1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Pequenos Burgueses&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Tatiana (Ana Tereza) e Pólia (Enoe Lopes Pontes)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b2ktx2hX0uk/TuSU3Lxx_jI/AAAAAAAABFo/ed2ZWznqs88/s1600/Pequenos+Burgueses4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-b2ktx2hX0uk/TuSU3Lxx_jI/AAAAAAAABFo/ed2ZWznqs88/s320/Pequenos+Burgueses4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Tatiana (Ana Tereza), Bessemenov (Ronei Silva),&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Akoulina, Mariana Passos)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wOMNeUQJV1g/TuSUn1L6rqI/AAAAAAAABFg/Y0t4bOp0FXI/s1600/Pequenos+Burgueses2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://2.bp.blogspot.com/-wOMNeUQJV1g/TuSUn1L6rqI/AAAAAAAABFg/Y0t4bOp0FXI/s320/Pequenos+Burgueses2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tatiana (Ana Tereza), Piotr (Roy Rogeres),&lt;br /&gt;Akoulina (Mariana Passos)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QGOXhCry5LY/TuSV_q7_jHI/AAAAAAAABFw/v8KhB0n6MOs/s1600/O+Jardim+das+Cerejeiras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-QGOXhCry5LY/TuSV_q7_jHI/AAAAAAAABFw/v8KhB0n6MOs/s320/O+Jardim+das+Cerejeiras.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O Jardim das Cerejeiras&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Liuba (Mariana Barbosa), Gaiév (Saulus Castro),&lt;br /&gt;Lopakie (Maxwell Marquez)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y2v3eXJjQoo/TuSWhkOW2SI/AAAAAAAABF4/_-yWG0EiqA0/s1600/O+jardim+das+Cerejeiras+5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y2v3eXJjQoo/TuSWhkOW2SI/AAAAAAAABF4/_-yWG0EiqA0/s320/O+jardim+das+Cerejeiras+5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Firs (Madyson Cavalcante), Liuba (Mariana Barbosa),&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Gaiév (Saulus Castro)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nRoKl31lPbk/TuSXYL6jOAI/AAAAAAAABGI/RCxjpbWney8/s1600/A+Morat%25C3%25B3ria2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-nRoKl31lPbk/TuSXYL6jOAI/AAAAAAAABGI/RCxjpbWney8/s320/A+Morat%25C3%25B3ria2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A Moratória&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Helena (Ana Henrique), Marcelo (Augusto Nascimento)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NlFRbSLoUOQ/TuSXqME4gzI/AAAAAAAABGQ/RpFH-q71C5w/s1600/A+Morat%25C3%25B3ria.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-NlFRbSLoUOQ/TuSXqME4gzI/AAAAAAAABGQ/RpFH-q71C5w/s320/A+Morat%25C3%25B3ria.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Marcelo (Augusto Nascimento), Helena (Ana Henrique)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-INqZvVHN1wo/TuSX-bCOivI/AAAAAAAABGY/Ywx_tKFaDQw/s1600/A+Morat%25C3%25B3ria5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-INqZvVHN1wo/TuSX-bCOivI/AAAAAAAABGY/Ywx_tKFaDQw/s320/A+Morat%25C3%25B3ria5.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Joaquim (Roy Rogeres), Lucília (Carluce Couto)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g0_fPJ3gcjk/TuSYQLiKvQI/AAAAAAAABGg/KYgC-pnySwU/s1600/cordel1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-g0_fPJ3gcjk/TuSYQLiKvQI/AAAAAAAABGg/KYgC-pnySwU/s320/cordel1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Cordel do Amor Sem Fim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Teresa (Dany Araújo), José (Madyson Cavalcante),&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Madalena (Evana Jeyssan), Carminha (Lahana Olipa)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8a04t9chXAg/TuSa7OCUngI/AAAAAAAABHQ/HXR95AyWhpI/s1600/DSC01215.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-8a04t9chXAg/TuSa7OCUngI/AAAAAAAABHQ/HXR95AyWhpI/s320/DSC01215.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Madalena (Evana Jeyssan), Carminha (Lahana Olipa)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_F4AmCLD7gU/TuSY66gmB6I/AAAAAAAABGo/IT7Vzlhmq04/s1600/Black-tie1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-_F4AmCLD7gU/TuSY66gmB6I/AAAAAAAABGo/IT7Vzlhmq04/s320/Black-tie1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Eles não Usam Black-tie&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Otávio (Ronei Silva), Romana (Jéssica Menezes)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-13C7W9RX-ak/TuSZfYfZWRI/AAAAAAAABGw/WKv34iC7B-o/s1600/DSC01195.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-13C7W9RX-ak/TuSZfYfZWRI/AAAAAAAABGw/WKv34iC7B-o/s320/DSC01195.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Maria (Uerla Cardoso), Tião (Saulus Castro)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OgpNHH6jnJk/TuSZ851lh0I/AAAAAAAABHA/9w145hnhp4k/s1600/Natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-OgpNHH6jnJk/TuSZ851lh0I/AAAAAAAABHA/9w145hnhp4k/s320/Natal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;No Natal a Gente Vem te Buscar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mãe (Ana Henrique), Solteirona (Gabriela Lucenti)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--yj-VBMFZ1E/TuSaVPy7pzI/AAAAAAAABHI/Bhl25JYF160/s1600/natal+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/--yj-VBMFZ1E/TuSaVPy7pzI/AAAAAAAABHI/Bhl25JYF160/s320/natal+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Solteirona (Gabriela Lucenti), Primo (Maxwell Marquez),&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mãe (Ana Henrique), Pai (Madyson Cavalcante)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-617791116210292629?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/617791116210292629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=617791116210292629' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/617791116210292629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/617791116210292629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-375-cenas-de-familia-e-um.html' title='Registro 375: Cenas de Família e Um Incômodo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mp2SG6V_mf8/TuSUeqCFj3I/AAAAAAAABFY/4DhsodRrbxU/s72-c/Pequenos+Burguesers1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1409099154011510785</id><published>2011-12-10T08:51:00.002-03:00</published><updated>2011-12-23T07:21:06.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Registro 374: ESTUPIDEZ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"A Justiça determinou ontem a internação provisória do adolescente que atropelou e matou o desempregado Vaderli Gonçalves. O advogado do garoto, Wagner de Souza, disse à Folha desconhecer a decisão da Justiça. Ele afirma que o menino confundiu o pedal do acelerador com o do freio, razão da tragédia." (Folha de S. Paulo, 10 de dezembro de 2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A estupidez, título do registro não se refere ao ato da Justiça. Leia com atenção e veja de quem é a asneira. Um homem é morto por um adolescente de 14 anos que, num ato de irresponsabilidade, sai dirigindo um carro pelas ruas do Campo Limpo, bairro paulistano causando um ato violento e traumático para uma família. O ato não pode ser relativizado. O acontecimento trágico é exemplar. Ele revela o descompasso, algo estranho no interior da família. É muita irresponsabilidade junta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1409099154011510785?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1409099154011510785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1409099154011510785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1409099154011510785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1409099154011510785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-374-estupidez_10.html' title='Registro 374: ESTUPIDEZ'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4890342667551790870</id><published>2011-12-06T21:27:00.000-03:00</published><updated>2011-12-06T21:27:58.243-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 373: Estudantes de teatro em cena</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PqyQoBgD0GE/Tt6y7FW6iMI/AAAAAAAABFQ/jIw3VeiphWI/s1600/Cartaz+Mostra+2+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-PqyQoBgD0GE/Tt6y7FW6iMI/AAAAAAAABFQ/jIw3VeiphWI/s320/Cartaz+Mostra+2+copy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4890342667551790870?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4890342667551790870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4890342667551790870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4890342667551790870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4890342667551790870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/12/registro-373-estudantes-de-teatro-em.html' title='Registro 373: Estudantes de teatro em cena'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PqyQoBgD0GE/Tt6y7FW6iMI/AAAAAAAABFQ/jIw3VeiphWI/s72-c/Cartaz+Mostra+2+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-2179317564870147906</id><published>2011-11-15T14:13:00.002-03:00</published><updated>2011-11-16T17:20:28.075-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Registro:372: Recebi, recolhi. Palavras são sagradas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Comic Sans MS';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime;"&gt;João Guimarães Rosa diz&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A gente&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;levanta, a gente sobe, a gente volta! O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;esquenta e esfria. Aperta e daí afrouxa. Sossega e depois desinquieta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O que ela quer da gente é coragem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime;"&gt;Cruz e Souza completa&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;O coração que sente vai sozinho,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt; Arrebatado, sem pavor, sem medo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt; Leva dentro de si raro segredo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt; Que lhe serve de guia no caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Para arrematar, Fabrício Carpinejar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;MELHOR ASSIM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não culpo Deus pela caligrafia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não se pode escrever bem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;E ainda ter a letra bonita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não reclamo a estranheza do rosto,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;O nariz torto, os olhos caídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;O que falta em mim, imagino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Ser feio até que me tranquiliza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Enquanto os outros se descobrem,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;Eu me invento. Não me basto sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;A beleza de minha mulher me perdoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-2179317564870147906?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/2179317564870147906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=2179317564870147906' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2179317564870147906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2179317564870147906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/11/registro372-recebi-recolhi-palavras-sao.html' title='Registro:372: Recebi, recolhi. Palavras são sagradas'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-3651974840292456265</id><published>2011-11-05T08:37:00.002-03:00</published><updated>2011-11-05T08:37:46.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Registro 371: Livros na praça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x0TIEUu7KqU/TrUfJU-gd7I/AAAAAAAABFA/ZjIQv46cpXM/s1600/Harildo_ampliado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-x0TIEUu7KqU/TrUfJU-gd7I/AAAAAAAABFA/ZjIQv46cpXM/s320/Harildo_ampliado.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QYf_eNozSBg/TrUfWeIO-6I/AAAAAAAABFI/xFU44LxUOCs/s1600/Livro+Dramatis_ampliado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-QYf_eNozSBg/TrUfWeIO-6I/AAAAAAAABFI/xFU44LxUOCs/s320/Livro+Dramatis_ampliado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-3651974840292456265?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/3651974840292456265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=3651974840292456265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3651974840292456265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3651974840292456265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/11/registro-371-livros-na-praca_05.html' title='Registro 371: Livros na praça'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x0TIEUu7KqU/TrUfJU-gd7I/AAAAAAAABFA/ZjIQv46cpXM/s72-c/Harildo_ampliado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8785078606744565382</id><published>2011-10-29T20:23:00.005-03:00</published><updated>2011-11-03T06:31:01.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 370: filme, lembranças, livros e lírios</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São precisamente 19:51 desse horário inventado, nada contra. Acabo de retornar do Cine Glauber Rocha onde fui ver &lt;i&gt;Palhaço&lt;/i&gt; de Selton Melo. Ecos do passado perpassam o filme, mas não há saudosismo piegas. Sabemos que o circo está morrendo, mas o trabalho do ator-diretor não é réquiem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sutil, delicado e perpassado de humor, o filme prendeu minha atenção. São belos os planos, a ambientação e, sobretudo, o entrosamento do elenco. Cada qual desempenha o seu papel em harmonia com a proposta do diretor e completam a atuação dos protagonistas, Paulo José e Selton Melo. Uma bela trupe de profissionais se encarrega de encher a tela de poesia. Não há pieguice, como não há humor grosseiro, uma tônica destes tempos tão arreganhados e desmedidos. Para completar, o diretor entrega a Moacir Franco (o humorista-cantor), a Jorge Loredo (o Zé Bonitinho) e a Ferrugem (o ex-menino prodígio) pequenos papéis, completando o painel de personagens todos eles cativantes. Ao longo do filme, outras homenagens: uma casa comercial chama-se Aretusa, nome de um circo famoso, o personagem de Selton Melo (Pangaré, o palhaço) tem o nome do famoso palhaço Benjamin Oliveira e o de Paulo José (o palhaço Puro Sangue) denomina-se Valdemar, uma referência a Arrelia (Valdemar Seyssel). Este último eu conheci em São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Lembrei-me dos circos que frequentei na minha infância: o Nerino, o Pavilhão Zé Bezerra, o Circo São Raimundo, onde Maria de Jesus e Ducycleide disputavam a preferência do público masculino. A primeira, de sensualidade recatada, se é que isto existe, era morena de longos cabelos pretos. A outra, despudorada, extravasava &lt;i&gt;sex-appeal&lt;/i&gt; de loira oxigenada. Uma delícia vê-las em seus números. Como chamariz de público, a propaganda alimentava a rivalidade entre as duas. Durante a temporada &amp;nbsp;do circo em Ipirá, Maria de Jesus e outros artistas residiram numa casa perto da minha, mas não tive coragem de me aproximar. Fascinado, eu acompanhava o dia-a-dia daquela gente para mim tão estranha, visto que conseguiam, todas as noites, &amp;nbsp;elevar-se acima do cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Muitas vezes, no final da tarde, quando o palhaço com pernas de pau e megafone percorria as ruas gritando “Hoje tem espetáculo?!”, eu fazia parte do grupo de meninos que respondia: “Tem sim senhor! Por este feito, nós éramos marcados no braço com tinta preta e assim, entrávamos sem pagar na função da noite. O duro era tomar banho sem que a marca desaparecesse. Devo muito do que sou ao circo, a estes artistas que me faziam sonhar em querer ser um deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não vi &lt;i&gt;Palhaços&lt;/i&gt; de Federico Fellini, mas tenho a impressão que há no filme de Selton Melo respiros fellinianos. &amp;nbsp;O olhar maroto do palhaço Pangaré dá lugar ao tristonho de Benjamin, desejoso de alguém ou de alguma coisa que o faça rir. Sua fixação no ventilador torna-se uma metáfora para o sufoco vivido por este palhaço que tenta romper com a sua identidade, mas como um filho pródigo retorna ao pai e à lona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na saída, comprei um livro. &lt;i&gt;Borges, oral &amp;amp; sete noites&lt;/i&gt;, são aulas que escritor argentino proferiu a convite da Universidade Bolonha. Enquanto esperava o ônibus na Praça Castro Alves, vazia, sob a luz do entardecer, comecei a leitura do primeiro texto curto, &lt;i&gt;O livro&lt;/i&gt;. Borges nos diz que “pegar um livro e abri-lo contém a possibilidade do fato estético”. &amp;nbsp;Borges escreve: &amp;nbsp;“Em primeiro lugar, mencionarei Montaigne, &amp;nbsp;que dedica um de seus ensaios ao livro. Nesse ensaio há uma frase memorável: “Não faço nada sem alegria”. Montaigne afirma que o conceito de leitura obrigatória é um falso conceito. Diz que quando encontra uma passagem difícil num livro, deixa-o de lado; porque vê na leitura uma forma de felicidade”. Confesso que não li Montaigne, mas estou a concordar com ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por falar em livros, um deles me levou até o Colégio Antônio Vieira na noite de 26, próximo passado. Fui ao encontro de estudantes do programa de educação de jovens e adultos. Faz tempo não sou acolhido com tanto carinho nem sou ouvido com tanta atenção. Estudantes de 18 a 60 anos, presumo, e professores enchiam o auditório para uma conversa sobre identidade, tolerância/intolerância, inclusão e exclusão, tudo que a razão enlouquecida provoca nos tempos que correm. Eles tinham lido o meu livro &lt;i&gt;Da Costa do Ouro&lt;/i&gt;, motivo de minha ida ao Colégio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Encabulado, porque apresentado pelas professoras com tantos elogios, iniciei a minha fala contando sobre como cheguei ao ato da escrita e de como engendrei o livro que parte de uma acontecimento histórico, a revolta dos Malês, na Bahia do século XIX. O livro narra o encontro de três jovens: Mariana, neta de uma Mãe de Santo, Fortunato, um Malê&amp;nbsp;muçulmano&amp;nbsp;e Richard, filho de uma família de&amp;nbsp;inglesa&amp;nbsp;Protestante. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A minha fala gerou um diálogo guiado pela razão sábia e tratamos de assuntos relativos ao livro e outros que surgiram no calor da troca. No final, autografei muitos livros e ganhei um belo vaso com lírios, que desde aquela noite abrem seus botões enfeitando a minha casa. Mais alguns dias eles estarão murchos. Ó impermanência! Aceito-a. Os lírios passarão, mas o seu significado permanecerá, lembrando-me do encontro, até que eu salte para fora do círculo do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8785078606744565382?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8785078606744565382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8785078606744565382' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8785078606744565382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8785078606744565382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/10/registro-370-filme-lembrancas-livro-e.html' title='Registro 370: filme, lembranças, livros e lírios'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-783225741411621624</id><published>2011-10-21T06:35:00.002-03:00</published><updated>2011-10-24T10:49:54.692-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Registro 369: A ausência que seremos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitos livros foram escritos tendo como figura central o pai. Lembro-me de &lt;i&gt;Carta a meu pai&lt;/i&gt; de Kafka, &amp;nbsp;e de como este livro terrível me marcou. Recordo-me de a &lt;i&gt;Ilha de Arturo,&lt;/i&gt; de Elza Morandi, que se não tem o pai como personagem central, mostra-o como uma figura de suma importância na formação de Arturo. A figura paterna assoma nos livros de Dostoievski e em tantas obras que nos mostram de maneira positiva ou negativa de que maneira o pai se mostra para a família, sobretudo para os filhos. Acabo de ler um livro inesquecível, cujo título nos inquieta: &lt;i&gt;A ausência que seremos&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O título são versos atribuídos a Jorge Luis Borges que foram encontrados no bolso do médico sanitarista e defensor dos Direitos Humanos Héctor Abad Gómez, assassinado na Colômbia na década de 80. Quem escreve é seu filho Héctor Abad, que nos oferece a intimidade de sua memória para contar em primeiro plano a sua relação com este pai, que parece não existir de tão grandioso que é. Mas não se trata de hagiologia, e sim do retrato de um homem que soube colocar no mesmo plano o seu amor pela família, em especial pelo filho, e o dever para com os humilhados e ofendidos do seu país, sendo este último o motivo de seu assassinato. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vale à pena conferir o livro de Héctor Abad e mergulhar fundo em suas páginas. Primeiro, porque seremos tocados pelo encantamento que este pai biografado provoca em seu filho criança. E o que salta destas páginas é o amor incondicional e envolvente marcando a infância do autor admirador da figura heróica, afetiva e calorosa do pai. Ao mesmo tempo, acompanhamos os conflitos vividos pelo adolescente, que se vê sufocado por esta figura superprotetora que não esconde seu afeto distribuído em grandes doses entre a esposa, as seis filhas e o filho querido. Por fim, veremos o adulto que se depara com um pai combatente, interessado, herói e mártir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nos registros do filho, os sentimentos são rememorados, e por eles nós percebemos as marcas do afeto guiando-lhe os passos, fazendo-o&amp;nbsp; crescer. Vemos também o estrago que a violência perpetrada pelos paramilitares acobertados pelas autoridades colombianas trouxe à família e ao país, visto que&amp;nbsp; Abad Gómez não foi o único assassinado naquele período penumbroso da história da Colômbia.&amp;nbsp; No concerto de vozes (mulher, filhas, amigos e inimigos) &amp;nbsp;orquestrado por Héctor Abad, surge o retrato de um médico humanista em toda a sua complexidade. Sua história contada por alguém tão íntimo nos comove, pois não é um discurso panfletário nem sectário, mas o retrato de uma vida civilizada em meio à barbárie que acometeu e acomete a América Latina com suas veias abertas, seus barroquismos, suas mazelas e suas loucas esperanças.&amp;nbsp; Memória e história a nos envolver. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algumas horas dedicadas&amp;nbsp; ao livro &lt;i&gt;A ausência que seremos&lt;/i&gt; nos fazem entrar em contato com a narrativa salvadora de um passado nos termos de Walter Benjamin. As preocupações do pensador judeu-alemão sobre o ato de contar história, sua serventia e importância, soam nas páginas do livro de Héctor Abad. A narrativa adiada por muito tempo, por conta da violência que se abateu sobre sua família, é prova cabal da afasia, ou seja, a impossibilidade de narrar. Mas o tempo decorrido entre os acontecimentos e o ato rememorativo é demonstração de que o narrador destravou-se. A escrita surge plena, pois o conteúdo recalcado retorna iluminado pela necessidade salvadora. A palavra que corporifica a narrativa assume então&amp;nbsp; a dimensão da constituição do sujeito. Portanto, não há mais silêncio, nem esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As lutas encetadas pelo sujeito na tentativa de não deixar o passado esquecido nos leva a pensar na importância da reminiscência, &amp;nbsp;para que se possa, de certa maneira, vencer a morte. Nada se perde, se assim queremos. &amp;nbsp;O ato de lembrar, tão presente na história e na literatura, cuida para que nada nos escape. (GAGNEBIN, 2004) Ao urdir a trama de sua narrativa, Abad fala de sua experiência após um tempo em que, mudo, não conseguiu dar corpo à narrativa que nos dá. &amp;nbsp;Assim, vencendo o trauma ou livrando-se dele pelo ato rememorador, o autor compartilha conosco os vestígios deixados por seu pai. Emerge da guerra suja da Colômbia um sujeito que não emudece e faz valer as suas referências e de sua coletividade. &lt;i&gt;A ausência que seremos&lt;/i&gt; é denúncia, mas é, sobretudo, a demonstração da grandeza do amor voltado para o individuo e para a coletividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ABAS, Héctor. &lt;i&gt;A ausência que seremos&lt;/i&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;GAGNEBIN, Jeanne Marie. &lt;i&gt;História e narração em Walter Benjamin&lt;/i&gt;. São Paulo: Perspectiva, 2004.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-783225741411621624?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/783225741411621624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=783225741411621624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/783225741411621624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/783225741411621624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/10/registro-369-ausencia-que-seremos.html' title='Registro 369: A ausência que seremos'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4392207333045881761</id><published>2011-10-09T16:55:00.008-03:00</published><updated>2011-11-01T21:07:18.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 368: Participação o VIII Fórum Intermunicipal de Teatro da Bahia</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;ALGUNS DESAFIOS DO ENCENADOR NO SÉCULO XXI&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 115%;"&gt;Raimundo Matos de Leão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Inicialmente, eu agradeço à União de Amadores Cênicos da Bahia pelo convite. Sinto-me honrado em participar do VIII Fórum Intermunicipal de Teatro da Bahia, e espero contribuir com algumas ideias para animar o debate sobre o tema que me foi confiado: os desafios do encenador no século XXI. Os desafios são claros, e espero que os encenadores sejam homens e mulheres de seu tempo, atentos ao que acontece no mundo globalizado, mas sem perder de vista o que se passa no seu quintal na sua aldeia. Aí já temos um desafio que enseja uma certa demanda por parte de todos nós, artistas ou não. No caso daqueles que optaram pelo exercício de colocar em cena um espetáculo, assinando-o, a responsabilidade é inegável, visto que a obra artística deve trazer elementos que possam estabelecer a comunicação com o espectador na sua contemporaneidade. Falo no singular, pois a obra atinge cada um em particular, embora a plateia se configure com um conjunto de sujeitos. Isso torna o desafio &amp;nbsp;maior, pois o artista tem de falar para indivíduos que vão ao teatro munidos de uma visão de mundo e com uma bagagem de informações que serão postas a prova ou não pelo que está em cena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Penso que o artista, por mais complexa que seja a sua obra, busca estabelecer um diálogo com aquele que recebe sua criação, portanto a obra deve se abrir para o receptor de maneira que seus elementos se traduzam e se espalhem. Neste processo, é preciso que o encenador se dê conta da importância do trabalho autoral que se manifesta por uma série de procedimentos cênicos, sem perder de vista o objetivo maior, que é fazer com que sua obra seja decodificada tanto por leigos quanto por especialistas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Desde que no teatro surge a figura do encenador nos meados do século XIX, ficando André Antoine como aquele que primeiro assinou um espetáculo, da mesma forma que o pintor assinava seus quadros, a figura do encenador passou a concentrar em maior ou menor grau a responsabilidade sobre o espetáculo. Ele é responsável pela autonomia do espetáculo, contribuindo então para que a encenação se constitua como discurso autônomo em relação ao texto dramático, criando assim a dramaturgia da cena ou o texto espetacular, como define o italiano Marco de Marinis (1982, apud FERNANDES, 2010), ao pensar o espetáculo como uma escritura. Aí temos outro desafio que implica&amp;nbsp; na opção por parte do artista de tomar para si uma determinada corrente estética e produzir/criar a partir dela, buscando uma unidade de sentidos ou optando por se expressar por um espetáculo organizado de maneira que ele se torne uma polifonia de significantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Outra questão que também me parece um desafio é o encenador dar conta da tradição, espanando o pó que o tempo deixou sobre o legado das gerações de artistas anteriores a ele, e ao mesmo tempo se valer dos avanços tecnológicos da contemporaneidade. No entanto, é necessário que o encenador fique de sobreaviso para não sair por aí copiando experimentos que negam o&amp;nbsp;princípio&amp;nbsp;fundamental do teatro, que é a relação direta em tempo real do ator com o espectador. A minha opinião, muitíssimo particular, é de que o teatro existe mesmo é nesta relação. Sem o elemento humano, como poderá haver reverberação emocional, intelectual, estética? Não me parece um bom caminho descaracterizar de tal forma o ato teatral que ele deixe de ser o que é. Tal afirmação não nega a interdisciplinaridade, o hibridismo e a fragmentação. O palco absorve tudo, desde que tudo faça sentido e signifique. Assim não cairemos na algaravia que por vezes se impõe no espaço cênico. Penso num certo&amp;nbsp;equilíbrio&amp;nbsp;entre a “vanguarda prospectiva,” celebrativa da tecnologia de ponta, e a “vanguarda tradicionalista” que se inspira nos ritos antigos (SCHECHNER, 1998), como um caminho para fortalecer a presença viva do ator em comunhão com os espectadores sem que se caia no virtualismo, tendência cada vez mais impositiva na cena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Assim, vejo como desafio do encenador na pós-modernidade, levando em conta que este conceito está em permanente questionamento, agir organicamente para responder ao postulado do fim das grandes narrativas, ao rompimento das fronteiras entre arte, ciência e entre as linguagens da arte. Levando em consideração tais questões, o encenador deve atentar &amp;nbsp;para que o apagamento não se dê de maneira que não saibamos mais se o que vemos é encenação teatral ou outra manifestação. Sobre o propalado fim das grandes narrativas, Os Náufragos da Louca Esperança, criação do Théâtre du Soleil, excursionando pelo Brasil, segue na contramão. Sobre a encenação de Ariane Mnouchkine, Luiz Fernando Ramos afirma: "Negando a hipótese de que não haja lugar para as grandes narrativas, o que se conta não só analisa o fracasso das utopias modernas , como arisca &amp;nbsp;remexê-las. O coletivo do Soleil resiste. Eles não renunciam a sonhar e a produzir quimeras." (Folha de S. Paulo, 06.10.2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Outro conceito que deve ser um desafio no horizonte dos encenadores é a polêmica instaurada a partir de Lehmann (2007) e seu conceito de pós-dramático em oposição ao dramático, uma categoria ultrapassada, segundo o ponto de vista do teórico alemão. Seguindo o seu pensamento que aponta o pós-dramático,&amp;nbsp;&amp;nbsp;surgido em cena desde o teatro experimental dos anos 70, e configurado com mais precisão nas experiências dos anos 90 para cá, o teatro do século XXI deixaria de ser fabular, caindo por terra a triangulação drama, ação e imitação, modelo que nem as vanguardas do século XX conseguiram romper. Parece-me, no entanto, que a discussão proposta envereda por uma via que determina o apagamento de um modelo e sua substituição por outro, um fator que pode colocar os encenadores em uma camisa-de-força, visto que todos devem ser, de agora em diante, pós-dramáticos, e assim conceber suas encenações. É certo que a teatralidade contemporânea vem sendo explodida ao longo do tempo. Podemos tomar a encenação de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Ubu Rei&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Alfred Jarry, em 1896, como um ponto luminoso nas muitas revoluções sofridas pelo teatro. Assim como este momento ímpar, outros surgiram ao longo da história do espetáculo, figurando transformações radicais e encenações autorais. Talvez seja esse o desafio maior, criar uma obra autoral e fazê-la chegar aos espectadores, independente de um modelo camisa-de-força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Nesta panorâmica, corro o perigo da redução, mas o que quero fazer aqui é levantar pontos para uma reflexão por parte de quem se interessa em assumir a condição de encenador em um momento histórico de grande mobilidade, de tantas alternativas e redefinições que fornecem possibilidades para a escritura cênica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Diante de tantos apelos, surge outro desafio: aquele que nos é colocado constantemente, o do engajamento em uma corrente estética, política ou espiritual. Não delongarei o assunto, visto que cabe a cada encenador optar por uma dos campos que acabei de citar, ou por todos eles. Mas é preciso que reflitamos sobre a diversidade de pensamento que engendra uma série de produtos artísticos reverberadores de sentimentos e ideias que desejam a transformação, seja da arte ou do sujeito. Pensando nas teorias desenvolvidas, segundo Guy Debord (1997) em&amp;nbsp;&lt;i&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/i&gt;, tudo aquilo que era vivido tornou-se representação, ou seja, espetáculo, e este acúmulo de representação gera em nós a sensação de que não podemos intervir e modificar as coisas. Tal comportamento gera uma certa passividade, identificada no interior da pós-modernidade. Lutar contra esta passividade talvez seja um desafio do encenador em direção ao engajamento, mas de modo tal que este engajamento não nos leve ao radicalismo da exclusão. No momento em que o discurso da inclusão é pauta em todas as reuniões e conversas, é necessário discutir a intolerância para sabermos o que é preciso tolerar, e isso&amp;nbsp;&amp;nbsp;sem que se turve o olhar, para não sermos restritivos ou complacentes demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Vejo também como desafio do encenador no século XXI o exercício do papel de pedagogo. É preciso que ele exerça este papel, o do encenador-pedagogo, principalmente quando prepara atores em seus espetáculos. Esta função foi posta em prática no passado por Constantin Stanislavski, e resultou nos avanços que conhecemos sobre a preparação de intérprete, como também das técnicas de encenação. E por falar em técnicas, não é possível conceber um encenador que não as domine minimamente. Deixando claro que as técnicas não devem ser um limitador no seu processo de criação, cabe então, como um desafio, a capacidade do encenador de utilizar as técnicas, percebendo-as enquanto procedimentos que renderão frutos&amp;nbsp;&amp;nbsp;quando da concepção do seu trabalho, e de sua transposição para tridimensionalidade da cena. A ênfase está na construção da poética, sendo a técnica um meio para a criação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Quero alertar para a conjunção teoria e prática, não necessariamente nesta ordem, pois vejo neste binômio algo interligado. Cabe ao encenador dar conta dos princípios que regem os estudos teatrais, não desviando a teoria da prática, para não tornar os processos criativos em elucubrações que fazem do palco outro lugar. Deve-se dar conta do trânsito entre as fronteiras, movendo-se com sabedoria para evidenciar o que o teatro tem de mais interessante:&amp;nbsp;&amp;nbsp;a relação entre alguém que age e outro que a observa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Cabe ao encenador do século XXI se perguntar a cada momento: para aonde vai o teatro? No artigo&amp;nbsp;&lt;i&gt;O Teatro na Encruzilhada&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(1998.), Richard Schechener, estudioso da Performance, coloca a pergunta no plural: “Aonde vão os teatros?”, visto que os aspectos do teatro são múltiplos e não evoluem ao mesmo tempo. Portanto, há espaço para gêneros e formas diversas. Nesta diversidade, cabe ao encenador manter a qualidade de suas propostas, sejam elas conformadas de maneira realista-naturalista, ou sob o signo da vanguarda, do experimentalismo, mas sem perder de vista que a experiência teatral é a do espetáculo ao vivo. Por fim, o desafio maior é encontrar os meios para concretizar o sonho e o desejo de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 24px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 24px;"&gt;Finalizando, cito um trecho que recolhi de um artigo escrito pela atriz Fernanda Torres, publicado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 24px;"&gt;&amp;nbsp;na&amp;nbsp;Folha de S. Paulo, em 21 de fevereiro de 2011. Diz ela:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;“&lt;i&gt;Em Surfando no Caos&lt;/i&gt;, autobiografia do guru do LSD da América nos anos 1970, Timothy Leary prevê que, no futuro, os relacionamentos virtuais dominarão de tal maneira a humanidade que a presença de alguém em carne e osso será um acontecimento de dimensões míticas. Intrigante observação. Se o psicólogo americano estiver certo, a velha invenção dos gregos, o teatro, será o grande diferencial das gerações futuras, seja na vida artística, política ou filosófica. Em um mundo ainda nervoso, tenso, populoso e avidamente dominado pela tecnologia, nada superará o poder da presença orgânica da natureza encarnada, sólida, calorosa e profunda. E assim, o humanismo entrará novamente em voga.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;Deve encenador fazer do seu espetáculo o lugar dessa humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;DÉBORD, Guy.&amp;nbsp;&lt;i&gt;A sociedade do espetáculo&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="font-family: 'Times New Roman'; line-height: 24px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;FERNANDES, Sílvia.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Teatralidades contemporâneas&lt;/i&gt;. São Paulo: Perspectiva, 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="font-family: 'Times New Roman'; line-height: 24px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 24px;"&gt;RAMOS, Luiz Fernando. Théâtre du Soleil sintetiza potência da literatura e do cinema. In: Folha de S. Paulo, Ilustrada. São Paulo, 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;SCHECHENER. Richard.&amp;nbsp;&lt;i&gt;O teatro na encruzilhada&lt;/i&gt;. Correio da Unesco, ano 26, n.1, jan., 1998.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;TORRES, Fernanda.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;Iremos tocar a baleia Moby no meio da sala. In.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Folha de S. Paulo, Ilustrada&lt;/i&gt;. São Paulo, 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="color: #ea9999; font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;O presente texto sofreu acréscimos após sua apresentação no Fórum, mas mantém as ideia defendidas durante a exposição.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4392207333045881761?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4392207333045881761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4392207333045881761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4392207333045881761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4392207333045881761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/10/registro-368-participacao-o-viii-forum.html' title='Registro 368: Participação o VIII Fórum Intermunicipal de Teatro da Bahia'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-3880107693610630646</id><published>2011-10-06T13:35:00.001-03:00</published><updated>2011-10-08T09:36:21.931-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Registro 367: Estado e Religião: uma combinação que não dá certo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;b&gt;JUDEU SEM RELIGIÃO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;Escritor israelense que ganhou na Justiça o direito de ter carteira de identidade sem registro de crença ataca a não separação entre religião e Estado e o uso do judaísmo por&amp;nbsp;'fascistas'&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;.&amp;nbsp;Yoram Kaniuk publicou mais de 20 livros em sua premiada carreira, mas nunca ocupou tantas manchetes. O motivo foi a ação para apagar o judaísmo de sua carteira de identidade.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;Depoimento a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;Marcelo Ninio (de Jerusalém para Folha de S. Paulo, 6 de outubro de 2001) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;Tomei a decisão por que não queria ser minoria em minha própria família [risos]. Sou casado há 50 anos com uma americana não judia. Minhas filhas nasceram aqui, serviram o Exército, são cidadãs israelenses, mas não são consideradas judias. Ganhei um neto e ele foi considerado "sem religião", por ser filho de não judia. Decidi que quero ser como o meu neto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Cansei do controle da religião neste país. É um ciclo perigoso: os religiosos se fortalecem politicamente e impõem mais e mais a religião sobre nós&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;. Até o calendário e o horário de verão são impostos pelos religiosos. Há um controle inaceitável sobre a vida das pessoas. Querem transformar Israel num Estado religioso.&amp;nbsp;Lutei pela criação deste país. O objetivo não era um Estado judeu. [David] Ben Gurion [fundador de Israel] não sonhou com isso, ele não acreditava em religião. O que ele queria era um lar nacional para o povo judeu.Decidi que quero ter a nacionalidade judia, não a religião. Mas Israel não reconhece isso. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Bibi [premiê de Israel, Binyamin Netanyahu] fala o tempo todo que os palestinos devem reconhecer o caráter nacional judeu de Israel, mas o próprio Estado não reconhece a nacionalidade judia sem a religião&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;. A decisão judicial é histórica. O juiz abriu uma brecha que, espero, levará à separação entre Estado e religião. Ainda não é uma revolução, mas pode ser o começo.Esse veredicto pode começar a quebrar o monopólio político dos religiosos. Se houver separação entre Estado e religião, eles não terão mais o mesmo poder político. Hoje, nosso modelo lembra a Idade Média. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Quando a religião tem o controle, a vítima é sempre a liberdade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;. Minha mulher e minhas filhas nunca sofreram por não serem judias. Vivemos em Tel Aviv, uma cidade muito liberal. Mas é humilhante, porque não são como os outros.&amp;nbsp;Todas as reações que recebi até agora foram muito boas. Milhares de pessoas esperam por isso há anos, e acho que muitas seguirão o meu exemplo. Ninguém me atacou ainda, mas espero que isso aconteça [risos]. Sou um lutador. Israel tem de decidir: pode ser país democrático ou país judeu religioso. Não pode ser os dois. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Religião é dogma, não aceita a democracia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;.&amp;nbsp;Se em um ou dois anos não acontecer uma mudança, este país está perdido. Se tornará um Estado religioso e sem mão de obra, sem soldados para defendê-lo nem gente capacitada para desenvolver alta tecnologia. Sustentamos centenas de milhares de parasitas. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Hoje quase 50% dos alunos de classes primárias são ortodoxos, e a maioria não se integrará ao Estado. Além de tudo, a falta de separação entre Estado e religião permite que o fascismo se espalhe. O incêndio criminoso da mesquita no norte de Israel é só um exemplo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;. Há fascistas nos assentamentos que fazem o que querem e o governo não faz nada. Atacam árabes, arrancam suas oliveiras, vandalizam mesquitas e o governo faz vista grossa, pois teme perder seu apoio político.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Chegamos a um beco sem saída&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6fa8dc;"&gt;. Por isso o veredicto que me foi concedido é tão importante: cria uma brecha histórica para mudarmos isso, para acabarmos com a legitimidade dos fascistas que usam a religião.Se Israel for mais democrático e menos religioso, o Estado poderá agir contra esses hooligans.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;(Grifos meus)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Pensemos no depoimento do escritor, hoje com 80 anos. A sua lucidez é impressionante. Em um mundo acossado cada vez mais pelas Religiões, todas elas querendo o poder para somente reprimir o indivíduo, &amp;nbsp;as palavras de Yoram Kaniuk calam fundo, pelo menos em mim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-3880107693610630646?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/3880107693610630646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=3880107693610630646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3880107693610630646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3880107693610630646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/10/registro-567-estado-e-religiao-uma.html' title='Registro 367: Estado e Religião: uma combinação que não dá certo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-878514047685989037</id><published>2011-09-16T10:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-16T17:38:12.025-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 366: Mais um trecho de Amostra Grátis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/9TmFGUNTPVI/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9TmFGUNTPVI&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/9TmFGUNTPVI&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mais um trecho da mostra didática, AMOSTRA GRÁTIS, dos alunos-atores do Módulo I - Interpretação, Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, sob a minha orientação. O vídeo é de autoria de Sandro Souza aluno do curso de Direção Teatral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-878514047685989037?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/878514047685989037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=878514047685989037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/878514047685989037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/878514047685989037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/09/registro-346-mais-um-trecho-de-amostra.html' title='Registro 366: Mais um trecho de Amostra Grátis'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8635379765683548024</id><published>2011-09-02T10:14:00.000-03:00</published><updated>2011-09-02T10:14:06.362-03:00</updated><title type='text'>Registro 365: Meu livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Um muro no meio do caminho?!&lt;/span&gt; meu primeiro conto para crianças, publicado em 1987, agora recebe uma novíssima&amp;nbsp;edição pela Atual Editora (Grupo Saraiva). Este novo projeto, ganhou a atenção da editora e o resultado é dos melhores. A ilustração é de Márcio Levyman, que foi meu aluno no Ginásio Israelita Scholem Aleichem. Ele fez uma belo trabalho. Levyman&amp;nbsp;é um ilustrador de mão cheia. Gosto do seu traço. O livro foi editado primeiramente por iniciativa de Fanny Abramovich &amp;nbsp;organizadora de uma coleção para a Salesiana. Na ocasião, o Plano Color atrapalhou os planos da editora e o livro, ainda que tivesse boas críticas, perdeu-se por aí. Agora, ele é outro livro, contando uma história inusitada, a mesma história, mas atualizada. Clique na foto.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6IkZmEFPj6g/TmDWAIPVZYI/AAAAAAAABEs/Xxgn9J23yNc/s1600/muro-email.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-6IkZmEFPj6g/TmDWAIPVZYI/AAAAAAAABEs/Xxgn9J23yNc/s320/muro-email.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8635379765683548024?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8635379765683548024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8635379765683548024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8635379765683548024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8635379765683548024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/09/registro-365-meu-livro.html' title='Registro 365: Meu livro'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6IkZmEFPj6g/TmDWAIPVZYI/AAAAAAAABEs/Xxgn9J23yNc/s72-c/muro-email.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1593158546889182925</id><published>2011-08-26T14:24:00.007-03:00</published><updated>2011-09-02T09:26:08.963-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 364: Protocolo Lunar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nxtMWaxzX04/Tlgqr6ArgbI/AAAAAAAABEk/Js8kozFXvFg/s1600/Protocolo+lunar.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://4.bp.blogspot.com/-nxtMWaxzX04/Tlgqr6ArgbI/AAAAAAAABEk/Js8kozFXvFg/s320/Protocolo+lunar.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em cartaz no Teatro Martim Gonçalves, Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, o espetáculo &lt;i&gt;Protocolo Lunar, uma história de amor para todas as idades&lt;/i&gt;, cumpre com técnica e arte a sua missão, mostrar em um espaço poético a fábula contada por uma senhora "lunática" a uma garota, que sem questionar sobre lógica da existência da mulher secular, dialoga de maneira imaginativa, fazendo-nos mergulhar no universo da fantasia, do sonho e criação sem freios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;No espaço concebido por Sonia Rangel também dramaturga e diretora, a encenação mistura atores e bonecos para falar dos amores perdidos, mas que encontram lugar no espaço lunar. Espaço que se materializa de forma criativa evidenciada nos objetos iluminados com precisão e sensibilidade por Pedro Dutra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Na primeira etapa da fábula, quando do encontro da Velha com a Menina, o diálogo permeado de nonsense nos faz sorrir e esperar pela segunda parte quando a velha conta sobre a paixão que se perde, mas não cria desconforto. Perder e ganhar fazem parte do jogo da vida, do aprendizado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ainda que a transição entre a primeira parte e a segunda se alongue, não perdemos o interesse pelo que acontece. Mas a ação ganharia desenvoltura houvesse um enxugamento em boa parte do texto. Com isso desapareceria o vácuo que há na dramaturgia textual e cênica. Tal observação não retira o mérito do conjunto, visto que a força do espetáculo está nas imagens que cria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O diálogo entre os bonecos se dá através de uma língua inventada cuja sonoridade é cativante. Os atores manipuladores merecem aplausos por tais momentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;No palco permeado de imagens incrivelmente belas, a encenação nos diz o que é a poesia, esta manifestação intraduzível por mais que queiramos conceituá-la. Ela se manifesta de maneira intensa em nossas vidas poetizando-a. E na peça, os livros que a Velha carrega nas malas são a prova de que a poesia se faz como elaboração de forças criativas que emanam do espírito humano, desencadeadas por um querer que não se submete a uma lógica estreita. Ela é livre e se faz na disparidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Protocolo Lunar&lt;/i&gt;&amp;nbsp;cativa o público, vimos isto pela reação durante o espetáculo e no final, quando a plateia aplaude não por obrigação, uma atitude recorrente nos finais dos espetáculos em Salvador, me parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A equipe de Os Imaginários responsável pelo trabalho cênico&amp;nbsp;constitui-se como um grupo vinculado ao projeto de pesquisa Imaginário e Processos de Criação. Centrando-se no universo de Teatro de Animação, a produção do grupo mostra-se inventiva neste espetáculo, assim como em &lt;i&gt;Fragmentos&lt;/i&gt;, animação com Beckett.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Vale a pena conferir &lt;i&gt;Protocolo Lunar&lt;/i&gt;. Para mim foi um experiência gratificante. Dormi contente e tive sonhos saltitando por entre meus lençóis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Penso que Federico Garcia Lorca aplaudiria&lt;i&gt; Protocolo Lunar&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e Sílvia Orthof também. Maria Clara Machado, &amp;nbsp;certamente. Lewis Carrol,sem dúvida. Fanny Abramovich aplaudiria&amp;nbsp;entusiasticamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1593158546889182925?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1593158546889182925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1593158546889182925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1593158546889182925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1593158546889182925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/08/registro-344-protocolo-lunar.html' title='Registro 364: Protocolo Lunar'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nxtMWaxzX04/Tlgqr6ArgbI/AAAAAAAABEk/Js8kozFXvFg/s72-c/Protocolo+lunar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8967745244733547547</id><published>2011-08-15T20:58:00.002-03:00</published><updated>2011-09-02T09:23:39.481-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Registro 363: Bons filmes, belas palavras</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ffe599;"&gt;Ontem, ao sair do cinema, pensei em escrever sobre o filme &lt;b&gt;A Árvore da Vida&lt;/b&gt;, mas tomado pela experiência não consegui organizar as ideias. A intensidade da obra não me paralisou, mas não querendo reduzir o seu impacto através de frases feitas não insisti, o texto ficou reduzido a um parágrafo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ffe599;"&gt;O filme de Terrence Malick causou uma funda impressão e catalizou certas preocupações que me acompanham. Aproveitando a oportunidade, digo o mesmo de &lt;b&gt;Melancolia&lt;/b&gt;, o filme de Lars von Trier. Tanto um como o outro são filmes que mexem com o espectador e não há meio termo, ou gostamos ou detestamos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ffe599;"&gt;Logo cedo, antes de sair para cumprir a jornada de trabalho na Escola de Teatro, início do semestre, olhei a Folha de S. Paulo e dei com o texto de Luiz Felipe Pondé. O texto me satisfez plenamente. Ainda que discorde de outros textos de Pondé, o de hoje sobre o filme de Malick é preciso. Sem a sua permissão reproduzo o artigo e espero que ele contribua para aqueles que desejam ver &lt;b&gt;A Árvore da Vida&lt;/b&gt;. Mas aviso, vá de coração aberto. Recomendo também a ida ao cinema para ver &lt;b&gt;Melancolia&lt;/b&gt;. E tem mais, na sexta, 26, deve entrar em cartaz &lt;b&gt;Homens e Deuses&lt;/b&gt;. Viva os filmes, os bons filmes. Vamos ao texto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;Natureza e graça&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;Luiz Felipe Pondé&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 13.5pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;(Folha de S. Paulo, 15 de agosto de 2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A vida é feita de escolhas. Uma das escolhas mais sérias na vida é o modo como vivemos a vida, se como graça ou como natureza. Essa questão é uma alternativa clássica na filosofia cristã, mais especificamente de Santo de Agostinho, morto no ano 430 d.C. Duas de suas obras, "Natureza e Graça" e "Confissões", são essenciais para entendermos este problema.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O novo filme do misterioso cineasta americano Terrence Malick (que despreza o glamour da indústria do cinema e das festas da mídia) se abre com esta questão. "Árvore da Vida" foi o vencedor da palma de ouro de Cannes deste ano.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Malick é um cineasta que faz da espiritualidade a matéria-prima de seu cinema, como, por exemplo, o russo Tarkovski fazia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Já em "Além da Linha Vermelha", de 1998, com a espiritualidade na guerra, e "O Novo Mundo", de 2005, com a espiritualidade do encontro com o "outro", Malick faz da voz em "off" de seus personagens um apelo desesperado da espécie humana em busca do sentido de nossa aventura na Terra. Em Malick, cada agonia do indivíduo (cada "voz") é arquetípica do humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por favor, não entenda "espiritualidade" aqui como essas bobagens de sofás que você muda de lugar para melhorar a energia da sua casa ou uma palavra para você falar de suas manias com cristais ou expectativas reencarnacionistas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"Espiritualidade" aqui significa a indagação essencial se a vida é fruto de uma força cega ou fruto de uma intenção bela, confrontada cotidianamente com o sofrimento inquestionável da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Segundo a personagem feminina principal, a mãe dos três filhos (um deles, quando adulto, será Sean Penn) e esposa de Brad Pitt no filme, interpretada pela belíssima ruiva Jessica Chastain, há duas formas de viver: "The way of grace or the way of nature" (segundo a graça ou segundo a natureza). Podemos também traduzir "way" aqui por caminho, modo, forma ou maneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esta é a chave para o entendimento mais profundo deste filme. Sem ela, você poderá ficar rodando em círculos ao redor do encontro, no enredo, entre a origem do universo e da vida na Terra (narrada em maravilhosas imagens cósmicas e paleontológicas) e a história da família que tem essa "mística" como mãe e que nos primeiros minutos recebe a notícia da morte de um de seus filhos na guerra do Vietnã (o "filho mais doce e generoso" dos três).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu, que sou uma pessoa essencialmente atormentada pela melancolia (como dizia semana passada ao comentar outra recente pérola do cinema, o filme "Melancolia" de Lars von Trier), considero esse conceito de "graça" do cristianismo uma das maiores criações da filosofia ocidental, além do conceito de Deus, claro. A graça sempre me encanta e, no cristianismo, ela é o "modo" de Deus criar as coisas.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Toda vez que o mundo (e nós nele) surpreende, saindo de sua constante miséria interesseira, vaidosa, traiçoeira, monotonamente previsível, eu sinto o cheiro da graça.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tivesse eu que definir o modo como vivo, diria, entre a melancolia e a graça. Para mim, não há nada entre elas, só abismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Peço aos inteligentinhos que me poupem o blá-blá-blá do jardim da infância sobre as críticas ao cristianismo ou ao conceito de Deus. Proponho que hoje vão brincar no parque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A graça é generosa, não pensa em si mesma, pode ser humilhada, ignorada, desprezada, mas ainda assim ela dá vida. A natureza só pensa em si mesma, submete todos a ela, é escrava de sua fisiologia, ao fim, vira pedra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É mais ou menos assim que a mãe "mística" define a diferença entre viver segundo a graça ou segundo a natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Se a vida é fruto da graça, ela é dádiva de beleza e de bondade, se ela é apenas natureza, ela é cega e sem sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #eeeeee;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O adulto Sean Penn será o herdeiro agoniado desta questão: a vida é graça ou mera natureza? "Devo ser competitivo", como o pai o ensinou a ser (a natureza), ou "generoso", como a mãe lhe dizia (a graça)? A morte prematura do irmão será intransponível? Como amar a vida diante da morte? Seria ela a derrota da graça? A vitória da natureza cega?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8967745244733547547?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8967745244733547547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8967745244733547547' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8967745244733547547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8967745244733547547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/08/registro-343.html' title='Registro 363: Bons filmes, belas palavras'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4997409955677376638</id><published>2011-07-31T16:35:00.004-03:00</published><updated>2011-09-02T09:22:05.942-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 362: Marina Tzvetáieva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em seu texto de hoje (A Tarde), Caetano Veloso fala de três mulheres, sua irmã Maria Bethânia, a escritora Clarice Lispector e a poetisa russa (me recuso a aceitar "a poeta") Marina Tzvetáieva, de quem acabo de ler &lt;i&gt;Vivendo sob o fogo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;, confissões&lt;/i&gt;, livro com cartas de Tzvetáieva, seleção, organização e prefácio de Tzvetavan Todorov. Dela, temos pouca poesia em português. Há uma coletânea editada pela Martins Fontes, &lt;i&gt;Indícios flutuantes&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com tradução de Aurora Fornoni Bernardini, que eu não conheço, mas vou procurar. Registro duas poesias de Marina Tzvetáieva. A primeira é traduzida por Haroldo de Campos e a segunda por Décio Pignatari&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 17px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;Mão esquerda contra a direita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;Tua alma e minha alma - rentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;Fusão, beatitude que abrasa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;Direita e esquerda - duas asas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;Roda tufão, o abismo fez-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;span style="font-size: 17px;"&gt;Da asa esquerda à asa direita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 17px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;ENCONTRO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;Vou chegar tarde ao encontro marcado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;cabelos já grisalhos. Sim, suponho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;ter-me agarrado à primavera, enquanto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;via você subir de sonho em sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;Vou carregar esse amargo – por largo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;tempo e muitos lugares, de penedos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;a praças (como Ofélia – sem lámurias)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;por corpos e almas – e sem medos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;A mim, digo que viva; à terra, gire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;com sangue no bosque e sangue corrente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;mesmo que o rosto de Ofélia me espie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;por entre as relvas de cada corrente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;e, amorosa sedenta, encha a boca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;de lodo – oh, haste de luz no metal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;Não chega este amor à altura do seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #a64d79;"&gt;amor ... Então, enterre-me no céu!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f3f3f3;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4997409955677376638?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4997409955677376638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4997409955677376638' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4997409955677376638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4997409955677376638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/07/registro-342.html' title='Registro 362: Marina Tzvetáieva'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-974042768173453027</id><published>2011-07-12T20:51:00.001-03:00</published><updated>2011-09-02T09:21:27.298-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 361 Amostra Grátis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/t2xViUhpgkU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/t2xViUhpgkU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/t2xViUhpgkU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/H5k1JiVQVHw/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H5k1JiVQVHw&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/H5k1JiVQVHw&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; 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text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/ezKrj5m9qjQ/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ezKrj5m9qjQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/ezKrj5m9qjQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Amostra Grátis&lt;/b&gt;, exercício cênico dos estudantes da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, é resultante de processos de improvisação e do trabalho do ator sobre si mesmo. Tendo como princípio o jogo teatral, a proposta visa o trabalho coletivo sem deixar de lado o indivíduo em seu processo de formação para o palco. Assim, ressaltamos as qualidades de cada aluno-ator, na perspectiva de evidenciar que o teatro se constrói pelo trabalho de equipe. Ainda que muitos tenham alguma experiência d palco, é a primeira vez que este grupo se mostra ao olhar do espectador. Cumpre-se, então, uma das etapas do aprendizado: a relação que se dá entre quem faz e quem vê. &lt;b&gt;Amostra Grátis&lt;/b&gt; esteve em cartaz no dia 9 de julho de 2011, constituindo-se também como uma atividade de extensão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Raimundo Matos de Leão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Professor-diretor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-974042768173453027?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/974042768173453027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=974042768173453027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/974042768173453027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/974042768173453027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/07/registro-341-amostra-gratis.html' title='Registro 361 Amostra Grátis'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7422283785683108505</id><published>2011-07-09T09:52:00.001-03:00</published><updated>2011-09-02T09:20:50.202-03:00</updated><title type='text'>Registro 360: Menininha do Gantois, um belo exemplo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/iOJOlhRtNlk/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iOJOlhRtNlk&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/iOJOlhRtNlk&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/eMqzK8xOwGk/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eMqzK8xOwGk&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/eMqzK8xOwGk&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7422283785683108505?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7422283785683108505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7422283785683108505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7422283785683108505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7422283785683108505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/07/registro-340-menininha-do-gantois-um.html' title='Registro 360: Menininha do Gantois, um belo exemplo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-9208734648606494657</id><published>2011-07-07T13:02:00.000-03:00</published><updated>2011-07-07T13:02:15.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 359: Exercício cênico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TzhV8bqMOf0/ThXYd63uE4I/AAAAAAAABEg/3GV4jP-UjQE/s1600/MOSTRA+DID%25C3%2581TICA+DE+INTERPRETA%25C3%2587%25C3%2583O+%2528M%25C3%2593DULO+I%2529+RAIMUNDO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-TzhV8bqMOf0/ThXYd63uE4I/AAAAAAAABEg/3GV4jP-UjQE/s320/MOSTRA+DID%25C3%2581TICA+DE+INTERPRETA%25C3%2587%25C3%2583O+%2528M%25C3%2593DULO+I%2529+RAIMUNDO.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-9208734648606494657?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/9208734648606494657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=9208734648606494657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/9208734648606494657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/9208734648606494657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/07/registro-359-exercicio-cenico.html' title='Registro 359: Exercício cênico'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TzhV8bqMOf0/ThXYd63uE4I/AAAAAAAABEg/3GV4jP-UjQE/s72-c/MOSTRA+DID%25C3%2581TICA+DE+INTERPRETA%25C3%2587%25C3%2583O+%2528M%25C3%2593DULO+I%2529+RAIMUNDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-340458332553787752</id><published>2011-06-30T09:32:00.004-03:00</published><updated>2011-07-01T18:00:21.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro: 358: Um texto que cai bem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: navy; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Passeatas diferentes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Contardo Calligaris&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros? Domingo passado, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na&amp;nbsp;&lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão - de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: magenta; font-size: large;"&gt;No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #f4cccc;"&gt;Originalmente publicado em Folha de S. Paulo, 30 de junho de 2011.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-340458332553787752?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/340458332553787752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=340458332553787752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/340458332553787752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/340458332553787752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/06/registro-357-um-texto-que-cai-bem.html' title='Registro: 358: Um texto que cai bem'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-3811172391706736938</id><published>2011-06-13T07:17:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T09:33:42.448-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 357: Uma bela frase</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Qualquer amor já é um pouquinho de saúde,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-large; line-height: 16px;"&gt;um descanso na loucura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Guimarães Rosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-3811172391706736938?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/3811172391706736938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=3811172391706736938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3811172391706736938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3811172391706736938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/06/registro-557-uma-bela-frase.html' title='Registro 357: Uma bela frase'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8583348821910590426</id><published>2011-06-04T15:00:00.010-03:00</published><updated>2011-09-02T09:18:22.971-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 356: OCUPAÇÕES FLÁVIO IMPÉRIO</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormalCxSpFirst" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;ENCONTRO COM FLÁVIO IMPÉRIO&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: right; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Raimundo Matos de Leão&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Giancarlo/Meus%20documentos/Fl%C3%A1vio%20Imperio.doc#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A vida se encarrega de proporcionar encontros, uma variedade deles. E os encontros são como fios com os quais tecemos a nossa passagem pelo Mundo. Algumas pessoas seguem em frente, outras saem de cena e outras permanecem, não sabemos até quando. Muitas são esquecidas propositadamente e o esquecimento é resultado de razões variadíssimas. Um presente singelo, recebido recentemente, desencadeou um fluxo de lembranças. Assim, escrevo sobre um encontro, ou melhor, sobre uma pessoa que certo dia entrou em minha vida marcando-a de maneira indelével. Refiro-me ao arquiteto, professor, desenhista, gráfico, pintor, cenógrafo e figurinista Flávio Império (1935-1985).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ao retornar do trabalho, encontro num saco plástico, dos que deveríamos abolir, uma pequena bandeja com salgadinhos (saborosos) e duas canecas de alumínio polido. O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;kit&lt;/i&gt; (salgadinhos e canecas) nomeado de Bangladesh&amp;nbsp; pelo presenteador, o encenador Celso Nunes, continha um convite para a abertura de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ocupação Flávio Império&lt;/i&gt;, a instalação inaugurada no Itaú Cultural – São Paulo. O evento coordenado por Vera Império Hamburguer, sobrinha do multiartista, tem espaço concebido pelo cenógrafo Helio Eichbauer e inclui a instalação &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ocupação Flávio Império&lt;/i&gt; além de oficinas de serigrafia e exibição de filmes, permanecendo em atividade até 17 de julho na sede do Itaú Cultural, Avenida Paulista, 149. Para aqueles que não podem ir ao evento como eu, preso por compromissos profissionais, recomendo acessar &lt;a href="http://itaucultural.org.br/"&gt;http://itaucultural.org.br&lt;/a&gt; . O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;site&lt;/i&gt;&amp;nbsp;dispõe de informações necessárias para se ter uma ideia da imensa ação de Flávio Império, um renascentista na contemporaneidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O material disponível é de uma beleza incontestável e diz para todos nós como um artista se coloca no mundo e se apropria dele com sensibilidade, consciência de pertencer a uma geração, compreender o legado de outros e reinventar-se a cada dia. Os depoimentos e a reprodução dos trabalhos de Flávio Império dispostos na página intitulada &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Ocupação&lt;/i&gt; fornecem pistas para que se anteveja o resultado da digitalização do acervo do artista e a criação de um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;site&lt;/i&gt; sobre sua vida e obra patrocinadas pelo Itaú Cultural. Aguardemos. O acervo foi preservado pela família, sob a responsabilidade de Amélia Império Hamburguer, irmã de Flávio Império – falecida recentemente – e deverá seguir sua trajetória sob a guarda dos sobrinhos, penso eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Passada as informações sobre o evento, retorno ao início, ao tema do encontro. O meu encontro com Flávio Império no tempo em que eu era ator em São Paulo. Encontro acontecido de maneira surpreendente; outros encontros se deram até que o artista desligou-se de nós e foi cenografar noutras paragens, depois de ter feitos os mais belos, instigantes e criativos cenários para espetáculo teatrais e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;shows&lt;/i&gt;, entre eles os de Maria Bethânia, uma marca constante&amp;nbsp; na carreira da cantora. Para o Teatro de Arena, para o Grupo Oficina e para produções independentes, Flávio Império fez cenários e figurinos que influenciaram uma geração e permanecem ainda como uma referência inovadora por conta das soluções postas a serviço da cena. Suas invenções extrapolam o campo cenográfico para se fazer na pintura, na arquitetura e na vida. Império construiu uma vida no palco e fez da vida um palco, sem a superficialidade do vedetismo que por vezes impregnam a vida dos artistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;De personalidade marcante, crítico mordaz, Flávio Império conseguia equilibrar suas observações certeiras com a doçura que por vezes tentava esconder. De uma energia mística, mas não mistificadora, motivo de crítica por parte de segmentos de esquerda a que pertenceu, Flávio transcendeu estes limites para se fazer um homem do seu tempo sem as amarras dicotômicas e maniqueístas que rondam este segmento. &amp;nbsp;Flávio pertenceu ao Teatro de Arena e atuou politicamente num determinado momento de sua vida. Mas a sua inquietação, o pensamento largo e a consciência aguda fizeram com que ele se “desligasse” deste engajamento sem deixar de ser um homem engajado, mais próximo de Camus que de Sartre, penso eu. Flávio não tinha aquela concepção autoritária do poder, era contrário ao pensamento único e exaltava a liberdade de expressão, campo por onde transitava com desenvoltura. Ampliando o seu pensamento, pois fora da rigidez que acometeu muitos dos seus companheiros de trabalho, ele soube agir sempre na perspectiva da transformação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por onde passou, o artista deixou pistas criativas das mais instigantes. Transitando entre o erudito e o popular com desenvoltura, colhia nos dois campos os elementos estruturadores de sua obra. Atento, conseguia ver a produção dos artistas populares com olhos iluminadores, dando-lhes outros significados sem diminuir a força dos objetos colhidos por suas andanças em São Paulo, Minas, Goiás, Pernambuco, Bahia. Império respeitava de maneira responsável o trabalho dos artistas anônimos, da mesam maneira como respeitou o dos seus pares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Descendente de italianos, o artista tinha a força telúrica dos que nascem ao Sul da península, combinados com a brasilidade que se mostrava em cada quadro, cenário, escrito. Tal combinação vai se refletir na maneira como atua. Os signos criados pelo artista ao longo de uma carreira interrompida aos cinquenta anos, mostram a capacidade de olhar o Brasil na diversidade com que o país se revela e traduzi-la esteticamente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Flávio Império dominava palavra e com ela, seduzia o interlocutor sem anulá-lo. Captava com muita habilidade o pensamento do outro, por mais simples que fosse e dialogava. Esta palavra tão gasta era vivida em seu sentido mais pleno. Interação posta em movimento, assim era a ação do artista com o mundo e com seus semelhantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Aprendi muito com este professor que dizia não ensinar nada e que somente facilitava o aparecimento do potencial daquele se dispusesse a entrar no jogo da descoberta, ou melhor, &amp;nbsp;da autodescoberta. Em sua casa na Aclimação, quase um sítio em meio ao bairro, depois na Rua Marquês de Paranaguá, residência de sua mãe e por fim na Rua Monsenhor Passaláqua, na Bela Vista, passei horas conversando e trabalhando com ele, pois Flávio vivia sempre em atividade e envolvia o visitante no trabalho. A conversa, às vezes marcada por longos silêncios, era o entrosamento do fazer e do pensar, não necessariamente nesta ordem. Ainda ouço sua risada, forte, suas frases irônicas, seu carinho diante das minhas carências,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;suas dicas sobre a arte, o artista e a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6bg9nrz1SJA/TepzgpHRq0I/AAAAAAAABEc/J3FDkVgHCA4/s1600/Homeme+nu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-6bg9nrz1SJA/TepzgpHRq0I/AAAAAAAABEc/J3FDkVgHCA4/s320/Homeme+nu.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;i&gt;Homem Nu&lt;/i&gt;, 1970&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;Serigrafia em acetato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Ganhei muitos presentes do artista, algumas gravuras destruídas pela ação do tempo; o desenho que conservo na cabeceira da cama; meu retrato &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Casca-máscara&lt;/i&gt;,&amp;nbsp; sem data, mas pintado por volta de 1976; um pano impresso com as pombas (serigrafia) que fez para o cenário de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Cena Muda&lt;/i&gt;, show de Maria Bethânia. Lamento ter perdido a gravura em acetato, &lt;i&gt;Homem Nu&lt;/i&gt;, que me deu por volta de 1977, quando veio pela primeira vez à minha casa. Flávio voltava de Salvador onde passara o carnaval hospedado na&amp;nbsp; casa de José Possi Neto, na Boca do Rio. Bons tempos! Nas conversas que tiveram, Possi comentou sobre mim.&amp;nbsp; Assim que Flávio retornou a São Paulo foi me procurar, levando-me a gravura. &amp;nbsp;Daí para frente nos tornamos amigos e a minha admiração, por vezes motivo de suas ironias, crescia na proporção que eu descobria um ser humano valoroso e o artista genial que era. Atuei na encenação de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Falecida&lt;/i&gt; (1979), de Nelson Rodrigues, &amp;nbsp;direção de Osmar Rodrigues Cruz. Acompanhei de perto a construção da cenografia concebida por Flávio Império. Deste encontro retenho a experiência&amp;nbsp; de ver um cenógrafo participar do processo desde o pensar até meter as mãos na confecção do cenário, com uma sabedoria que incluía o saber do outro. Ele não ordenava, ele fazia junto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Na referida gravura em acetato, há um texto que reproduzo. Ele é o retrato desse grande artista: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Tens algo do fogo, tens algo do ar, tens algo da terra, tens algo dos animais,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;tens algo dos anjos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Tens a verdade e ela é livre.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="line-height: normal;"&gt;&lt;a href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Giancarlo/Meus%20documentos/Fl%C3%A1vio%20Imperio.doc#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt; Professor adjunto da Escola de Teatro – Universidade Federal da Bahia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8583348821910590426?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8583348821910590426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8583348821910590426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8583348821910590426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8583348821910590426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/06/registro-556-ocupacoes-flavio-imperio.html' title='Registro 356: OCUPAÇÕES FLÁVIO IMPÉRIO'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6bg9nrz1SJA/TepzgpHRq0I/AAAAAAAABEc/J3FDkVgHCA4/s72-c/Homeme+nu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8579921485759166484</id><published>2011-05-26T12:43:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T13:04:49.032-03:00</updated><title type='text'>Registro 355: Contra a intervenção da bancada religiosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A notícia abaixo, em azul,&amp;nbsp;foi publicada em a Folha de S. Paulo, edição de hoje. Ao mesmo tempo, leio que a Presidente Dilma Rousseff fez concessões à bancada religiosa no Congresso, barrando material a ser distribuido pelo Ministério da Educação esclarecendo aos estudantes do ensino médio sobre questões relaciondas à homofobia. Não conhceço o material, portanto me abstenho a defendê-lo ou acusá-lo. Mas não posso deixar de me preocupar com o avanço cada vez mais incontrolável dos deputados e senadores ligados às igrejas que se estabeleceram no Brasil. Hoje querem a mão, amanhã o braço e daí?! Como é que fica a situação de quem não professa nenhum dos credos? Como fica a situação dos que creem, mas não concordam com tais medidas impostas de cima para baixo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vivemos em um Estado laico e não podemos seguir os ditames de um grupo ou de grupos religiosos. Primeiro, porque membros de todas as igrejas, dirigentes e fiéis não estão acima do bem e do mal. Pelo contrário, agem como todos aqueles que não seguem qualquer dos credos vigentes, visto que são humanos e imperfeitos. Os fatos estão aí para provar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Qual o direito que estes grupos tem de se arvorar detentores de códigos reguladores para uma população multireligiosa que conta com ateus e agnósticos e que não desejam ser enquadrada a partir de um universo passível de ser questionado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Prezo muito o sagrado, mas não posso concordar com tais medidas e intervenções. Sabemos que em muitos templos, os dirigentes fomentam a violência, estimulando a agressão aos que não comugam com suas "verdades". É preciso que se pense&amp;nbsp;numa formar de diminuir tais interferências em nome de uma moral nem sempre seguida. Basta de tanta hipocrisia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As igrejas, valores e o pertencimento a elas são do âmbito da família e estritamente pessoal, agora querer regular a vida de todos impondo regras é uma questão perigosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A notícia sobre a morte do professor no Afeganistão deve servir como ponto de reflexão&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;Atiradores do Taleban mataram o diretor de uma escola feminina perto de Cabul, a capital afegã, porque ele ignorou ameaças para que parasse de lecionar para meninas. A informação é de funcionários do governo. Kham Mohammad, diretor da escola Porak para meninas, na província de Logar, a cerca de uma hora de carro da capital afegã, Cabul, foi morto a tiros perto de sua casa anteontem. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;Ele havia recebido diversas ameaças de morte da parte do Taleban, que o avisou de que não deveria lecionar para meninas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;Este é o mais recente ataque da linha dura islâmica que se opõe à educação das mulheres -proibida pelo Taleban quando o movimento governou o Afeganistão, entre 1996 e 2001- por, supostamente, violar os preceitos islâmicos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;As mulheres reconquistaram alguns direitos depois que o Taleban foi derrubado por forças afegãs com apoio dos EUA, em 2001, entre os quais o de estudar e o de votar. Mas ataques esporádicos contra alunas, professores e edifícios de escolas onde elas estudam continuam acontecendo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;O governo afegão prometeu garantir avanços, promessa que parece difícil agora que os líderes afegãos estão iniciando um processo de reconciliação que inclui negociações com o Taleban. As agências de assistência ao desenvolvimento temem que os governos ocidentais estejam dedicando atenção excessiva à transferência de responsabilidades de segurança para unidades afegãs sem que tenham cimentado os avanços conquistados pelas mulheres, tais como o direito à educação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;strong&gt;Meninas voltaram a estudar nos últimos anos, especialmente em Cabul, mas é difícil exercer e proteger esses direitos nas regiões mais remotas do Afeganistão. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8579921485759166484?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8579921485759166484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8579921485759166484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8579921485759166484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8579921485759166484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/05/registro-contra-intervencao-da-bancada.html' title='Registro 355: Contra a intervenção da bancada religiosa'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7661090802718546096</id><published>2011-05-04T19:29:00.002-03:00</published><updated>2011-05-05T13:16:36.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro  354: Zelita, uma tia querida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ash-UrU-SRg/TcHTFVt6KTI/AAAAAAAABEU/o2Sgf8Nkm9s/s1600/Zedindinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ash-UrU-SRg/TcHTFVt6KTI/AAAAAAAABEU/o2Sgf8Nkm9s/s320/Zedindinha.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Zédindinha, minha irmã e eu&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Hoje, no meio da manhã, recebi a notícia de que minha querida tia Joselita, Zelita para os mais chegados e Zédindinha para mim e meus irmãos, fizera a sua passagem. Inesquecível em sua doçura, amou a todos incondicionalmente e viveu a vida distribuindo sorrisos. Um sorriso cativante de quem sabe relevar as imperfeições humanas e seguir em frente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Zédindinha, recebeu este diminutivo carinhoso por conta de ser madrinha de uma de minhas irmãs, mas eu me apropriei dele e passei a chamá-la assim, às vezes criando confusão para aqueles que não sabiam do nosso jeito de tratá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Caçula de cinco irmãos, Zédindinha foi (é) querida por todos. Para mim, uma pessoal especial. Esteve junto a mim desde a minha tenra infância e posso dizer que ajudou minha mãe, sua irmã, a me criar. Ao longo da vida amparou a todos e nos momentos de crise, ela sempre esteve junto, sendo esteio e segurança. Para ela, as minhas homenagens e as flores mais lindas. Guardarei na memória o seu sorriso estampado no belo rosto que encantou a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Anne Frank, em seu diário, afirma, sem&amp;nbsp;nenhuma&amp;nbsp;dúvida, acreditar na bondade humana, apesar de tudo. Não tenho a grandeza da jovem, mas&amp;nbsp;tenho&amp;nbsp;certeza de que Zédindinha era a bondade em pessoa, e assim, contribuiu para que esta qualidade não&amp;nbsp;diminuísse&amp;nbsp;no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Agora, reunidas as três irmãs, Edna, Ester e Joselita, trocarão confidências como sempre trocaram enquanto estiveram entre nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_vuOaHorL4s/TcLJ0D5YUCI/AAAAAAAABEY/rlSgir5-dTw/s1600/Joselita.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-_vuOaHorL4s/TcLJ0D5YUCI/AAAAAAAABEY/rlSgir5-dTw/s320/Joselita.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7661090802718546096?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7661090802718546096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7661090802718546096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7661090802718546096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7661090802718546096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/05/registro-354-zelita-uma-tia-querida.html' title='Registro  354: Zelita, uma tia querida'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ash-UrU-SRg/TcHTFVt6KTI/AAAAAAAABEU/o2Sgf8Nkm9s/s72-c/Zedindinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7048585118713712355</id><published>2011-05-04T11:59:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T12:00:14.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 353:  Zé Renato</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Palmas para José Renato, fundador do Teatro de Arena, que deixou a cena.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7048585118713712355?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7048585118713712355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7048585118713712355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7048585118713712355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7048585118713712355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/05/registro-ze-renato.html' title='Registro 353:  Zé Renato'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-359529983997724932</id><published>2011-04-17T15:20:00.007-03:00</published><updated>2011-04-29T20:05:58.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 352: Fim de Partida no Teatro Martim Gonçalves</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormalCxSpFirst" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;FIM DE PARTIDA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Raimundo Matos de Leão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Fim de Partida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;, de Samuel Beckett (1906-1982), ou&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fim de Jogo,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;numa tradução mais literal, em cartaz no Teatro Martim Gonçalves, é fruto da parceria entre Rita Carvalho Produções e a Cia de Teatro da UFBA. Sob a direção de Ewald Hackler, responsável também pelo cenário e figurino, conta no elenco com &amp;nbsp;Harildo Déda (Hamm), Gideon Rosa (Clov), Gil Teixeira (Nagg), Maria de Souza (Nell). Luz: Eduardo Tudella.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao sair da sessão de ontem (16 de abril de 2011), tive a certeza de que o texto de Samuel&amp;nbsp; Beckett requer não somente um diretor experimentado, mas, sobretudo, um elenco que torne possível assistir à peça, já que ela se torna um exercício de paciência. Cabe aos atores o mérito de tornar suportável o insuportável. Portanto, deixo claro que o texto não é o meu preferido. Muito se gastou e se gasta papel e tinta para exegeses em torno de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fim de Partida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e da obra de Beckett como um todo. Mas diante de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Esperando Godot&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Fim de Partida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;parece mais a repetição de um pensamento circular. A minha objeção ao texto não foi impedimento para apreciar a encenação no palco do Martim Gonçalves.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao abrir-se a cortina, vemos dois restos humanos, Hamm e Clov. No fundo da sala onde se passa a ação, dois latões de lixo servem de abrigo para mais dois rebotalhos, Nagg e Nell, pais de Hamm. O tempo se arrasta levando-nos de roldão. O matraquear dos passos de Clov marcam o ritmo das vidas que se estiolam. Para preencher o vazio, eles falam, se agridem, reclamam, rememoram. E fica claro que não há saída, nem solução, ainda que no final, Clov preparado para partir, adentre o recinto de onde quer fugir e se coloca na moldura da única porta porta na sala. Nem lá nem cá. Mas antes que tome a iniciativa de partir, a luz se apaga sobre o vazio e lúgubre ambiente. Nada a fazer. Estão os dois condenados a viver a condição de senhor e escravo no que ela tem de dependência, subserviência e necessidade um do outro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Do interior de um dos latões de lixo surge Nagg, e em seguida Nell; vivendo em suas respectivas latas de lixo, a aproximação torna-se difícil. Eles não têm pernas, visto que no passado sofreram um acidente. Ainda que vivam degradadamente, instantes de recordação se insinuam entre eles, deixando entrever afeto em meio a brutalidade da vida no lar, onde o filho cego tiraniza a si e aos outros.&amp;nbsp; Como em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Godot,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;parece não haver mais ninguém além dos quatro personagens, ainda que se mencione uma ou outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O mundo pós Segunda Guerra e os temores da Guerra Fria são dados para que se compreenda a obra de Beckett. Tanto &lt;i&gt;Esperando Godot&lt;/i&gt;&amp;nbsp;quanto&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fim de Partida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;chegam à cena na década de cinquenta, tempo conhecido como de prosperidade, de arrumação da casa-mundo destroçada pela barbárie anterior. E Beckett injeta na cena indagações sobre a condição humana, pois desconfia da euforia. De lá para cá suas indagações parecem soar com mais veemência, em virtude do mal-estar instalado no cotidiano e que se tenta disfarçar pelo consumo, pelos antedepressivos, pelo culto ao corpo e sua reconstrução artificial, recursos para &amp;nbsp;se conseguir a felicidade no tempo de agora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A cena construída por Ewald Hackler potencializa o mal-estar, pois sua organização não desvia a atenção do espectador para efeitos teatralistas que possam amenizar a crueza da peça. Sua concepção ressalta os conteúdos da obra ajustando-os ao espaço, numa leitura muito fiel ao que pede o autor. Assim, também os figurinos se adéquam ao todo da encenação e nenhuma nota desviante dilui a cena no seu propósito de evidenciar a condição humana, toda ela sem perspectiva, desejosa de futuro e que vê adiante somente incerteza. Dias melhores ou morte latejam na cena concebida pelo encenador; assim, a ação flui passo-a-passo entre fala e silêncio, algumas explosões e muita ironia. A narrativa das vidas isoladas e situadas no mundo em destruição presentifica-se na cena que, sabemos, não terá fim. Tudo recomeça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para dar corpo às ideias do autor e às suas como encenador, Ewald Hackler conta com quatro intérpretes de visíveis qualidades cênicas. Cabe a eles corporificar esse mundo destruído, cercado por quatro paredes, onde vidas decrescendo agarram-se aos fios de esperança. Harildo Déda em cena, desde o início da peça, permanece preso a cadeira de rodas, pois, cego, não consegue mover-se, dependendo sempre de Clov. A caracterização do ator é impressionante, causando impacto sobre a plateia, seu físico e sua voz servem ao personagem; os gestos, em sua maior parte contidos, se expandem quando as emoções assim exigem. Dosando humor corrosivo com sutil ironia, Harildo Déda apresenta um Hamm em suas diversas facetas de opressor e dependente de sua vítima. Nos monólogos, trabalhados com extrema acuidade, o ator explora a sua capacidade de entender o que pensa o personagem, estampando com equilíbrio a solidão de Hamm, um triste palhaço convencido de sua onipotência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormalCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-add-space: auto; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cabe a Gideon Rosa dar vida a Clov, o servo que, na criação do ator, apresenta-se como um galho seco e torto a se arrastar no mesmo ritmo, entre a cozinha, seu mundo particular, e a sala-cela onde está aprisionado, da mesma forma que seu amo. Corpo e voz dão a medida do personagem na sua impossibilidade de sentar, por isso as pernas ganham uma dimensão e seus passos criam a musicalidade do espetáculo sem música. Música monótona tal qual a vida de Clov, condenado no ir e vir, a executar tarefas mecanicamente. Gideon Rosa constrói no corpo o drama da repetição.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os dois atores, Harildo Déda e Gideon Rosa, sabem que a peça é centrada na relação dependente dos personagens que interpretam, e sabem também que a encenação armou a cena em função dos dois. É no embate dos dois que a peça se apresenta criando um clima obsessivo, com seus jogos destrutivos de quem sabe que não há alternativa para eles em um mundo que também não funciona. Os atores destilam as camadas emocionais conferindo densidade à monotonia, cada qual infernizando o outro com sua rabugice. Dois atores na força de sua experiência teatral despertam interesse para uma peça sem peripécias, profundamente niilista . Por isso mesmo necessita do talento/técnica dos dois atores para manter atenta uma platéia. Plateia onde se encontram espectadores desavisados sobre o que foram ver e que por isso terminam abandonando a sala ou manifestando seu mal-estar durante a sessão. Não é teatro fácil. Por isso mesmo a tarefa dos atores se desdobra. O elenco de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fim de Partida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;tem a oportunidade de mostrar competência no manejo de seus recursos para fazer chegar até o público esse mundo incômodo e insuportável. Não fosse o elenco, &amp;nbsp;seria difícil suportar duas horas de um enredo esgarçado e repetitivo, martelando o oco da nossa existência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não há efeitos desnecessários, não há pirotecnia, nem concessão por parte do encenador. Portanto, há espaço para que os intérpretes centrais e os coadjuvantes mostrem que a montagem depende dessa capacidade de tradutibilidade que, por mais que consigamos localizar e tornar objetiva, passa por algo indizível. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para o casal de velhos, a direção encontrou dois intérpretes, Gil Teixeira e Maria de Souza, distante da idade presumível para os personagens de Nagg e Nell. Tanto um como o outro tiram partido dos seus personagens passando por cima dessa hipótese, e nos dão uma interpretação permeada de gestos delicados, remetendo a velhice à infância. Perdidos em suas lembranças, cabe aos dois superar os dias difíceis, mergulhando na rememoração para amenizar a convivência forçada ou escolhida, já que, antes do acidente que lhes amputou as pernas, eles estavam juntos. As intervenções dos atores/personagens acentuam o patético da cena.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Encenação difícil,&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fim de Partida&lt;/i&gt;&amp;nbsp;requer o investimento do espectador, mas que não deve afastá-lo do Teatro Martim Gonçalves. Há algo no palco para ser apreendido e aprendido, visto que o rigor da cena inscreve a montagem na linhagem dos clássicos, tal a harmonia com que o encenador arma o jogo cênico, concebe o cenário e figurinos, orienta a criação dos objetos (Claudete Eloy e Maurício Pedrosa) e da maquiagem (criação de Roberto Laplagne) e dá margem ao criador da luz de fazê-la consubstanciada aos princípios que regem a concepção de Ewald Hackler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O teatro baiano só tem a lucrar com espetáculo de tal monta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-359529983997724932?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/359529983997724932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=359529983997724932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/359529983997724932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/359529983997724932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/registro-352-fim-de-partida-no-teatro.html' title='Registro 352: Fim de Partida no Teatro Martim Gonçalves'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7913558700190823433</id><published>2011-04-15T12:52:00.001-03:00</published><updated>2011-04-15T12:55:03.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Registro 351: Aguardando um filme</title><content type='html'>&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cfe2f3; font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Com ansiedade, positiva é certo, por isso não desgastante, eu esperava que o filme &lt;i&gt;Homens e Deuses&lt;/i&gt; de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Xavier Beauvois&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;estreasse hoje em um dos cinemas de Salvador, mas nada. Os exibidores estão lentos e andam&amp;nbsp;caprichando&amp;nbsp;na programação de filmes sem mérito, ou melhor de pouco mérito, para não desencadear a fúria de muitos. Não acredita, basta olhar o jornal e ver que os lançamentos não ultrapassam a linha mediana do que se espera de uma bom filme. A maioria é de produtos medíocres.E não estou falando de filme "cabeça", expressão hoje em dia usada para qualificar ou desqualificar filmes que exigem um pouco mais de sensibilidade, de atenção, de reflexão por parte do espectador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cfe2f3; font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="color: #cfe2f3; font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O filme de Xavier Beauvois, biscoito fino, como diria Oswald de Andrade&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;de sua poesia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"um dia, a massa comerá do biscoito fino que eu fabrico", não chegou. Esperarei, pois quero vê-lo em tela grande. &lt;i&gt;Homens e Deuses&lt;/i&gt; vem precedido de críticas das mais elogiosas. Para muitos, a crítica não é um indicador seguro. Por vezes ela comete exdruxulice, mas as que li até o momento despertaram-me a vontade de apreciar a obra. Resta esperar. Espero não me decepcionar, visto que os programadores das salas optam, em sua maioria, pelo previsível. Ah, desconfio sempre da quantidade de estrelas com que os colunistas dos jornais agraciam alguns filmes. Por hoje é só, como dizia Sílvio Lamenha, "poesia é axial"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7913558700190823433?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7913558700190823433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7913558700190823433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7913558700190823433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7913558700190823433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/registro-351-aguardando-um-filme.html' title='Registro 351: Aguardando um filme'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8445748357650273062</id><published>2011-04-14T12:06:00.002-03:00</published><updated>2011-04-14T12:08:41.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 350: Um seguidor de Grotowski</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O americano Thomas Richards, principal seguidor de Jerzy Grotowski (1933-1999) -diretor polonês que revolucionou as artes cênicas com a criação de seu "teatro pobre"-, participa do Encontro Mundial das Artes Cênicas, em Belo Horizonte.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O evento, que começou no dia 10 e vai até 1º de maio, busca refletir sobre o fazer teatral através do compartilhamento de ideias e trabalhos de artistas de diversas nacionalidades.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Richards, grande destaque da programação, apresenta através de workshops os princípios básicos da prática em performance desenvolvidos no centro de pesquisa criado por Grotowski em 1986, hoje chamado Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Richards conversou com a&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Folha&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;sobre sua experiência com o diretor polonês cujas pesquisas influenciam a criação teatral até hoje.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Folha - Na sua opinião, qual foi a maior contribuição que Grotowski deu ao teatro?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="apple-style-span" style="color: orange;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Thomas Richards - Grotowski sempre procurava a verdade, algo que ia além de formas e imitações. Sua descoberta relacionada ao impulso como fundamento da ação foi uma inovação notável que ainda hoje pode nos ajudar a tocar acordes escondidos em nós, parte do inconsciente coletivo.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A devastação da Polônia, dizimada pela invasão nazista, foi testemunhada por Grotowski. Isso se refletiu na criação de seu teatro pobre?&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="apple-style-span" style="color: orange;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A experiência certamente o marcou, criando nele a consciência de que a história pode afetar profundamente a vida das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Por que após 1969 Grotowski parou de dirigir?&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="apple-style-span" style="color: orange;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Grotowski foi reconhecido como um dos maiores diretores do mundo. O caminho mais provável teria sido se prender a isso. Mas ele deixa isso pra lá e dedica-se exclusivamente às suas pesquisas.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por que você acha que foi escolhido por Grotowski para ser seu seguidor?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Não há mistério nisso. Como em qualquer situação profissional, houve uma demanda por competência e dedicação.Tinha acabado de me formar na Universidade de Yale. Estava com 22 anos, insatisfeito, sentindo que algo dentro de mim precisava ser revelado. Ele estava entrando na última fase de sua vida, precisava passar seu conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Qual foi o grande ensinamento que você teve com ele?&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;span class="apple-style-span" style="color: orange;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Ele me fez responder uma pergunta que eu tinha, mas não conseguia formular. Quando eu o conheci, minha sensação é de que estava sufocando. Seu trabalho tende para uma espécie de reconexão. Nossas pesquisas para esse tipo de despertar são baseadas num trabalho diário, que dura uma vida.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como seu centro de pesquisa faz avançar o pensamento de Grotowski?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Nós nos esforçamos para criar uma contracorrente que impulsiona o ser humano a restabelecer uma ligação humana, mesmo que isso vá contra os nossos desejos de isolamento e proteção.&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Qual será o foco de seu workshop no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Artistas brasileiros terão oportunidade de participar da nossa prática pela primeira vez. Vamos investigar elementos essenciais do nosso trabalho, como contato, impulso, intenção, ação, reação, e explorar razões que levam artistas à criação.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: lime; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Folha de S. Paulo 12 de abril de 2011. Entrevista concedida à jornalista Gabriela Mellão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-8445748357650273062?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/8445748357650273062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=8445748357650273062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8445748357650273062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/8445748357650273062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/registro-350-um-seguidor-de-grotowski.html' title='Registro 350: Um seguidor de Grotowski'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4293567394448356078</id><published>2011-04-03T14:06:00.003-03:00</published><updated>2011-04-03T14:09:02.759-03:00</updated><title type='text'>Registro 349: Flávio Império em vídeo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/3jlQgTHqtUM" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4293567394448356078?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4293567394448356078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4293567394448356078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4293567394448356078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4293567394448356078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/registro-349-flavio-imperio-em-video.html' title='Registro 349: Flávio Império em vídeo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3jlQgTHqtUM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-2720831960593482527</id><published>2011-04-03T14:03:00.001-03:00</published><updated>2011-04-03T14:05:34.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 348: Flávio Império em vídeo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/7Xa3IhANQbs" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-2720831960593482527?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/2720831960593482527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=2720831960593482527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2720831960593482527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2720831960593482527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/youtube-video-player.html' title='Registro 348: Flávio Império em vídeo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/7Xa3IhANQbs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1025883961413961261</id><published>2011-04-03T13:39:00.002-03:00</published><updated>2011-04-03T13:55:53.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 347: Num domingo entediante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Tem gente que veio ao mundo para atrasar o processo civilizatório. Pura especulação? Sei disso, mas diante do que presencio e leio cabe especular. A máxima é uma provocação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Espanta-me o que é dito, espantam-me atitudes irreprováveis em um mundo que se quer civilizado. Eu, com meu aforismo, posso espantar. O mundo avança, mas os humanos, ou pelo menos alguns humanos, parecem permanecer no ponto zero. São muitos? Penso que sim. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Cada dia que passa desaba sobre o nosso cotidiano os maiores descalabros e minha sensibilidade educada com tenacidade é agredida. Ainda assim, mantenho minha&amp;nbsp;inabalável capacidade de acreditar na beleza do nosso mundo.&amp;nbsp;E quando a agressão é insuportável cerco-me de boa literatura, cinema, teatro, artes visuais e &amp;nbsp;música. Assim, eu resisto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Recebi o texto de Frei Betto por e-mail. Não havia nenhuma informação sobre a publicação original do texto. Visto que na Internet há muito gato por lebre, espero que o texto seja mesmo do dominicano. Aviso quem não comungo com todas as ideias de Frei Betto nem compartilho com algumas de suas atitudes, mas gostei do texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: bookman old style, new york, times, serif; font-size: 18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt; &lt;div&gt; &lt;div dir="ltr" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;DO MUNDO VIRTUAL  AO ESPIRITUAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt; &lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Frei Betto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Ao viajar pelo Oriente, mantive  contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens  serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Outro dia, eu observava o movimento do  aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones  celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com  certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea  oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois  modelos produz felicidade?” Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da  manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”.  Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”.  “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”,  perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar  seu programa de garota robotizada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela  não disse”: “Tenho aula de meditação!”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Estamos construindo super-homens e  super-mulheres totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Por  isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a  Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se  relacionar com as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Ora, como seria importante os  currículos escolares incluírem aulas de meditação! Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de  ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho  nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à  malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o  defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Mas como fica a questão da  subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Antes, falava-se em  realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.  Hoje, a palavra é virtualidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo  virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional,  controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma  amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os  valores, não há compromisso com o real! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;É muito grave esse processo de  abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois  somos também eticamente virtuais. A cultura começa onde a natureza termina.  &lt;b&gt;Cultura é o refinamento do espírito&lt;/b&gt;. Televisão, no Brasil - com raras e  honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de  que ficamos um pouco menos cultos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Bookman Old Style', serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;A palavra hoje é “entretenimento”;  domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;. Imbecil o apresentador, imbecil quem  vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Como a publicidade não consegue vender  felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:  “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar  este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem  cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou  de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Os psicanalistas tentam descobrir o  que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da  área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma  saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O  grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o  quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal,  consumista. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Assim, pode-se viver melhor. &lt;b&gt;Aliás,  para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Há uma lógica religiosa no consumismo  pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma  catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal  de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo  uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a  maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;  neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de  domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos,  crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do  gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Observam-se os vários nichos, todas  aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas  sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve  passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se  no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...  Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa,  com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;Costumo advertir os balconistas que me  cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de  seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de  descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores,  como vocês, o assediavam, ele respondia”: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style','serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxMsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Arial','sans-serif';"&gt;“Estou apenas observando quanta coisa  existe de que não preciso para ser feliz.”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1025883961413961261?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1025883961413961261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1025883961413961261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1025883961413961261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1025883961413961261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/04/registro-347.html' title='Registro 347: Num domingo entediante'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1065646244068337301</id><published>2011-03-25T20:58:00.001-03:00</published><updated>2011-03-25T21:06:19.725-03:00</updated><title type='text'>Registro: 346       3ª edição do Festival ART IN LOCO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-P78OJNrzEmw/TY0tMs46fnI/AAAAAAAABEM/19rRSjafu0s/s1600/Imagem+012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-P78OJNrzEmw/TY0tMs46fnI/AAAAAAAABEM/19rRSjafu0s/s200/Imagem+012.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-FP4hQMsaZ3o/TY0tftCVagI/AAAAAAAABEQ/Pq_4tbICZgY/s1600/Imagem+013.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-FP4hQMsaZ3o/TY0tftCVagI/AAAAAAAABEQ/Pq_4tbICZgY/s320/Imagem+013.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Meu trabalho na 3a Edição do festival Art In Loco&lt;br /&gt;Raimundo Matos de Leão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/ylwgLjTY5eU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ylwgLjTY5eU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/ylwgLjTY5eU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ylwgLjTY5eU"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ylwgLjTY5eU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1065646244068337301?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1065646244068337301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1065646244068337301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1065646244068337301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1065646244068337301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/03/registro-46.html' title='Registro: 346       3ª edição do Festival ART IN LOCO'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-P78OJNrzEmw/TY0tMs46fnI/AAAAAAAABEM/19rRSjafu0s/s72-c/Imagem+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-5413594834214525979</id><published>2011-03-24T07:49:00.002-03:00</published><updated>2011-03-24T10:57:26.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Registro 345: Uma flor para Elizabeth Taylor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-OsA2C5bf3_Y/TYsfeCRaxpI/AAAAAAAABEI/NRd0Yf2fHGA/s1600/lizzie4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-OsA2C5bf3_Y/TYsfeCRaxpI/AAAAAAAABEI/NRd0Yf2fHGA/s320/lizzie4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Uma cena de Quem Tem Medo de Virgínia Woolf&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Inesquecível em &lt;em&gt;Um Lugar ao Sol&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Assim Caminha a Humanidade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Gata em Teto de Zinco Quente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;De Repente, no Último Verão&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Disque Butterfield 8&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;﻿Quem Tem Medo de Virgínia Woolf&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Pecado de Todos Nós.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Seus olhos eram piscinas azuis-violetas. Sua presença magnética. Sua vida um melodrama. Uma dama desregrada que enchia a tela de volúpia. Assisti quase todos os seus filmes, mesmo os ruins, mas sua presença diluía a má qualidade de certos filmes. Um ícone do século XX, ela sabia de sua importância no cansado século XXI. Flores para Elizabeth.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-5413594834214525979?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/5413594834214525979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=5413594834214525979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5413594834214525979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5413594834214525979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/03/registro-345-uma-flor-para-elizabeth.html' title='Registro 345: Uma flor para Elizabeth Taylor'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-OsA2C5bf3_Y/TYsfeCRaxpI/AAAAAAAABEI/NRd0Yf2fHGA/s72-c/lizzie4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-912791900046451743</id><published>2011-03-09T19:31:00.005-03:00</published><updated>2011-03-11T17:57:24.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>344: Carnaval em Cachoeira - Bahia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-gIM2Q2121Ms/TXf6jwCuvdI/AAAAAAAABDY/l1sRp8E4irI/s1600/Imagem+090.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-gIM2Q2121Ms/TXf6jwCuvdI/AAAAAAAABDY/l1sRp8E4irI/s320/Imagem+090.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fugi do caos carnavalesco para Cachoeira. Não senti saudades de Salvador durante os dias que por lá passei. Cachoeira desperta em mim sentimentos contraditórios. Gosto do que vejo, da sua atmosfera... sinto-me bem na cidade. Por outro lado, me angustio ao ver que ela tem potencial&amp;nbsp;que não é explorado. Explorado&amp;nbsp;a partir de um projeto que respeite suas características e sua identidade, seu jeito de ser. Penso sempre em Parati todas as vezes que vou à jóia do Paraguaçu, preguiçosamente posta em sua margem num diálogo com sua cara metade, São Félix.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-T1slPuixPCY/TXf7BymqBVI/AAAAAAAABDc/_dOH8POFDPk/s1600/Casas_Cachoeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-T1slPuixPCY/TXf7BymqBVI/AAAAAAAABDc/_dOH8POFDPk/s320/Casas_Cachoeira.jpg" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tudo é beleza e tudo é ruína. Andar por suas ruas e ver como é lindo aquilo que está cuidado, restaurado, respeitado. É um prazer desfrutar da poesia que emana de seus casarões e das pequenas casas que compõem o cenário de ladeiras, praças e ruas estreitas, e becos que guardam silenciosamente camadas do tempo depositadas em cada janela, porta, telhado. É triste saber que muita coisa podia ser melhor cuidada e não é.&amp;nbsp;Fico a sonhar com Cachoeira inteiramente restaurada, mas não tratada como parque temático ou algo parecido. Restaurada&amp;nbsp;para se manter como&amp;nbsp;uma cidade histórica viva e não morta. Uma cidade&amp;nbsp;que precisa do seu jeito especial&amp;nbsp;para sobreviver. O atrativo é sua arquitetura, sua história, sua vida cultural. Modificá-la é matá-la. E quando afirmo isto, não desejo que ela viva como um museu, mas que se espelhe em Ouro Preto, em Parati e outras tantas cidades brasileiras cujos moradores sabem o que significa morar em lugar que é diferente e diverso da mesmice que torna tudo moderno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-OJfAfhbnfdk/TXf7ZdqTxfI/AAAAAAAABDg/lEm86y8fEvo/s1600/Igreja+da+Ajuda_Largo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-OJfAfhbnfdk/TXf7ZdqTxfI/AAAAAAAABDg/lEm86y8fEvo/s320/Igreja+da+Ajuda_Largo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O rio. Fiquei horas olhando suas águas e pensando que o vapor já não navega como antigamente. Olhar São Félix tão longe, tão perto e deixar o espírito voar entre uma margem e outra e depois fazer a travessia pela ponte. Travessia que deve ser feita a pé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-8pBp3xsltXU/TXf6C0v7xFI/AAAAAAAABDU/qhqLuvVKwwY/s1600/S%25C3%25A3o+F%25C3%25A9lix.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-8pBp3xsltXU/TXf6C0v7xFI/AAAAAAAABDU/qhqLuvVKwwY/s320/S%25C3%25A3o+F%25C3%25A9lix.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ver igrejas e capelas, sobrados e casas que de tão baixas se expõem para o visitante que se sente envergonhado e contém a curiosidade para não bisbilhotar a intimidade dos que aí vivem. Na Pousada do Carmo, um monumento com sua Igreja da Ordem Terceira inteiramente restaurada, ganhei horas de silêncio e reflexão, divididas entre leituras e conversas a meia voz. Pensando sempre como teria sido a vida dos que viveram alí nos séculos passados, imaginei ficções. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-qN8Eqyke5bc/TXf_upDLhdI/AAAAAAAABEA/Vi6PPNCm1q8/s1600/Deco_Cachoeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-qN8Eqyke5bc/TXf_upDLhdI/AAAAAAAABEA/Vi6PPNCm1q8/s320/Deco_Cachoeira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na Pousada, o charme é a construção em si, mas muito desleixada como hotel. A sensação que tive é de que tanto faz. Basta o convento. Nas sala, antigo cemitério, uma caixa está jogada&amp;nbsp;dentro de uma das&amp;nbsp;sepulturas, uma mesa de bilhar encostada em um canto torna-se uma objeto inusitado em meio à sala. Procurei por um folheto que contivesse informações sobre o convento. Não há. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-PeQ06vJJ4-Q/TXf75K9CBeI/AAAAAAAABDo/YhFjrFVD0YA/s1600/Clausyto_Pousada+do+Carmo+Cachoeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-PeQ06vJJ4-Q/TXf75K9CBeI/AAAAAAAABDo/YhFjrFVD0YA/s320/Clausyto_Pousada+do+Carmo+Cachoeira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na beira do rio, o antigo Hotel Colombo desmancha-se. Mas nem tudo está perdido. A Irmandade da Boa Morte ocupa dois casarões belissímos, assim como a Fundação Hansen Bahia. Fora uma capela que não consegui identificar, as igrejas estão conservadas.&amp;nbsp;A Igreja&amp;nbsp;da Ajuda é um primor arqutetônico. Muitas residências também merecem a atenção dos seus proprietários e A Heróica segue vencendo o tempo, o descaso e a limitação para se impor majestosa abrigando sua gente negra e mulata de sorriso&amp;nbsp;simpático e voz mansa. Gente reservada, ciente de sua privacidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-KjcUVVCIbcc/TXf8G3eqOdI/AAAAAAAABDs/JRyGaeatydw/s1600/Irmandade+da+Boa+Morte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-KjcUVVCIbcc/TXf8G3eqOdI/AAAAAAAABDs/JRyGaeatydw/s320/Irmandade+da+Boa+Morte.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não fui abordado por ninguém pedindo ou tentando vender alguma coisa. Para uma cidade turística é uma dado&amp;nbsp;para ser levado em conta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-8vOedrjuOqY/TXf8jdW_seI/AAAAAAAABDw/ECqrVDyuEwg/s1600/Imagem+023.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-8vOedrjuOqY/TXf8jdW_seI/AAAAAAAABDw/ECqrVDyuEwg/s320/Imagem+023.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vi em algumas galerias quadros de um artista, mas não consegui identificar seu nome. Fotografei um deles, cuja imagem de Santa Luzia repete-se de maneiras variadas. Noutro trabalho, surge a imagem de Glauber Rocha e noutro a de São João Menino, cada qual num releitura muito particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-PZUSy6Jov2o/TXgCSFnd78I/AAAAAAAABEE/TKEYTpjSKXw/s1600/Coqueiro_Rio+Paragua%25C3%25A7u.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-PZUSy6Jov2o/TXgCSFnd78I/AAAAAAAABEE/TKEYTpjSKXw/s320/Coqueiro_Rio+Paragua%25C3%25A7u.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não encontrei artesanato original para comprar. Fui até Coqueiro, um lugarejo à beira do rio,&amp;nbsp;para adquirir a cerâmica de Dona Gadu, uma simpatia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fiz muitas fotos e deixo algumas para apreciação dos interessados. Espero que tenham vontade de ir até Cachoeira para ver de perto os seus contrastes. Não é longe de Salvador, a estrada é ótima, conservada e sinalizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-vFLeQsEgBz8/TXf8uldj8QI/AAAAAAAABD0/if8MAGM4kjQ/s1600/Complementares_Cachoeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-vFLeQsEgBz8/TXf8uldj8QI/AAAAAAAABD0/if8MAGM4kjQ/s320/Complementares_Cachoeira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-_j-Zur2jI1A/TXf8_0kMItI/AAAAAAAABD4/uVjU9ifrzxs/s1600/Imagem+003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_j-Zur2jI1A/TXf8_0kMItI/AAAAAAAABD4/uVjU9ifrzxs/s320/Imagem+003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-NWlhMETvGps/TXf_c6aAVyI/AAAAAAAABD8/0wfi1PUtXME/s1600/Igreja+do+Carmo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" q6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-NWlhMETvGps/TXf_c6aAVyI/AAAAAAAABD8/0wfi1PUtXME/s320/Igreja+do+Carmo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-912791900046451743?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/912791900046451743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=912791900046451743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/912791900046451743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/912791900046451743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/03/344-carnaval-em-cachoeira.html' title='344: Carnaval em Cachoeira - Bahia'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-gIM2Q2121Ms/TXf6jwCuvdI/AAAAAAAABDY/l1sRp8E4irI/s72-c/Imagem+090.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7117660603894247439</id><published>2011-03-04T16:15:00.006-03:00</published><updated>2011-03-12T14:46:59.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 343: Dona Aracy, O Anjo de Hamburgo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-E-iUPohwb_Y/TXE4R4he0GI/AAAAAAAABDM/ga8N-yGdO_g/s1600/Aracy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" l6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-E-iUPohwb_Y/TXE4R4he0GI/AAAAAAAABDM/ga8N-yGdO_g/s1600/Aracy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Lá se foi dona Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, aos 102 anos, uma benfeitora da humanidade.&amp;nbsp;Conheci dona Aracy já idosa, mas&amp;nbsp;muito lúcida, sempre elegante. Este privilégio devo ao meu amigo, o professor&amp;nbsp;Wellington Vieira de Camargo com quem trabalhei no Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Eu conhecia um dos netos de dona Aracy, o saudoso Plínio Tess, mas Wellington me aproximou da família, gente discreta, de carinhosa acolhida. Certa feita, seu filho, Eduardo Tess&amp;nbsp;presenteou-me com uma caixa contendo toda a obra de Guimarães Rosa. Anos mais tarde&amp;nbsp;recebi o livro que traz a correspondência entre o avô Rosa e as netas Vera e Beatriz. O livro, &lt;em&gt;Ooó do Vovô&lt;/em&gt; (EDUSP, PUC Minas, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo),&amp;nbsp;é delicioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Quando recebi a obra de Guimarães Rosa não contive o ímpeto de solicitar o autógrafo de dona Aracy, mas não querendo incomoda-lá com o meu pedido, pedi ajuda a uma das netas.&amp;nbsp;O meu exemplar de &lt;em&gt;Grande Sertão, Veredas&lt;/em&gt;, dedicado a ela pelo escritor, ganhou sua assinatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Para os que não sabem, dona Aracy é chamada de &lt;em&gt;O Anjo de Hamburgo&lt;/em&gt; por ter&amp;nbsp;salvo muitos judeus, conseguindo&amp;nbsp; vistos assinados pelo marido,&amp;nbsp;cônsul-adjunto brasileiro na Alemanha, quando Hitler entendeu de exterminar os judeus da face da terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O trabalho no consulado facilitou a atividade subversiva de dona Aracy. Subversiva porque vivíamos sob o Estado Novo, a ditadura getulista simpatizante da política do Eixo.&amp;nbsp;Para sorte de muitos, dona Aracy estava no lugar certo e na hora certa. Ela era encarregada do setor de vistos da embaixada e foi assim que atuou,&amp;nbsp;indo de encontro às normas do governo brasileiro quanto a imigração de judeus. E tudo começou quando Hitler iniciou a perseguição com a &lt;em&gt;Noite dos Cristais&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;ataque de&amp;nbsp;grupos de nazistas&amp;nbsp;as sinagogas e&amp;nbsp;lojas, em 9 de novembro de 1938. Por sua&amp;nbsp;solidariedade, dona Aracy&amp;nbsp;tem seu nome inscrito no &lt;em&gt;Jardim dos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Justos entre as Nações&lt;/em&gt; do Museu do Holocausto de Israel, honra concedida aos não judeus que arriscaram a vida para salvar judeus do extermínio nazista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Lembro que, ao frequentar a casa da família, encontrei-me com uma senhora salva por dona Aracy e que se tornou sua amiga, visitando-a constantemente apesar da idade. Soube hoje que &lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Maria Margareth Bertel Levy, a amiga alemã&amp;nbsp;vinda para o Brasil, ajudada por dona Aracy,faleceu no dia 21 de&amp;nbsp;fevereiro aos 102 anos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Dona Aracy nasceu na cidade de Rio Negro, Paraná, em 20 de abril de 1908. Sinto orgulho de ter nascido no mesmo dia em que&amp;nbsp;ela. Seu pai era&amp;nbsp;português e sua mãe alemã. Casou-se com Johan Tesse, separando-se dele num tempo em que no Brasil não havia divórcio, uma prova do quão arrojada era está mulher, culta e poliglota, por quem Guimarães Rosa se apaixonou, quando a conheceu trabalhando no consulado em Hamburgo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Flores para Dona Aracy (1908-2011),&amp;nbsp;e a minha homenagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto&amp;nbsp;seguinte não é de minha autoria, recebi-o por e-mail, com solicitação para divulgá-lo. Acho oportuno publicá-lo junto a homenagem que presto a dona Aracy&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Irena Sendler, uma senhora de 98 anos, faleceu há pouco tempo. Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.&amp;nbsp; Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã)! Irena&amp;nbsp;leva crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças. Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!! Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo. Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está a ser reenviado como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado. Agora, mais do que nunca, com tantos governos e sociedades e proclamando vergonhosamente que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça." &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7117660603894247439?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7117660603894247439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7117660603894247439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7117660603894247439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7117660603894247439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/03/registro-342-dona-aracy-o-anjo-de.html' title='Registro 343: Dona Aracy, O Anjo de Hamburgo'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-E-iUPohwb_Y/TXE4R4he0GI/AAAAAAAABDM/ga8N-yGdO_g/s72-c/Aracy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-6646970133492456120</id><published>2011-03-02T17:48:00.005-03:00</published><updated>2011-03-03T09:32:14.363-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 342: Diário da província</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O calor, o fim das férias, o caos carnavalesco que se abate sobre Salvador, afastaram-me do blog. Mas venço a morrinha e registro algumas anotações...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A cidade está entregue às baratas ou melhor a quem organiza o carnaval. Os órgãos públicos fecham os olhos aos desmandos, quem manda mesmo são os empresários carnavalescos. Tudo está estragulado e pelo que se vê, o pupulacho vai ficar mais espremido, enquanto os bacanas se esbaldam nos supercamarotes. Os bacanas e os deslumbrados com a "bacanice" dos outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O bom gosto na decoração dos camarotes passou longe, mais uma breguice no cenário muito brega. Os anúncios divulgando os artistas são medonhos. Direção de arte não existe, bom fotógrafo pra quê? No ano passado eram as caretas horríveis dos políticos asombrando o nosso cotidiano durante a campanha eleitoral, agora são os cantores, uma enxurrada de desconhecidos, horríveis.&amp;nbsp;Os conhecidos, as ditas superestrelas, &amp;nbsp;agem como se estivessem acima do bem e do mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Outro dia vi&amp;nbsp;num anúncio de empreedimento imobiliário uma frase que chamou minha atenção pelo inusitado. A frase, obviamente, vendia as excelências do empreendimento e estava escrita em português informando sobre os itens do mega edifício, mas repentinamente surgia uma palavra em inglês - &lt;em&gt;garden&lt;/em&gt; -, como se nossa maltratada língua não contivesse&amp;nbsp;a palavra adequada, jardim para identificar aquele lugar onde se plantam flores, árvores e que tais.&amp;nbsp;O publicitário deve ser uma jóia de superlativa babaquice. Para ele e os empreendedores, o termo em língua estrangeira da visibilidade ao projeto. Coisa mais jeca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A mania de nomear edifícios&amp;nbsp;em outra línguas, notadamente&amp;nbsp;inglesa e francesa é uma constante por aqui e pelo Brasil. E como a maioria da população não sabe a pronúncia correta, os nomes se tornam engraçados, quando não uma aberração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Andei indo ao cinema, mas não vi &lt;em&gt;O Cisne Negro&lt;/em&gt; nem &lt;em&gt;O Discurso do Rei&lt;/em&gt;. Gosto demasiadamente de &lt;em&gt;Inverno na Alma&lt;/em&gt;. Como não vi a primeira versão de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Bravura Indômita&lt;/em&gt;, o filme dos&amp;nbsp; dos irmãos Coen me satisfaz plenamente. Fico livre de comparações. Aguardo &lt;em&gt;Poesia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Po falar em cinema, lá se foi Annie Girardot, atriz francesa, inesquecível em &lt;em&gt;Rocco e Seus Irmãos&lt;/em&gt;, a obra-prima de Visconti. Girardot fez tantos filmes, mas sua Nádia no filme do italiano é memorável, como persogem muito bem concebido e interpretado com grandeza pela atriz. Foi-se Jane Russell, a morena estonteante que exalava sensualidade pelos poros. Nos deixou também Carminha Brandão, atriz brasileira que a nova geração não sabe quem é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fui até o fim de &lt;em&gt;Biutiful&lt;/em&gt;, muito mais pelo ator que pelo filme. Iñárritu perdeu a mão. São tantos os temas em seu filme que&amp;nbsp;é uma overdose de problemas do mundo globalizado e pós-moderno. Talvez uma bula para entender tal mundo ou desentendê-lo de vez. O filme não conseguiu estabelecer nenhuma empatia, portanto não me comoveu nem me faz refletir. Um sessão tediosa, um filme hiperbólico. Em seus outros filmes, o diretor já demonstrava tendência ao exagero, mas o seu colaborador, Arriaga, conseguia conter os excessos, assim penso eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Tetro&lt;/em&gt; vai bem até certo ponto. A partir &amp;nbsp;da tal cerimônia de entrega do prêmio na Patagônia, desanda e Carmem Maura, uma atriz excelente está um&amp;nbsp;tanto ridícula no personagem. Além do mais aguentar Vicent Gallo durante duas horas, urgh! Não tenho nenhuma simpatia pelo ator. Na verdade, acho que ele é mais uma personalidade excêntrica, que um ator. Coppola ainda me diz muito, mesmo quando escorrega e pesa a mão. Deve-se prestar atenção em Alden Ehrenreich, uma promessa e uma beleza e tanto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não vi a entrega do Oscar, não aguenta mais tal cerimônia. Basta ler os jornais nos dias seguinte e pronto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em casa, vi &lt;em&gt;Dois Destinos&lt;/em&gt;, o tocante filme de Valerio Zurlini. O filme é de 1962 e continua inteiro. Revi &lt;em&gt;Histórias Extrodinárias&lt;/em&gt;&amp;nbsp; (1968), baseado em contos de terror de Edgard Allan Poe, direção de&amp;nbsp;Vadim, Malle, Fellini. A história de Vadim perdeu a força. Adquiri para rever &amp;nbsp;&lt;em&gt;Boccaccio 70 &lt;/em&gt;(1962), Moniceli, Fellini, Visconti e De Sica e &lt;em&gt;Ontem, Hoje e Amanhã&lt;/em&gt;, de Vittorio De Sica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje, terminei um quadro feito a pedido de uma amiga. Gostei do resultado, faz tempo que não pegava nos pincéis. Isso em meio&amp;nbsp;à preguiça de um verão insuportável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fugirei do carnaval, sempre! E olha que sou folião desde criança, afinal sou filho de um pai que era Rei Momo. Mas carnaval selvageria não dá. A minha intuição diz que os níveis de violência vão pro alto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclui as dez sessões de Rofling com Celso Nunes, diretor de teatro&amp;nbsp;e também terapeuta. Uma experiência e tanto. A terapia corporal mexeu positivamente comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agora planejo fazer os ajustes nos meus planos de curso, esperar a edição do livro que escrevi sobre o ator Harildo Déda&amp;nbsp;e torcer para o outono chegar com promessas de temperaturas mais amenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Conclui a leitura de &lt;em&gt;O Poder da Arte&lt;/em&gt;, de Simon Schama (Companhia das Letras, 2010). Pode-se discordar da argumentação e dos juízos do autor sobre os artistas que escreve. São oito ensaios sobre as genialidades de Caravaggio, Bernini, Rembrandt,David, Turner, Van Gogh, Picasso e Rotko. Sem erudição presunçosa, Schama nos lança para dentro da obra-vida dos artistas escolhidos. Dentendo-se em analisar alguns dos trabalhos dos mestres com linguagem clara e envolvente, ele&amp;nbsp;aproxima os artistas de nós, pobres mortais. Quem se interessa por arte vai gostar de ler suas 501 páginas e apreciar as belas ilustrações. vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Presenteei uma amiga judia e comunista com um oratório de Iemanjá. Ela telefonou contente com o presente feito por mim. Hoje, da parte dela, recebi um postal com a figura de Lenin feita a bico de pena. Minha amiga é uma pessoa interessantíssima: estudou em colégio protestante, sua mãe lhe contava histórias de fadas, cuja figura do príncipe confundia-se com a de Luiz Carlos Prestes. Certa vez confidenciou-me que gostava de ver as meninas vestidas de noiva para a Primeira Comunhão e tinha inveja delas. Uma figura e tanto a minha amiga. Invejável espírito aberto ela tem e me anima a ser da mesma forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-6646970133492456120?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/6646970133492456120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=6646970133492456120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6646970133492456120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6646970133492456120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/03/registro-342-deixando-preguica-de-lado.html' title='Registro 342: Diário da província'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1267987774082143707</id><published>2011-02-17T10:31:00.010-03:00</published><updated>2011-03-07T15:16:53.936-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 341: Uma semana em Sampa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CNKavyFUgYg/TV_jF7pvgsI/AAAAAAAABDI/wf-OHP_K8n8/s1600/Imagem+075.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-CNKavyFUgYg/TV_jF7pvgsI/AAAAAAAABDI/wf-OHP_K8n8/s320/Imagem+075.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Viaduto do Chá, Teatro Municipal ao fundo - São Paulo, 2011. Raimundo Matos de Leão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em função dos compromissos particulares e profissionais, deixei de viajar por um bom tempo. Tal situação me deixou deslocado, mesmo contando com as &lt;em&gt;mídias&lt;/em&gt; que nos enchem de informação. Mas nada como sair da rotina e ver outros lugares. Fui a São Paulo, lugar onde vivi por quase trinta anos, sítio de muitas vivências, de muitas recordações e amarrações. Não voltaria a residir em Sampa: a cidade me deixa&amp;nbsp;exausto, pois tudo é superlativo, as qualidades e os defeitos. Uma semana basta para deixar excitações que se prolongam por muito tempo, até que o cotidiano absorva a carga de energia provocada por uma cidade estimulante, exageradamente absorvente e exigente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Meu objetivo era rever amigos. Vi poucos, mas muitos queridos. Com Fanny Abramovich, fui ao teatro e passamos muitas horas proseando num restaurante acolhedor e de comida gostosa, depois de termos ido ao Sesc Belémzinho, um lugar dos melhores. O Sesc em São Paulo é dez.&amp;nbsp;Rimos muito de nós e também dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Teresa me hospedou e revivemos momentos&amp;nbsp;passados, quando moramos juntos numa&amp;nbsp;vila em Pinheiros.&amp;nbsp;Sua&amp;nbsp;gata Bianca, que não foi com minha cara, rejeitava meus carinhos, mas Teresa me disse que a felina é assim mesmo,&amp;nbsp;estranha os estranhos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Almocei na casa do&amp;nbsp;Jô, que reuniu Solange, Marilena, Catito e outros amigos, para um encontro que entrou pela tarde e se encerrou porque eu tinha de ir ao teatro para ver &lt;em&gt;Ópera dos Vivos&lt;/em&gt;. Sobre o espetáculo não comentarei, visto que dos quatro atos só aguentei o primeiro. Me mandei, Fanny também. Coisa chata, velha,&amp;nbsp;obviedade em cena; esqueceram o humor e a crítica para olhar a cultura brasileira a partir da década de 60. Teoria brechtiana de algibeira, simplória como cartilha. Aliás, o ranço da cartilha é o traço. Nem Marx, nem Prestes, nem Paulo Freire aguentariam tal espetáculo.&amp;nbsp;Penso que nem no acampamento dos Sem Terra faria sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Visitei minha querida amiga, a atriz e professora&amp;nbsp;Cleide Queiroz,&amp;nbsp;e&amp;nbsp;Maria Eugênia, cuidadora da biblioteca de seu pai, Osmar Rodrigues Cruz.&amp;nbsp;&amp;nbsp;O acervo com obras raras sobre teatro está muito bem cuidado e merece apoio. Estamos correndo atrás, ela mais do que eu, um vice-presidente (não muito atuante)&amp;nbsp;do Instituto Osmar Rodrigues Cruz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Passei par ver&amp;nbsp;Tony em seu belo e antigo apartamento. Com&amp;nbsp;Márcia, Irene, e duas Teresas, fui bebericar na Vila Madalena, um bar atrás do outro. E pensar que a Vila era uma lugar pacato com suas casas simples, morada de estudantes da USP e de artistas, gente que buscava uma alternativa&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;caretice paulistana, isso na década de 70.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora virou &lt;em&gt;point&lt;/em&gt;... de bacana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No Sesc Pompéia&amp;nbsp;encontrei Roberto Ceni. No&amp;nbsp;belo espaço criado Lina Bardi, apartir da recuperação de uma antiga fábrica&amp;nbsp;vi &lt;em&gt;O Idiota&lt;/em&gt;, a versão para o palco do romance&amp;nbsp; de Fiódor Dostoiévski, sob a direção de Cibele Forjaz. Prometo escrever sobre o espetáculo que me deixou contente por ver teatro de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por fim, o almoço na casa de&amp;nbsp;Agda, família querida. Seus netos cibernéticos estão crescidos e sabidos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por acaso, dei de cara com&amp;nbsp;Ricardo Muniz, com quem trabalhei no Sesc Pompéia na década de oitenta, hoje um animador do teatro com intercâmbios com a Alemanha e o Japão. Não nos víamos desde&amp;nbsp;1989. O reencontro se deu no belo Centro Cultural Banco do Brasil, onde fui ver a exposição &lt;em&gt;Islã, arte e civilização&lt;/em&gt;. Deslumbrante mostra da arte islâmica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não tornarei públicas as conversas com os amigos, mas registro a quantidade de afeto recebido. Afeto que o tempo e a distância não diminuiram. Os reencontros foram prazerosos e guardo comigo os sorrisos, os gestos, as atenções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Andar pelo Centro da cidade sempre foi uma mania. E agora que a cidade de São Paulo está bem cuidada, é um passeio e tanto. O paulistano reclama do seu atual prefeito. Imagina se eles morassem em Salvador. Eu gostaria que o prefeito daqui desse um jeito na Cidade da Bahia, mas isso ele não vai dar, porque lhe falta competência. Competência que Salvador só vê quando dos preparativos para o Carnaval. Êta eficiência!! O prefeito, posto em sossego, pensa que iluminação verde esconde a feiúra, a sujeira, a desorganização da Cidade da Bahia. E pensar que a cidade foi um dia tão linda com seus neons, deixando-lhe magicamente bela. O que se vê agora é a destruição das camadas do tempo, dos tempos que estão na memória dos vivos que um dia se acabará, memória que será pó... Falta-nos um Gregório de Matos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas São Paulo, com todos os problemas, está limpa e&amp;nbsp;mostra-se sem a poluição dos anúncios que cobriam tudo, escondendo dos olhos a beleza de sua arquitetura.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um dos&amp;nbsp;problemas da cidade é o trânsito. Quem mora lá padece. Como eu estava de férias, não dava bola. Os serviços são eficientes, desde a Rua&amp;nbsp;25 de março até os Jardins.&amp;nbsp;No Mercado Municipal, o pecado da gula é exercitado sem remorso. Aliás, comida das melhores é que não falta na cidade. &amp;nbsp;Fui bem atendido em todos os lugares, menos numa loja em Congonhas. O calor é de matar qualquer um. Todos os executivos de terno usam mochila preta nas costas. Os sem terno também. Deve ser moda. A diversidade humana é mais visível, porque acentuada nos jeitos de vestir e se comportar. A elegância discreta já não é tão discreta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ah,como é bom tomar café em São Paulo!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vi dois filmes: &lt;em&gt;Inverno na Alma&lt;/em&gt; (radiografia violenta da América profunda) e &lt;em&gt;O&amp;nbsp;Que Disse Primeiro&lt;/em&gt;, uma divertida comédia italiana desancada por Inácio Araújo, crítico da Folha. Não deu para ver &lt;em&gt;Bravura Indômita&lt;/em&gt;. Verei aqui, no Unibanco Glauber Rocha, o cinema distinto de Salvador,&amp;nbsp;ou no Circuito Sala de Arte, que tem uma boa programação, mas anda com uma projeção qualquer nota, com o som na maior altura, como se a platéia&amp;nbsp;fosse surda&amp;nbsp;problema . Quando reclamo, o funcionário faz cara de paisagem e tudo continua como está.&amp;nbsp; Parece que o surdo sou eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No MASP, apreciei o acervo em duas exposições temáticas: &lt;em&gt;O Romantismo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Retrato&lt;/em&gt;. Eficientes. A de fotografias de Win Wendres ocupa um dos andares com fotos em grandes dimensões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1267987774082143707?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1267987774082143707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1267987774082143707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1267987774082143707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1267987774082143707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/02/registro-341-uma-semana-em-sampa.html' title='Registro 341: Uma semana em Sampa'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CNKavyFUgYg/TV_jF7pvgsI/AAAAAAAABDI/wf-OHP_K8n8/s72-c/Imagem+075.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-5261415441274930612</id><published>2011-02-02T09:34:00.001-03:00</published><updated>2011-02-02T20:11:07.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 340: Hoje é dia da Rainha do Mar, Iemanjá</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUlO6CmnGOI/AAAAAAAABDE/hOWZLFCiuq8/s1600/Lequesjpg.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUlO6CmnGOI/AAAAAAAABDE/hOWZLFCiuq8/s320/Lequesjpg.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Abebê, digital, Raimundo Matos de Leão,1999&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;ODÔ YA﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-5261415441274930612?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/5261415441274930612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=5261415441274930612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5261415441274930612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5261415441274930612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/02/registro-340-hoje-e-dia-da-rainha-do.html' title='Registro 340: Hoje é dia da Rainha do Mar, Iemanjá'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUlO6CmnGOI/AAAAAAAABDE/hOWZLFCiuq8/s72-c/Lequesjpg.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-7736020886892081605</id><published>2011-01-27T18:23:00.004-03:00</published><updated>2011-01-27T19:49:58.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 339: "Mar Me Quer". Quero mais esse mar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUHSQzZ2khI/AAAAAAAABC4/ke2IzIP_3H4/s1600/Mar+me+quer+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUHSQzZ2khI/AAAAAAAABC4/ke2IzIP_3H4/s1600/Mar+me+quer+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUHSXTMo_cI/AAAAAAAABC8/-53OxbDtD-o/s1600/mar+me+quer+2_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUHSXTMo_cI/AAAAAAAABC8/-53OxbDtD-o/s320/mar+me+quer+2_.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Belo momento de Eddy Veríssimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dei conta de mais um espetáculo da temporada&amp;nbsp;2010 ainda em cartaz neste verão de pouca gente indo ao teatro. Mas será o teatro uma atividade para muitos? Talvez na Grécia Antiga. Refiro-me a &lt;em&gt;Mar Me Quer&lt;/em&gt;, espetáculo apresentado pela Outra Companhia de Teatro. Embora sem muita convivência&amp;nbsp;com os participantes da Cia, todos eles me são simpáticos, principalmente Eddy Veríssimo e Roquildes Júnior, jovens que tocam o projeto e estão em cena com Luiz Buranga e Manuela Santiago, sob a direção de Luiz Antônio Jr. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Mar Me Quer&lt;/em&gt; é inspirado na obra do angolano Mia Couto, sendo o texto em cena derivado do trabalho de Natália Luiza e da dramaturgia de Luiz Antônio Jr. Não sei se o espetáculo foi concebido para o espaço onde é mostrado, o Café do Teatro Vila Velha, local da apresentação vista por mim. Mas vejo que o espaço escolhido proporciona um contato muito próximo do público com os atores e condiz com a concepção da encenação sua atmosfera intimista, viagem aos desvão da memória que cativa o espectador. Falo por mim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao rés do chão, uma lona com desenhos e inscrições desbotadas demarca o lugar da ação, cabendo ao público ocupar três lados do grande retângulo.&amp;nbsp;Poucos objetos povoam a cena, entre eles um grande baú, pequenos bancos, alguns instrumentos musicais e mais outros apetrechos que são utilizados no decorrer da representação. No mais, quatro atores assumindo os personagens Zeca, Luarmina e Celestino para contar a história de Zeca em contato com seu avô morto. O que se conta é a vida decorrente da paixão por uma mulher que liga o neto ao avô Celestino, sem que Zeca saiba do acontecido entre o avô falecido e a mulher Luarmina. Outro personagem redivivo é Agualberto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Narração dirigida ao público (forte presença do épico)&amp;nbsp;e contra-cena são os elementos para que a história seja contada e os intérpretes se encarregam muito bem da ação dramática, pontuada por emoção dosada, que não faz barulho.&amp;nbsp;O tom monocórdio que por vezes se impõe não diminui a atenção do espectador, visto que os atores se entregam aos personagens com muita sinceridade e delicadeza. Aliás, delicadeza cai bem para definir a encenação de Luiz Antônio Jr, que soube trabalhar o material com segurança, ainda que se deixe levar por algumas “teatrices”. Voltarei a elas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As imagens criadas após nove meses de trabalho atestam a depuração da pesquisa cênica e a dramaturgia flui em um&amp;nbsp;tônus preciso, visto que os atores sabem com que lidam e&amp;nbsp;estão em sintonia com a proposta.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Como não conheço o original, não posso opinar sobre a fidelidade a ele. De qualquer maneira o que está em cena satisfaz, é o que importa.&amp;nbsp;Mergulhamos no terreno da memória através do diálogo entre neto e avô, conversas entremeadas de palavras inventadas, como “atarantontos” junção de atarantado e tonto, tornando o diálogo saboroso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um humor sutil perpassa a cena e a paixão por Luarmina surge na evocação do avô e na relação de Zeca Pérpetuo&amp;nbsp;com ela. Como pano de fundo e presença poética, o mar. Elemento que dá sentido as emoções apaixonadas dois homens por uma mulher,&amp;nbsp;o mar, símbolo da dinâmica da vida, é lugar de de&amp;nbsp;nascimento e de transformações. Sua águas em constante movimento nos fazem pensar na transitoriedade. Ambivalente,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;o mar é ao mesmo tempo a imagem da vida e da morte. O mar é então uma metáfora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A encenação segue em um ritmo bastante seguro, pontuado pela marcação simples, mas apropriada ao contexto. A iluminação de AC Costa e&amp;nbsp;Marcos Dedé&amp;nbsp;cria atmosfera necessária para a tessitura da encenação, com efeitos sutis variando a cada instante, procurando sempre servir à cena sem perder a sua singularidade em meio ao outros elementos. Os figurinos de tons esmaecidos estão em consonância com o espírito da montagem e ligam-se harmoniosamente ao cenário de Lorena Torres Peixoto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O elenco tem um desempenho homogêneo. Durante ação, os dois atores e as duas atrizes assumem os três personagens, cada um tirando partido dos personagens que revezam entre si,&amp;nbsp;sem que se perca a unidade. Insisto novamente na elocução necessitando de mais variações e do canto com mais firmeza e trabalho vocal para que a narração se faça mais intensa e o diálogo entre os personagens se faça&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;variado como são&amp;nbsp;os signos corporais, muito bem desenvolvidos e expressivos.&amp;nbsp;Estes ajustes ampliarão a qualidade das interpretações, já amadurecidas&amp;nbsp;pelo tempo de ensaio e de espetáculos realizados. Destaco a expressividade de&amp;nbsp; Eddy Veríssimo e Manuela Santiago, a versatilidade de Roquildes Júnior (quando ele faz Luarmina, em nenhum momento resvala para trejeitos fáceis) e a presença marcante de Luiz Buranga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Agora, vamos às “teatrices”: pergunto-me o porquê uma maquiagem exagerada com excessivos tons vermelhos? Não vejo sentido no todo da encenação, tornando-se um efeito duvidoso. Da mesma forma, indago sobre o motivo de uma atriz vestir tantas saias em um determinado momento. Da mesma forma questiono a presença de várias lanternas postas em um cabideiro e depois guardadas no baú, sem que se saiba a razão de estarem em cena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É certo que o diretor pode explicar tais efeitos, mas durante a encenação me parecem ruídos desviando a atenção daquilo que é importante. Em cena, sabemos, as coisas precisam fazer sentido para o espectador e gerar um significado. Confesso não&amp;nbsp;captar as intenções do encenador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por outro lado, ressalto a opção por uma sonoplastia feita em cena pelos atores e utilização de&amp;nbsp;objetos inusuais. Retira-se deles uma sonoridade mágica que nos conduz para o interior da cena. Mais um achado da direção é fazer com que o morto fale através de um aparelho emissor de rádio portátil. O texto é&amp;nbsp;reproduzido por outro aparelho encaixado no chapéu usado por Zeca. Bela mediação entre morto e vivo. Ainda mais um detalhe, não aproveitado a contento. Quando o público entra, recebe um barquinho de papel, mais tarde, os espectadores são solicitados a desmontar o brinquedo e ler o texto impresso na folha de papel, enquanto um ator diz o texto de maneira não muito segura. Penso no que seria a cena, caso&amp;nbsp;o público fosse envolvido&amp;nbsp;e interagisse,&amp;nbsp;ocorrendo a leitura coletiva. O baú que é transformado em barco é um achado muito eficiente; num dado momento o neto conduz avô e este depois leva o barco sozinho até desaparecer nas sombra. A imagem do morto conduzindo o barco&amp;nbsp;me lembrou a barca de Caronte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tais observações não diminuem a&amp;nbsp;qualidade da encenação. Da mesma forma como agradou no recente Festival Nacional de&amp;nbsp;Teatro do Recife, sei por fonte confiável, &lt;em&gt;Mar Me Quer&lt;/em&gt; é uma realização artística de uma Companhia que vem realizando um trabalho sério e constante. Residentes no Teatro Vila Velha, diga-se um fator importante para a sobrevivência do grupo e da qualidade estética de suas criações, A Outra Companhia de Teatro nos dá um espetáculo cujos senões são pequenos diante do que apreciamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Longa vida é o que desejamos ao grupo que em fevereiro retorna a cartaz com &lt;em&gt;Mar Me Quer&lt;/em&gt;, um mar querido de se ver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-7736020886892081605?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/7736020886892081605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=7736020886892081605' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7736020886892081605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/7736020886892081605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/01/registro-339-mar-me-quer-quero-mais.html' title='Registro 339: &quot;Mar Me Quer&quot;. Quero mais esse mar'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TUHSQzZ2khI/AAAAAAAABC4/ke2IzIP_3H4/s72-c/Mar+me+quer+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4952116346190347305</id><published>2011-01-15T14:05:00.006-03:00</published><updated>2011-01-27T19:50:44.665-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 338: Dois espetáculos: "Retábulo" e "Pólvora e Poesia"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TTHRWGrTn5I/AAAAAAAABC0/H0V1BBpvaS8/s1600/Aa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TTHRWGrTn5I/AAAAAAAABC0/H0V1BBpvaS8/s320/Aa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Cena de ensaio de &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dois espetáculos ocuparam a minha semana, &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt;, do Piollin Grupo de Teatro originário da Paraíba e &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt;, montagem soteropolitana. O Piollin tem em seu currículo o superlativo &lt;em&gt;Val de Sarrapalha&lt;/em&gt; do mesmo diretor de &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt;, Luiz Carlos Vasconcelos. &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt; tem como atrativos a autoria de Alcides Nogueira, dramaturgo paulista de comprovada eficiência criativa, e o trabalho do diretor Fernando Guerreiro, aclamado pela crítica e com um recheado currículo de ótimas realizações como encenador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sobre &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt;, adaptação cênica da narrativa &lt;em&gt;Retábulo de Santa Joana Carolina&lt;/em&gt; de Osman Lins, o que tenho a dizer de imediato é que o espetáculo não funciona nos seus propósitos muito bem pontuados pelo diretor no texto inserido no programa distribuído ao público. A primeira questão que nos afigura como problemática é o próprio autor, de reconhecida qualidade literária, mas com uma prosa difícil, tanto para o leitor que sua debruça sobre sua obra quanto para o espectador desacostumado com a sua elaborada linguagem não funcional no palco. Mesmo quando escreve para o teatro, a dramaturgia de Osman Lins não alcança aquele ponto que lhe dá consistência cênica. A tarefa a que se impôs o Piollin e seus dramaturgos-adaptadores, Luiz Carlos Vasconcelos e Márcio Marciano, não se configura como uma realização teatral acabada, ainda que traga elementos estéticos expressivos de qualidade. No entanto, tais elementos se perdem no todo e o espetáculo não consegue atingir a platéia. Toda a encenação é construída pela narrativa sem que se atinja aquele ponto ideal preconizado pelo épico. A opção pela narração fragmentada, uma peste que tomou conta do teatro contemporâneo ou pelo menos do brasileiro, obscurece os conflitos ou os possíveis conflitos existentes. A trama se esgarça e não se estabelece aquele elo necessário para que a experiência estética se dê. E a experiência estética em &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt; é diminuta por conta das opções da dramaturgia e mais ainda da encenação. O encenador não deixa de construir algumas sequências cuja teatralidade é prova de uma prática criativa e domínio da linguagem, mas no todo elas se repetem instaurando uma monotonia, fazendo o espetáculo parecer mais longo do que ele é.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em um dos parágrafos do texto do programa, Vasconcelos diz: “Entendo que esta questão, sobre a maneira de narrar, é a questão fundamental da cena atual. Como construir, para o público de hoje, NARRATIVAS cênicas que possam realmente, instaurar no teatro o não convencional?” Penso que os homens e mulheres de teatro em todos os tempos, pelo menos do teatro de qualidade, estiveram preocupados com a forma de narrar e a cena anual o faz comprometendo-se com a vitalidade da arte teatral, visando a sua permanente transformação e eficácia. O problema está nessa busca quase obsessiva pelo não convencional. Daí o que se vê em cena é o não convencional que às vezes&amp;nbsp;nada desperta no espectador, só enfado. Ocorre em &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt; o medo da fabulação, o fantasma aristotélico. Daí surgem artífícios para fugir do linear e criam-se confusões. Portanto, tudo deve ser&amp;nbsp;explicado por uma bula, como se o espetáculo necessitasse de um explicação externa a ele, para assim compreendermos o seu universo ficcional ou seja a própria teatralidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Outro ponto preocupante de &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt; é elocução. O texto é dito muitas vezes sem que se compreenda o que os atores dizem. Uma dicção falha compromete a comunicação. Como o espetáculo está em processo, esperamos que ele encontre o equilíbrio necessário para que se torne uma obra de arte cujos postulados estejam claros e evidenciados em cena. Mesmo que se leve em consideração a premissa do "trabalho em processo", &lt;em&gt;Retábulo&lt;/em&gt; está sendo visto como um espetáculo com todo o aparato necessário para dar-lhe este sentido e por este motivo é que as observações são feitas a partir do que&amp;nbsp;foi mostrado e não do que será.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TTHQJuoFm_I/AAAAAAAABCw/SDs_oAlLiAY/s1600/Polvora-e-poesia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TTHQJuoFm_I/AAAAAAAABCw/SDs_oAlLiAY/s320/Polvora-e-poesia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div align="center"&gt;Caio Rodrigo e Talis Castro&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;em &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Pólvora e Poesia﻿&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Serei redundante:&amp;nbsp;&lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt;, é um espetáculo feito de elementos explosivos. Os elementos explosivos estão na vida dos dois personagens de que trata o texto, os poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud, um e outro emitindo centelhas fulgurantes, tanto na poesia quanto na relação apaixonadamente passional, outra redundância, que leva ao desfecho superlativamente teatral, muito bem explorado pelo dramaturgo Alcides Nogueira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tomando o material do dramaturgo e declarando-se um crente no “teatro do texto e do ator”, Fernando Guerreiro não nega sua declaração registrada no programa da peça. Assim, constrói o espetáculo dando suporte cênico para que os dois atores, Talis Castro (Rimbaud) e Caio Rodrigo (Verlaine), realizem aquilo que se espera de dois intérpretes que escolhem estar em cena com um texto tão explosivo quanto &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt;. Explosivo não somente por se tratar da história de uma relação homossexual que termina infernal para os dois amantes, mas, sobretudo pela densidade humana que se desprende do encontro dos dois homens, tradutores em si do apolíneo e do dionisíaco. Contenção e desregramento vão se mesclando e o que se vê é a descida ao mais profundo da alma humana. Espírito&amp;nbsp;que quer se ver livre das amarras que a vida e que arte por vezes&amp;nbsp;impõem. Transfiguração é o que se vê em cena. E Guerreiro sabe explorar os contornos da relação e expandindo-lhes os limites para nos dizer aquilo que o texto tem de melhor: amar é uma viagem transformadora para quem quer enfrentar de fato os caminhos de Eros.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No belo espaço da igreja da Barroquinha, um lugar ainda não explorado com a dignidade que merece, Rodrigo Frota cria uma sólida mesa que se desmorona logo após o início do espetáculo, dando-nos uma pista para entrarmos no mundo socialmente seguro do cidadão e artista Verlaine. Mundo que se desequilibra e&amp;nbsp;rui ao contato com o mundo selvagem de Rimbaud,&amp;nbsp;infante terrível. O módulo cenográfico com seus significado é completo por duas cadeiras e alguns poucos e necessários objetos que não desviam a atenção do conflito que se estabelece e cresce em cena. Nem mesmo a potente trilha sonora, um longo solo de guitarra executada ao vivo pelo seu criador Juracy Do Amor (belo nome), retiram o interesse do que acontece. Creio que tudo se dá pelo fato de que a organicidade dos elementos está posta a serviço de um todo que se amplia nas atuações de Rodrigo e Castro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O vigor da encenação é visível no embate emocional e físico, este mais forte que o primeiro. Tal observação não diminui a qualidade dos dois intérpretes, mas vejo como um pequeno ruído em encenação tão eficaz. Por vezes, a intensidade emocional se mostra pelo grito, principalmente no trabalho de Caio Rodrigo, um ator mais experiente. Gritasse menos, sua interpretação ganharia mais densidade. Talis Castro mostra-se seguro, mas ainda não domina os rigores do ofício. Assim, resolve parte do seu trabalho cênico também no grito. Tanto um como o outro se dão melhor quando contidos expressam a tormentosa gama de sentimentos que caracterizam os personagens e sua problemática. Um maior aprofundamento emocional faria do trabalho dos atores um momento iluminador, como é o trabalho físico (ao separá-los, não considero um e outro apartado; as ações físicas são decorrentes das emoções). A intensidade do jogo corporal remet palco para o ringue. O embate é forte e impactante fazendo com que os corpos desenhem belas imagens no espaço, impregnando a cena de energia, suor, mas nenhuma lágrima. A cena da trepada, um ato de amor e volúpia selvagens, condizente com tema, completa a poesia derramada na cena pelo encenador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Noção de tempo e ritmo é o que não falta da encenação transcorrida sem tempos mortos, mas com pausas necessárias que dão repouso&amp;nbsp;a ação, logo intensificada pela trama que corre&amp;nbsp;pulsante como a relação entre os personagens.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt; é uma realização e tanto. Luz bem concebida, figurino quase perfeito&amp;nbsp;(descartando o horrível sapato de Verlaine) e preparação corporal e coreográfica&amp;nbsp;comprovam a capacidade dos profissionais em realizar as demandas estéticas do encenador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O espetáculo merece ser visto. Que o público não&amp;nbsp;desanime com a localização do teatro. Sei que o Centro de Salvador depois da 18:00h é assustador, mas ali, nas proximidades do Cine Glauber Rocha - Unibanco, a barra é menos pesada. Há sempre uma dupla de policiais e os seguranças do cinema dão suporte, suponho. Pela lateral do Cine, o acesso a igreja da Barroquinha é tranquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ainda que Verlaine tenha dito uma dia a propósito de Rimbaud que era a "vida inimitável", &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;com suas qualidades estéticas potencializa a vida, aquela que é teatral e por isso nos entontece como um bom vinho, sem que percamos a capacidade de apreciá-lo. Assim é como o bom teatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Um grito de liberdade para Jafar Panahi, cineasta iraniano, autor de &lt;em&gt;O Globo Azul&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Círculo&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O cineasta foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar, escrever roteiros, dar entrevistas a meios de comunicação sejam eles locais ou estrangeiros por 20 anos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;É a morte de um artista! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;E tudo porque discordou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4952116346190347305?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4952116346190347305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4952116346190347305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4952116346190347305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4952116346190347305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/01/registro-338-dois-espetaculos-retabulo.html' title='Registro 338: Dois espetáculos: &quot;Retábulo&quot; e &quot;Pólvora e Poesia&quot;'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TTHRWGrTn5I/AAAAAAAABC0/H0V1BBpvaS8/s72-c/Aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-2526107835691618956</id><published>2011-01-05T21:45:00.003-03:00</published><updated>2011-01-06T09:08:02.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Visuais'/><title type='text'>Registro 337: Joseph Beuys, uma exposição meia boca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Museu de Arte Moderna, situado no belo conjunto arquitetônico Solar do Unhão, abriga a exposição &lt;em&gt;Jospeh Beuys - A Revolução Somos Nós&lt;/em&gt;. Beuys é uma artista superlativo, ainda que muitos não gostem do que ele faz. Suas experimentações são provocativas. Para o artista, qualquer objeto é uma obra de arte, desde que ele assim o deseje. Essa compreensão faz de Beuys um elo conectado a Duchamp. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas não estou aqui para discorrer sobre a monumental e ao mesmo tempo minimalista obra do artista alemão. Tenho um amigo que diz ser ele um charlatão. Não concordo, mas respeito a opinião dele. O que me leva a escrever este registro é a exposição vendida pela diretoria do MAM como se fosse algo inusitado e de grande importância para a vida cultural da provinciana Salvador. Par mim, a exposição é decepcionante, visto que exibe uma quantidade enorme de cartazes sobre as exposições realizadas por Beuys durante sua vida, fotos, muitos vídeos e pouquíssimas obras. Além do reduzido número de trabalhos, o que se vê não representa minimamente o artista revolucionário que ele foi. Portanto a exposíção é uma amostragem pífia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Qual o interesse em ver cartazes de exposições, ainda que eles sejam interessantes em suas propostas gráficas? Montar uma exposição sustentada em cima de cartazes e vídeos deve interessar a quem? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Numa cidade sem crítica e sem caderno cultural nos jornais, qualidade e quantidade passam batidas.&amp;nbsp;Os jornais&amp;nbsp;reproduzem&amp;nbsp;o que as assessorias de imprensa escrevem nos &lt;em&gt;releases.&lt;/em&gt; E tudo passa batido, sem que se faça uma exame mais acurado sobre os acontecimentos artístico-culturais&amp;nbsp;Portanto não há crítica. Caso houvesse, o embuste seria comentado, esclarecendo-se o público sobre o que está sendo exposto. Não radicalizo, achando que estão empurrando gato por lebre, mas a&amp;nbsp;exposição no MAM é menor para um artista enorme. Conforme registra os roteiros dos jornais, "o maior artista alemão do século XX". A mostra não reflete tal afirmativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Melhor ficar em casa lendo/apreciando &lt;em&gt;Joseph Beuys&lt;/em&gt;, de Alain Borer, publicado pela Cosac Naify (São Paulo, 2001). O livro diz muito mais sobre Beuys. A exposição que fica em cartaz até 13 de fevereiro diz pouco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por falar em exposição, o Museu de Arte da Bahia exibe &lt;em&gt;Genaro de Carvalho, de Memória - Uma Retrospectiva&lt;/em&gt;. Não há nenhuma insinuação de minha parte em estabelecer comparação entre os artistas. São opostos e de outra natureza as suas opções artísticas. Mas na retrospectiva se vê a obra do baiano, as diversas fases, os momentos felizes e aqueles em que seu trabalho se dilui e perde força. Mas a exposição é bem montada e dá uma medida do artista que andava esquecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Um grito de liberdade para Jafar Panahi, cineasta iraniano, autor de O Globo Azul e O Círculo.&amp;nbsp; O cineasta foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar, escrever roteiros, dar entrevistas a meios de comunicação sejam eles locais ou estrangeiros por 20 anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;É a morte de um artista! E tudo porque discordou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-2526107835691618956?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/2526107835691618956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=2526107835691618956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2526107835691618956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/2526107835691618956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2011/01/registro-337-joseph-beuys-uma-exposicao.html' title='Registro 337: Joseph Beuys, uma exposição meia boca'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-6266850583730770794</id><published>2010-12-31T13:44:00.005-03:00</published><updated>2010-12-31T17:22:10.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidianas'/><title type='text'>Registro 336:  Balanço 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TR46626dcUI/AAAAAAAABCs/4DviuMGtccU/s1600/Oxumj1pg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TR46626dcUI/AAAAAAAABCs/4DviuMGtccU/s320/Oxumj1pg.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;2011 é de Oxum&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fui aprovado no concurso para professor da Escola de Teatro da UFBA em 3 de fevereiro e tomei posse no dia 21 de julho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em junho, encerramos as atividade do Curso de Artes Cênicas da Faculdade Social. Aproveito para agradecer aos colegas que estiveram desde o começo e os que permaneceram até o final. Nós acreditamos que seria possível e não desistimos. Desistiram por nós. Uma pena... Fizemos coisas legais e formamos alguns atores e professores de teatro. Todos os professores que passaram pelo curso prestaram concurso nas Universidades Federais e foram aprovados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Recebi a notícia que meu primeiro livro para criança, &lt;em&gt;Um muro no meio do caminho?&lt;/em&gt;&lt;em&gt;?&lt;/em&gt; será reeditado pela Saraiva/Atual. Escrevi dois trabalhos que aguardam editores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fiquei dez dias internado com dengue hemorrágica. Como é bom ter amigo e amigos. Todos solidários, prestativos, interessados. Não desejo para ninguém o tal mosquito e sua picada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não deu para ver a programação do FIAC, mas eu vi &lt;em&gt;A Cela&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Partiste&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Siricotico&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Benção&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Torre de Babel&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Gente Canta Padilha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Dias de Folia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Monstro&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Théâtre des Vampires&lt;/em&gt; (surpreendente, instigante, corajoso, principalmente para os atores e lógico para nós). Pouca coisa, mas dá pra perceber como anda a cena baiana. Faltou &lt;em&gt;Sebastião&lt;/em&gt;, uma falha,&amp;nbsp; &lt;em&gt;As Velhas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os filmes que eu vi: &lt;em&gt;Vincere&lt;/em&gt; de Marco Bellocchio (deslumbrante exercício cinematográfico), &lt;em&gt;Diz Croquettes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Uma Noite em 67&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;As Melhores Coisas do Mundo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Pequeno Nicolau&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Segredo dos Seus Olhos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Cabo do Medo&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Moscou&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; Invictus&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;&lt;em&gt;A Bela Junie&lt;/em&gt;&amp;nbsp;. Vi muitos filmes,&amp;nbsp;muitos que agora não dou conta de lembrar. Foram tantos. Sou viciado em cinema. Detestei &lt;em&gt;A Origem&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assis Valente (Coleção Folha - Raízes da MPB)&amp;nbsp;tocou bastante no meu aparelho de som. Ainda não aderi ao MP3, mas&amp;nbsp;fui obrigado a aderir ao celular. Ando agora com meu "Celulari" no bolso. Que praga! Ouvi bastante Michael Bublé (&lt;em&gt;Crazy love&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Call me irresponsible&lt;/em&gt;), Peter Gabriel (&lt;em&gt;Stratch my back&lt;/em&gt;), Bryan Ferry (&lt;em&gt;Olympia&lt;/em&gt;)&amp;nbsp;e muitos dos meu velhos e estimados cd's, companheiros de todas as horas. Nelson Freire tocando Chopin (&lt;em&gt;The nocturnes&lt;/em&gt;) foi uma constante, assim como Bach.&amp;nbsp;Meus ouvidos não cansam de ouvir a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ária na Corda Sol da Suíte Número 3&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os livros, Ah, os livros. Dei-me de presente tantos e não dei conta de ler todos. Já disse que compro livro como compro comida. Mas não posso deixar de lembrar de todos os Philip Roth, os novos e os antigos que eu não conhecia. &lt;em&gt;Vão-se os dias e eu &lt;/em&gt;fico, as memórias de Edson Nery da Fonseca procurado desde que soube de seu lançamento e só conseguido depois que a Livraria Cultura se instalou naquela lonjura. Uma pena. &lt;em&gt;O teatro e eu&lt;/em&gt;, de Sérgio Brito foi lido de um só fôlego. Depoimento corajoso do ator. Ganhei de Celso Nunes, que reencontrei na morando em Salvador, o seu livro escrito por Eliana Rocha, &lt;em&gt;Celso Nunes sem amarras&lt;/em&gt;, coleção Aplauso. Da mesma coleção, &lt;em&gt;Emílio di Biasi,&amp;nbsp;&amp;nbsp;o tempo e a vida de um aprendiz&lt;/em&gt;. Foi, é, gratificante saber das histórias dos encenadores.&amp;nbsp;Fui dirigido pelos dois e convivi mais próximo&amp;nbsp;a Di Biasi, agora na Bahia,&amp;nbsp;vou&amp;nbsp;convivendo com Celso, a quem convidei para uma conversa na Escola de Teatro. O encontro foi realizado e agradou a quem esteve presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lei&amp;nbsp;&lt;em&gt;O outono da idade média&lt;/em&gt; de Johan Huizinga, &lt;em&gt;O poder da arte&lt;/em&gt; de Simon Schama e &lt;em&gt;A Tragédia shakespeariana&lt;/em&gt; de A.C. Bradley. Intercalo a leitura pra ver se dou conta da pilha que se levanta&amp;nbsp;na mesa de cabeceira. De Antonio Tabucchi, li &lt;em&gt;O tempo envelhece depressa&lt;/em&gt;. Ganhei muitos livros presenteados por Fanny Abramovich, o último e ainda não lido é de Virgínia Woolf, &lt;em&gt;O quarto de Jacob&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;A poesia de Cleise Mendes em &lt;em&gt;O cruel aprendiz &lt;/em&gt;foi motivo de um texto no blog Cenadiária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Escrevi artigos, alguns publicados. Um recusado.&amp;nbsp;A recusa é&amp;nbsp;parte da vida acadêmica. O problema é assumi-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O meu primeiro semestre na Escola de Teatro, eu&amp;nbsp;vou esquecendo depois de retirar dele muitas lições. Não foi fácil. Um projeto, no qual investi energia e vi possibilidades para os atores, foi abortado. Se&amp;nbsp;não consegui levar &lt;em&gt;Carícia&lt;/em&gt; de Sergi Belbel para a cena, escrevi um artigo sobre a peça&amp;nbsp;em fase de revisão. Por outro lado, dei aulas de História do Teatro para uma pequena turma do Bacharelado Interdisciplinar e avalio como superpositiva a convivência e o aprendizado dos estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ah, dei conta de gratificante tarefa: escrevi &lt;em&gt;Harildo Déda, nas dobras do tempo&lt;/em&gt;. O livro aguarda publicação. Os nossos encontros&amp;nbsp; foram momentos partilhados com emoção e alegria. Viagem no tempo, dele e minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cultivei os poucos amigos, me aproximei de muitos companheiros, conheci pessoas, convivi com familiares.&amp;nbsp;Mas continuo um solitário. Entreguei aos deuses os desafetos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fui visitado por Cid Pimentel, Fanny Abramovich, Tony Chou e Valéria, Luís e filhos, só faltou o meu afilhado Arthur. Gente que veio de longe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Acompanhei com assiduidade o ciclo de rituais no Terreiro do Gantois. Um descoberta, da mesma forma como foi tomar o chá no Centro Espiritual Estrela de Salomão, que é uma outra história, já que conhecia a bebida noutro lugar (São Paulo) e de um outro jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Andei muito pela Cidade do Salvador e constatei o seu abandono. Abandono mesmo!&amp;nbsp;Em agosto, fez 11 anos que retornei e fixei residência por aqui. Eu&amp;nbsp;nunca vi a cidade tão suja, descuidada, entregue a incompetência dos atuais administradores e à nossa secular&amp;nbsp;maleducação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pra encerrar o balanço meio desbalançado -&amp;nbsp;pois como dar conta dos trabalhos e dos dias, se a memória é seletiva -&amp;nbsp;embora eu ache que não, faço duas citações:&amp;nbsp;a primeira é de Simon Schama (&lt;em&gt;O poder da arte&lt;/em&gt;, 2010, p. 10) e a segunda é de Mário Quintana, sem referência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;A grande arte tem péssimos modos. A silenciosa reverência da galeria [do teatro] pode levar você a acreditar, enganosamente, que as obras-primas são delicadas, acalmam, encantam, distraem - mas na verdade elas são truculentas. Impiedosas e astutas, as maiores pinturas [peças/encenações]&amp;nbsp;lhe aplicam uma chave de cabeça, acabam com sua compostura e, ato contínuo, põem-se a reorganizar seu senso da realidade.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Todos estes que aí estão&lt;br /&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;br /&gt;Eles passarão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;Eu passarinho&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que o ano novo venha novinho em folha, para que possamos viver a beleza da vida no que ela tem de&amp;nbsp;esplendor e graça...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-6266850583730770794?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/6266850583730770794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=6266850583730770794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6266850583730770794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6266850583730770794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-336-balanco-2010.html' title='Registro 336:  Balanço 2010'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TR46626dcUI/AAAAAAAABCs/4DviuMGtccU/s72-c/Oxumj1pg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-6114388312593391133</id><published>2010-12-30T09:09:00.001-03:00</published><updated>2010-12-30T09:12:02.846-03:00</updated><title type='text'>Registro 335: Edward Albee,  velho dramaturga continua com a mente afiada</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TRx0RG_fBJI/AAAAAAAABCo/fHOCofiz6RA/s1600/Edward+Albee.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="277" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TRx0RG_fBJI/AAAAAAAABCo/fHOCofiz6RA/s320/Edward+Albee.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Edward Albee &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vale a pena ler a entrevista do dramaturgo Edward Albee, publicada na Folha de S. Paulo (30.12.2010). Coube ao jornalista Lucas Neves entrevistar o autor de memoráveis textos, ainda inquietantes e de grande força no palco. Os grifos são de minha autoria.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Folha - A morte é uma presença marcante e até assume forma humana em peças de sua autoria, como "Três Mulheres Altas" e "A Senhora de Dubuque". Por que o senhor acredita que ela seja um mote tão forte para o teatro? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edward Albee - &lt;u&gt;Só há duas coisas que realmente importam. Os dois grandes eventos na vida de qualquer pessoa são seu nascimento e sua morte&lt;/u&gt;. E então você escreve sobre esse parêntese, sobre tudo o que acontece nesse intervalo. Você não pode escrever sobre seu nascimento porque não se lembra dele. Mas pode escrever sobre a morte, porque obviamente não tem memórias dela, mas espera por isso. Há vários tipos de morte. &lt;u&gt;Muitas das minhas peças são sobre pessoas que estão vivas, mas morreram emocional e intelectualmente muito tempo atrás. Você pode estar morto no íntimo e ainda vivo&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;As notícias que nos chegam sobre a cena americana incluem a estreia de uma adaptação musical de "Homem-Aranha" orçada em US$ 65 milhões (R$ 109,8 mi) e um número crescente de estrelas hollywoodianas buscando na Broadway legitimação. Que margem esse quadro deixa para provocação e tomada de riscos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria das pessoas quer um entretenimento seguro e amigável. Não desejam que seja um ato de agressão. &lt;u&gt;E quase toda arte, em seu melhor, é um ato de agressão contra o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;&lt;/u&gt;. &lt;u&gt;Ou seja: está ali para levantar questões, não para fornecer respostas fáceis, simples.Mas se você faz perguntas difíceis, irrita muita gente. Essa é a função da arte, entretanto. Se ela não lhe saca do conforto, não é arte. O problema é que boa parte das pessoas tem preguiça intelectual.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;De que maneira a arte pode ser a um só tempo agressiva e divertida?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atraente é uma palavra perigosa, significa que as pessoas vão gostar. O que a arte precisa é ser mobilizadora de nossa mente e de nossas emoções. Ela não tem de nos deixar felizes, mas sim mais conscientes de nossos valores. E deve nos levar a interrogar se estamos dando conta ou não de nossas responsabilidades. &lt;u&gt;Não entendo como alguém pode querer ir ao teatro só para ver atores voando suspensos por fios [referência a "Homem-Aranha"]. Vá ao circo, então! O teatro deve mobilizar o intelecto e o olhar.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Como o sr. vê o jogo de forças entre o teatro que chama de comercial e o de vocação mais experimental, hoje, nos Estados Unidos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande parte das obras que são produzidas com um olhar no lucro que voltará para o investidor tende a ser uma perda de tempo. Por outro lado, grande parte dos trabalhos feitos só de amor ao teatro, ainda que não seja rentável, costuma ter mais valor. Esses são feitos em teatros pequenos, não comerciais, geralmente com temporadas mais curtas do que a porcaria comercial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;E por que isso acontece?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque as pessoas não querem ser incomodadas quando vão ao teatro. Anseiam por ter seus valores reafirmados -se é que se chega a discutir valores em cena. Não esperam vê-los questionados. Não estão ali para ser perturbadas. Querem perder tempo e estão dispostas a gastar muito dinheiro para isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O sr. é, então, pessimista em relação ao futuro do teatro?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único problema da democracia é que você tem o que quer, em vez daquilo que você deveria querer. Numa democracia, se você é bem educado, pode tentar alcançar aquilo que deveria querer. Mas tem de ser instruído para fazer a democracia funcionar e para querer um teatro que faça algo útil. Quando eu ia à escola, tinha uma classe de formação cívica, em que aprendia como o governo trabalhava e o que significava um ato político. Não se ensina mais isso na América. &lt;u&gt;Também tive aulas de música, literatura e artes visuais. Hoje, elas não são consideradas importantes. As preferências das plateias são ditadas pelo pouco que aprendem. Se o cardápio ensinado fosse mais amplo, a gama de interesses seria mais diversificada.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Diante desse quadro, por que insiste em abordar temas tabu, como bestialismo (em "A Cabra"), mastectomia voluntária e circuncisão reversa (ambas em "Homelife")?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porque isso representa o que sou, o que me interessa. É sobre isso que acredito que as pessoas deveriam refletir. Mas esses temas ainda são capazes de ruborizar a plateia, tirá-la da zona de conforto? As pessoas prestam atenção de um jeito diferente quando estão diante de algo que é vendido como arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Já foi sugerido que o sr. se vale fartamente de sua biografia para criar peças. As mães de seu teatro seriam variações da figura de sua mãe adotiva, com quem o sr. mantinha uma relação difícil. Como equilibra realidade e ficção?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou limitado pelas fronteiras da minha imaginação. Escrevo o que consigo imaginar. Mas não limito a minha escrita a fatos que tenham acontecido comigo, porque não penso ser um objeto teatral tão interessante assim. &lt;u&gt;Me considero uma pessoa interessante, mas não um tema próprio para uma peça.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a diferença entre ser uma coisa e a outra?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que a história de alguém se preste ao teatro, suas ações têm de fazer sentido em termos dramáticos, não apenas intelectuais. Senão você transforma uma vida chata numa peça idem. Não consigo imaginar uma peça muito boa sobre [o filósofo alemão] Immanuel Kant, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Em suas peças, surge com frequência um elemento "intruso", alguém que vem de fora do cenário principal para (às vezes à própria revelia) derrubar máscaras sociais, revelar hipocrisias. Como o jovem casal convidado pelos protagonistas de "Virginia Woolf", ou o par e a filha visitantes de "Um Equilíbrio Delicado". O inferno são os outros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dramaturgia se apoia em conflitos emocionais, físicos, psicológicos ou políticos. E se você tem um grupo de pessoas que se conhece bem, está muito feliz e não tem sobre o que falar, não há conflito. O que você tem em mãos nesse caso é televisão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Mas não dizem que a televisão americana vive uma nova era de ouro, com enredos provocativos, personagens bem construídos&lt;/strong&gt;?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por "era de ouro", querem dizer um período muito rentável. Só vejo programas informativos, que possam me ensinar algo. Gosto daqueles que tratam de animais, ciência, o cérebro. A minha leitura também segue essa mesma inclinação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;E peças, o sr. lê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio porque quero saber o que está acontecendo naquela história. Se vejo uma montagem sem antes ter lido o texto, não tenho a certeza de estar assistindo à peça que o dramaturgo imaginou.Há uma hierarquia que deve ser respeitada, que determina que o texto venha antes, e a sua interpretação, depois. Essa deve apenas reforçar o que o autor concebeu. Em duas ocasiões, senti que isso não estava acontecendo, e o resultado foi horrível. Mas não quero falar sobre isso. Você tem de ser forte para garantir que a sua visão é o que a plateia vai receber, porque às vezes tentam abrandá-la, facilitá-la, torná-la menos perturbadora, mais digestiva. Diretores às vezes fazem isso, seguindo comandos de quem está colocando dinheiro na produção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O sr. dá aulas na Universidade de Houston. Como é o contato com grupos de jovens dramaturgos&lt;/strong&gt;?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ensino porque aprendo ao fazê-lo. Sou muito egoísta. Se não existisse essa via de mão dupla, não funcionaria para mim. Sempre digo aos alunos: "Escrevam a primeira peça de todos os tempos. Inventem a forma, a estrutura, a ideia". Toda arte é reinvenção, não repetição. Arte ruim é repetição. É simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Um grito de liberdade contra a bárbarie.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Grito por Jafar Panahi, o cineasta condenado pelo governo do Irã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Seu crime: discordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-6114388312593391133?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/6114388312593391133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=6114388312593391133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6114388312593391133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/6114388312593391133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-335-edward-albee-velho.html' title='Registro 335: Edward Albee,  velho dramaturga continua com a mente afiada'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TRx0RG_fBJI/AAAAAAAABCo/fHOCofiz6RA/s72-c/Edward+Albee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-3608871646947108766</id><published>2010-12-26T19:39:00.002-03:00</published><updated>2010-12-27T09:04:21.454-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes Visuais'/><title type='text'>Registro 334; Veja que deslumbramento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;ACESSE! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;VEJA QUANTO É DESLUMBRANTE O BARROCO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;SALVADOR - BAHIA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Viva a tecnologia quando a serviço da beleza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.onzeonze.com.br/blog360/toursaofrancisco/index.html"&gt;http://www.onzeonze.com.br/blog360/toursaofrancisco/index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um grito de liberdade contra a bárbarie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Grito por Jafar Panahi, o cineasta condenado pelo governo do Irã. Seu crime: discordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-3608871646947108766?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/3608871646947108766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=3608871646947108766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3608871646947108766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3608871646947108766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-334-veja-que-deslumbramento.html' title='Registro 334; Veja que deslumbramento'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-5390253050369269698</id><published>2010-12-23T14:10:00.005-03:00</published><updated>2010-12-26T19:53:18.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Registro 333: Tempo de Natal e de outros eventos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TROBqlELlnI/AAAAAAAABCg/077I9Kvd_2I/s1600/Meu+pres%25C3%25A9pio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TROBqlELlnI/AAAAAAAABCg/077I9Kvd_2I/s320/Meu+pres%25C3%25A9pio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Vivemos&amp;nbsp;o Natal no Ocidente cristão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Mas o Natal mercadoria é&amp;nbsp;comemorado por todos no Ocidente capitalista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O espírito natalino se espraia... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu me lembro dos Natais da minha infância quando meu pai preparava uma performance com Corró, um negro baixinho, vestido de Papai Noel e umas meninas amigas de minhas irmãs&amp;nbsp;fantasiadas com trajes carnavalescos. Ao som daquela tristíssima canção de Assis Valente, &lt;em&gt;Boas Festas&lt;/em&gt;, as meninas dançavam em torno de Papai Noel. O número era apresentado no palco do Cine Teatro Cliper, de propriedade de meu pai, antes da matinê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Corró era festeiro. No carnaval, ele&amp;nbsp;comandava uma batucada,&amp;nbsp;&amp;nbsp;e desfilava montado numa burrinha feita de papelão e chitão toda enfeita de fitas coloridas, um objeto muito usado nos festejos populares do Nordeste. Mas no Natal, empenhava-se em representar Noel. Se Al Johnson pintado de preto fez o &lt;em&gt;Cantor de Jazz&lt;/em&gt;, por que Corró não podia representar o bom velhinho sem precisar disfarçar sua pele negra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pensando bem era um anti-Natal. Mas nós, crianças de Ipirá, não víamos nada de anormal na performance, com seus elementos críticos. Talvez meu pai não imaginasse efeito tão insólito&amp;nbsp;quando imaginou a cena. Havia ali naquele palco, cuja ribalta era iluminada com luzes verdes, vermelhas, azuis e amarelas, a junção de elementos tão díspares, mas integrados numa comunhão bem típica da nossa formação enquanto nação...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lembro-me também do Natal em que meu pai armou um enorme presépio no salão do Grupo Escola Góis Calmon. Na época, já adolescente bem taludo e com veleidades artísticas, fui convocado para pintar montanhas cenográficas para compor um horizonte, cujo azul celeste indicava mais dia que noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Semanas antes de abrir&amp;nbsp;o presépio aos visitantes, eu acompanhei meu pai pelas&amp;nbsp;ruas da periferia distribuindo uma senha para as crianças e outra para os idosos. Tais senhas davam direito a um brinquedo, naturalmente para as crianças, e um cobertor Dorme-bem para os idosos. Dia marcado, ele recebia no salão do Grupo Escolar todos aqueles que tinham a senha. Lá estava eu servindo de ajudante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Anos depois, o presépio era armado em casa. Depois de sua morte em janeiro de 1975, o presépio ficou como herança de minha irmã, que ao se tornar evangélica passou as imagens para outra pessoa. Não sei qual o fim do presépio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Certa feita, meu pai cobriu uma árvore seca com algodão enfeitando-a com bolas enormes e luzes coloridas, mas não dessas luzes &lt;em&gt;made in&lt;/em&gt; China.&amp;nbsp;Eu, já rapaz, ingressando na universidade, achei um despropósito a tal árvore nevada. Essa árvore, penso agora, simbolizava para meu pai um sertão aguado, irrigado, próspero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tendo como suporte um tonel pintado de vermelho, a imensa árvore foi colocada na avenida principal da cidade. Mas na noite de 31 de dezembro, por conta de uma briga, botaram abaixo a Árvore de Natal. Os fofoqueiros se encarregaram de espalhar que o vandalismo era decorrente das inimizades político-partidária que meu pai amealhou durante parte de sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Embora crítico, eu gostava de ver a natalina árvore iluminada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para rememorar os festejos de meu pai,&amp;nbsp;este ano armei um pequeno presépio. Fosse vivo, ele estaria comemorando 92 anos. Morreu meu pai aos 57, mas deixou um legado imaterial que sedimentou a minha vida e orientou as minhas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; _________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Teatro - Indicações para o Prêmio Braskem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aproveito para parabenizar a atriz Margarida Laporte por ter sido indicada como Revelação&amp;nbsp;por sua interpretação em &lt;em&gt;Partiste, &lt;/em&gt;texto e encenação de Paulo Henrique Alcântara. A peça encerrou as atividades do curso de Artes Cênicas da Faculdade Social em junho passado. A delicada e tocante criação de Margarida infundia ternura e graça na cena. Inesquecível no personagem da Mãe. Além de atriz, Margarida é dona, com seu companheiro, da melhor sorveteria de Salvador, a Glacie Laporte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Meus parabéns para Jacyan Castilho indicada para Melhor Atriz. Caso leve o prêmio é merecedora. Seu trabalho em &lt;em&gt;A Cela&lt;/em&gt; é uma criação poderosa. Yumara Rodrigues também foi indicada, merece um prêmio especial&amp;nbsp;por sua carreira. Não posso falar das outras atrizes indicadas (Andrea Elia, Claudia di Moura, Evelyn Buchegger), pois não vi suas atuações. São talentosas, tanto quanto Jacyan e Yumara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Jarbas Olivier merece o prêmio de Melhor Ator.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lamento não ter visto as encenações de &lt;em&gt;As Velhas&lt;/em&gt; (direção de Luiz Marfuz)&amp;nbsp;e de &lt;em&gt;Pólvora e Poesia&lt;/em&gt; (direção de Fernando Guerreiro).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Livro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Soube pelo editor (Saraiva) que meu primeiro livro para criança &lt;em&gt;Um Muro no Meio do Caminho?&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;em&gt;? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;será reeditado em 2011. O livro sai pela Atual, um selo da Saraiva. Na primeira edição, década de 80, o livro fazia parte de uma coleção organizada por Fanny Abramovich. Por conta do Plano Collor, a primeira edição, por outra editora, não mereceu a devida atenção. Mas quem podia prestar atenção em alguma coisa naquele momento, quando&amp;nbsp;sofríamos o confisco do nosso dinheiro, ou melhor o roubo. Tristes tempos aqueles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Um grito de liberdade contra a bárbarie&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Grito por&amp;nbsp;Jafar Panahi, o cineasta&amp;nbsp;condenado pelo governo do Irã. Seu crime: discordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-5390253050369269698?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/5390253050369269698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=5390253050369269698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5390253050369269698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/5390253050369269698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-333-e-tempo-de-natal.html' title='Registro 333: Tempo de Natal e de outros eventos'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TROBqlELlnI/AAAAAAAABCg/077I9Kvd_2I/s72-c/Meu+pres%25C3%25A9pio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-3738846339247289239</id><published>2010-12-21T08:51:00.002-03:00</published><updated>2010-12-22T16:38:42.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Registro 333: Meninos, eu vi situação parecida por aqui.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;Um grito de liberdade para Jafar Panahi, cineasta iraniano, autor de &lt;em&gt;O Globo Azul&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Círculo&lt;/em&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O cineasta foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar, escrever roteiros, dar entrevistas a meios de comunicação sejam eles&amp;nbsp;locais ou estrangeiros por 20 anos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;É a morte de um artista! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;E tudo isto porque discordou.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-3738846339247289239?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/3738846339247289239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=3738846339247289239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3738846339247289239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/3738846339247289239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-333-meninos-eu-ja-vi-situacao.html' title='Registro 333: Meninos, eu vi situação parecida por aqui.'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4464910291878209616</id><published>2010-12-15T23:08:00.006-03:00</published><updated>2010-12-22T16:40:14.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Registro 332: Dzi Croquettes  - Libertários</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TQnqFO2zL7I/AAAAAAAABCc/DC8RDThpanY/s1600/1974_8_1-dzi-croquetes-rock2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TQnqFO2zL7I/AAAAAAAABCc/DC8RDThpanY/s320/1974_8_1-dzi-croquetes-rock2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TQlgtW9XpMI/AAAAAAAABCY/eckdLh0RRsQ/s1600/dzi2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TQlgtW9XpMI/AAAAAAAABCY/eckdLh0RRsQ/s320/dzi2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Acabo de retornar da Sala de Arte Cinema da UFBA onde vi o documentária de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, &lt;em&gt;Diz Croquettes&lt;/em&gt;. Imperdível, principalmente para quem acha que faz vanguarda no tempo de agora e muda comportamentos e quebra paradigmas na cena. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao ver o filme, as emoções voltaram com a mesma força de outrora, quando eu vi pela primeira vez o grupo de rapazes, seu &lt;em&gt;show&lt;/em&gt;, suas vidas. Lembro-me bem. Em 1974, recém chegado a São Paulo, estive na plateia do Teatro Maria Della Costa para ver duas, três, quatro vezes os &lt;em&gt;Dzi &lt;/em&gt;Croquettes. Eu era&amp;nbsp;um jovem ator, fazendo o meu primeiro espetáculo sob a direção de Márcio Aurélio também estreante. Nas folgas, íamos ver&amp;nbsp;os &lt;em&gt;Dzi&lt;/em&gt;, uma ilha libertária em meio&amp;nbsp;à caretice&amp;nbsp;reinante naquele&amp;nbsp;momento, fim do terrível governo Médici. Seguíamos em bando aquele grupo alegre e sempre purpurinado nas festa, nos restaurantes, nos bares e boates. A purpurina era uma&amp;nbsp;marca registrada do grupo, e os&amp;nbsp; tietes e&amp;nbsp; desbundados aderiram ao enfeite e a descompostura,&amp;nbsp;botando os velhos hábitos e o bom comportamento de pernas para o ar, tanto na vida quanto na arte. Arte e vida misturavam-se sem nenhum pudor, artaudianamente. Grotesco e lirismo sem pudor, deboche desregrado, vitalidade cênica exercida com talento, com técnica. A qualidade dos atores era visível e a técnica rigorosa e disciplinada de Lennei Dale aparecia na performance de cada um. A cena sob o som de &lt;em&gt;Assim Falou Zaratustra&lt;/em&gt;&amp;nbsp;era impactante. Nada era improvisado, embora houvesse improviso. O ritmo da cena contagiava e não havia buraco nas duas horas do espetáculo. Valorosos rapazes. Os sobreviventes, são hoje senhores, alguns com visual menos Croquette, mas ainda brilha em cada um o fulgor de quem se sabe dono da história,&amp;nbsp;a individual e a coletiva. A rapaziada era da pesada, mas de alma bailarina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Era tanta purpurina que se a polícia quisesse encontrar alguém, bastava seguir o brilho colorido que se espalhava do palco para a plateia e impregnava roupa e corpo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em cena, Wagner, Cláudio, Ciro, Reginaldo, Leni, Carlinhos, Elói, Bayard, Benedito&amp;nbsp;e outros que não me lembro agora, depertavam as mentes e os corpos adormecidos e passavam aquela energia desreprimida. Apontavam caminhos, negando o discurso da direita e desconfiando das palavras de ordem da esquerda. Riam de tudo e, sobretudo deles mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Atitude contracultural, marcadamente libertária, o posicionamente dos rapazes, nem macho nem fêmea, mas andrôgino, fazia balançar as certezas de muita gente. Para os artistas que se deixaram contaminar pela coragem, deboche e&amp;nbsp;técnica (os Croquettes dançavam&amp;nbsp;à bessa, cantavam bem e eram ótimos intérpretes), a energia que rolava no palco serviu como um indicador para romper com o fechamento da cena. Cena que tinha medo de ser alegre, pois comprometida em denunciar&amp;nbsp;as mazelas decorrentes da ditadura militar. Encontrando uma forma desviante do discurso engajado, os &lt;em&gt;Diz Croquettes&lt;/em&gt;&amp;nbsp;estampavam a necessária liberdade e noutro tom figuravam o poético e o político noutra vertente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quem aspirou o&amp;nbsp;ar soprado do palco &lt;em&gt;Dzi&lt;/em&gt;, não foi mais o mesmo.&amp;nbsp;E se alguém duvida, basta ver o documentário. Lá estão os depoimentos de muita gente, há também emoção verdadeira,&amp;nbsp;sem pieguice, mesmo quando Tatiana&amp;nbsp; Issa lembra dos que morreram como seu pai,&amp;nbsp;iluminador do espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A maioria não sabe da existência do grupo. Ele ficou restrito ao eixo Rio-São&amp;nbsp;Paulo e fez muito sucesso na França. Sucesso de verdade.&amp;nbsp;Estiveram na Bahia, mas aqui o grupo se desfez. A separação, ainda que temporária, deixou marcas na família Croquette, Lennie Dale se afastou.&amp;nbsp;Mas em seguida,&amp;nbsp;eles conseguiram fazer dois espetáculos, &lt;em&gt;Romance&lt;/em&gt;, de pouca repercussão&amp;nbsp;e outro visto somente em Paris. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vi &lt;em&gt;Romance&lt;/em&gt; no Teatro Ruth Escobar, no elenco o meu amigo Vicente Di Franco, paulista que morou em Salvador e esteve no elenco de &lt;em&gt;Marylin Miranda&lt;/em&gt;, espetáculo de José Possi Neto, que tinham muito da estética dos Croquettes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se você está pensando em &lt;em&gt;show&lt;/em&gt; de travesti. Esqueça! Nada contra, mas os Croquettes passavam ao largo de tal manifestação. Artisticamente a coisa era bem diversa. Muita coisa do que se vê na cena de hoje, ainda que seus realizadores não saibam, é fruto da criatividade transgressora de um grupo que se lança e se firma num cenário hostil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É certo que&amp;nbsp;o ideário contracultural em curso dava margem e sustentava tal acontecimento e o grupo, intuitivamente, percebeu a hora e a partir daí organizou-se. Pelas brechas, como dizia o poeta Torquato Neto, encontraram uma maneira de furar o estabelecido na cena teatral, criando um espaço vital para sua expressão. Reiventaram a família sem a caretice da instituição, num momento em que viver comunitariamente era um desejo realizado por muitos. E muitos saíram de casa para viver em comunidade, um jeito diferente de encarar o mundo. Alternativas foram criadas e o mundo tornava-se outro, ainda que as condições fossem de amargar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O texto abaixo foi retirado da página da Enciclopéia&amp;nbsp;Itáu Cultural - Teatro e completa as falhas da minha memória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo carioca irreverente, alinhado à contracultura, à criação coletiva e ao teatro vivencial, que faz do homossexualismo uma bandeira de afirmação de direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto cria, em 1972, o espetáculo &lt;em&gt;Gente Computada Igual a Você&lt;/em&gt;, que se origina de um show de boate, posteriormente levado para São Paulo, na casa noturna TonTon. A realização transferida para o Teatro 13 de maio, faz enorme sucesso. Na equipe criadora do espetáculo constam os nomes do coreógrafo Lennie Dale, do autor Wagner Ribeiro de Souza, e dos bailarinos Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo de Poli, Bayard Tonelli, Rogério de Poli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gente Computada&lt;/em&gt; apresenta números cantados, dublados e dançados, entremeados por monólogos que equacionam as experiências de vida dos integrantes. Tais textos de interligação, de autoria de Wagner Ribeiro, primam pela ironia, duplo sentido e tom farsesco. A montagem recicla práticas da antiga revista musical, do show de cabaré e da tradição norte-americana do entertainment. As coreografias de &lt;em&gt;Tinindo Trincando&lt;/em&gt;, com música dos Novos Baianos, e &lt;em&gt;Assim Falou Zaratustra&lt;/em&gt;, em versão dance e technopop, constituem momentos altos do espetáculo. Figurinos ousados, maquiagem pesada e o contraste dos corpos masculinos em trajes femininos imprimem ao espetáculo tons de grotesco, de deboche e espírito ferino. Um árduo trabalho de interpretação e de dança é empreendido pelo bailarino Lennie Dale, para transformar o grupo numa trupe artística, elogiada pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Paris, os Dzi Croquettes conhecem a consagração internacional. Em 1973 e 1974, fazem longas temporadas no Le Palace e, entre outras atividades, participam do filme &lt;em&gt;Le Chat et la Souris&lt;/em&gt;, de Claude Lelouch. Uma parte da equipe cria um novo espetáculo, &lt;em&gt;Romance&lt;/em&gt;, de Cláudio Tovar e Wagner Mello, 1976, que não alcança a mesma projeção do anterior. Posteriormente um elenco feminino vem agregar-se ao núcleo fundador, mas essa alternativa não amplia as propostas iniciais e, pouco tempo depois, o grupo se dissolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado no conjunto norte-americano The Coquettes e no movimento gay atuante na off-Broadway, a equipe utiliza equacionar conteúdos brasileiros para falar de nossa realidade, desde a repressão sexual até a censura e a ditadura. O grupo está na origem de uma corrente que veio a se desenvolver algum tempo depois, vinculada ao travestismo, ao deboche, à exploração do virtuosismo dos membros do elenco, à caricatura, à farsa e à comédia de costumes. [...].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4464910291878209616?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4464910291878209616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4464910291878209616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4464910291878209616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4464910291878209616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-332-dzi-croquettes-libertarios.html' title='Registro 332: Dzi Croquettes  - Libertários'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/TQnqFO2zL7I/AAAAAAAABCc/DC8RDThpanY/s72-c/1974_8_1-dzi-croquetes-rock2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4593331060604495464</id><published>2010-12-04T12:27:00.002-03:00</published><updated>2010-12-15T23:09:18.291-03:00</updated><title type='text'>Registro 331: Argumentos contra a estupidez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Violência contra homossexuais &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Drauzio Varella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Folha de S. Paulo, 4 de dezembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4593331060604495464?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4593331060604495464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4593331060604495464' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4593331060604495464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4593331060604495464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/12/registro-331-bons-argumentos.html' title='Registro 331: Argumentos contra a estupidez'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-1863249236642675906</id><published>2010-11-20T11:04:00.003-03:00</published><updated>2010-11-20T23:54:52.413-03:00</updated><title type='text'>Registro 330: Sou contra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DA MESMA MANEIRA&amp;nbsp;QUE SOU CONTRA BINGOS FINANCIANDO A SAÚDE, SOU CONTRA A&amp;nbsp;CPMF, TENHA O NOME QUE TIVER O TAL IMPOSTO. QUANDO DE SUA VIGÊNCIA DURANTE 1O ANOS, OS SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA CONTINUARAM DEFICIENTES. QUEM DELES PRECISOU E AINDA PRECISA SABE BEM O QUE É UM HOSPITAL OU POSTO DE SAÚDE DO ESTADO. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A MINHA CONSIDERAÇÃO NÃO AFIRMA A EFICIENTE QUALIDADE DAS CLÍNICAS E HOSPITAIS PARTICULARES. OUTRO DIA, FIQUEI&amp;nbsp; 3&amp;nbsp;HORAS ESPERANDO PARA SER ATENDIDO POR UM MÉDICO,&amp;nbsp;EM UM&amp;nbsp;DOS HOSPITAIS MAIS CONHECIDOS E TRADICIONAIS DE SALVADOR.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A CONSULTA ESTAVA MARCADA PARA AS 18:00H.&amp;nbsp;DEPOIS DE&amp;nbsp;MUITO ESPERAR, VENDO OUTROS PACIENTES&amp;nbsp;NA MINHA FRENTE, AGENDADOS PARA O&amp;nbsp; MESMO MÉDICO, EU&amp;nbsp;DESISTI. SE ASSIM NÃO PROCEDESSE, SAIRIA DO CONSULTÓRIO SABE-SE LÁ QUE HORAS. EU CHEGUEI PARA CONSULTA ÀS 17:00H.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-1863249236642675906?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/1863249236642675906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=1863249236642675906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1863249236642675906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/1863249236642675906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/11/registro-330-sou-contra.html' title='Registro 330: Sou contra'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-4293056875856349915</id><published>2010-11-14T09:25:00.001-03:00</published><updated>2010-11-14T09:27:21.728-03:00</updated><title type='text'>Registro 329: Bons argumentos sobre "Caçadas de Pedrinho"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caçada a Monteiro Lobato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MARCELO COELHO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;EXISTE RACISMO na obra de Monteiro Lobato? A resposta, definitivamente, é sim. Leia-se, por exemplo, o que ele escreveu num artigo de jornal, reproduzido em "Ideias de Jeca Tatu" sem mudanças, nas diversas edições que o livro teve ao longo da vida do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Enquanto colônia, o Brasil era uma espécie de ilha de Sapucaia de Portugal. Despejavam cá quanto elemento antissocial punha-se lá a infringir as Ordenações do Reino. E como o escravo indígena emperrasse no eito, para aqui foi canalizada de África uma pretalhada inextinguível."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo para os padrões da época (o artigo foi escrito no começo do século 20), não deixa de soar chocante e incomum esse "pretalhada inextinguível".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo que portugueses, índios, italianos e alemães não recebem tratamento muito melhor. O afrancesamento das elites, Lobato repetiu o tema várias vezes, era coisa de "macacos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o "pretalhada inextinguível" não se apaga facilmente da memória, quaisquer que fossem as intenções caricaturais e polêmicas do escritor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso está na obra para adultos de Monteiro Lobato, hoje bem menos levada a sério do que sua literatura infantil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NEGRA COMO PRONOME Passo às "Caçadas de Pedrinho", que não é o único livro a fazer de Tia Nastácia uma personagem caricatural, insistindo em descrever seus traços africanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A todo momento, o leitor é lembrado de que a cozinheira é "preta". Ela arregala os olhos como "duas xícaras de chá"; resmunga, "pendurando o beiço"; apavorada ao ver um rinoceronte, cai desmaiada no chão, e o narrador comenta: "desmaio de negra velha é dos mais rijos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que isso, a referência à cor serve o tempo todo como uma espécie de pronome, substituindo "Nastácia", para evitar a repetição do nome próprio: "a negra aproximou-se", "a pobre negra era ainda mais desajeitada do que Rabicó", "a pobre negra se convenceu" etc. etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum livro hoje em dia, para crianças ou para adultos, usaria esse tipo de vocabulário, e por mais que se ironize a ideia do "politicamente correto", há inegável progresso em evitar esse tipo de caracterização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discuto mais adiante o teor do famigerado parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre "Caçadas de Pedrinho", que antes de mais nada notou o que é visível a olho nu: um palavreado como o de Lobato não se admite mais atualmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observo apenas, no recenseamento desses termos, que um trecho do livro não é tão racista quanto parece. Nastácia é comparada a uma "macaca de carvão" quando, em desespero, sobe rapidamente num mastro de são Pedro para escapar das feras da floresta. O macaco de carvão, ou mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides), tem pelo claro, quase loiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A VELHA, O ALEMÃO Dito isso, o tal uso "pronominal" do termo "negra" para substituir "Nastácia" tem equivalentes em outros personagens do livro. Dona Benta é por vezes chamada de "a velha", e o dono de um circo, o sr. Fritz, recebe imediatamente o tratamento de "o alemão". Por sua vez, Emília, sendo interesseira e boa comerciante, é chamada de "ciganinha".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo mais recente, que não é de Lobato. Reportagem policial publicada na Folha em julho de 1969 referia-se à testemunha de um assassinato como "a negra Angelina Maria de Jesus (...) gorda e baixa, de nariz achatado e grande". A reportagem sempre usa o termo "negra" ao referir-se a ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ruim, sem dúvida, que no ano de 1969 ainda se escrevesse assim. O caso talvez nos advirta para ver com mais estranheza, por exemplo, alguma notícia nos dias de hoje que fale de um "coreano" ou um "boliviano" assaltado no centro da cidade, em vez de mencionar apenas sua condição, digamos, de comerciante ou de turista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando a Tia Nastácia, vale notar que sua cor também acaba introduzindo um certo componente "estrangeiro" ao conjunto dos personagens do "Sítio do Picapau Amarelo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto Dona Benta é uma velhota assustada, que acaba propiciando as condições para as aventuras dos netos, Tia Nastácia assume um papel mais rico e contraditório. É ela quem toma distância do mundo fantástico do Sítio; crédula no que diz respeito a sinais da cruz, é bem mais cética do que Dona Benta quanto estão em jogo as invencionices de Emília e as aventuras de Pedrinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Tia Nastácia, o marquês de Rabicó é, antes de tudo, um leitão. Ela corresponde a um "mundo adulto", mais realista, que Dona Benta encarna apenas imperfeitamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Emília propõe a Tia Nastácia que compre o rinoceronte, a cozinheira responde sem paciência nenhuma: "Era só o que faltava (...) Se fosse uma chocolateira eu fazia negócio, porque a minha está vazando".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, quando todos perdem o medo do rinoceronte e o atrelam a um carrinho para passear, ela é a última a aceitar a novidade. É assim que termina o livro, numa frase "antirracista": "Tenha paciência", diz Nastácia, ou melhor, "a boa criatura", expulsando Dona Benta de seu posto no carrinho. "Agora chegou a minha vez. Negro também é gente, sinhá..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RACISTA AFINAL? Para resumir. Existiria, para usar o clichê, um "conteúdo racista" em "Caçadas de Pedrinho"? Conteúdo, propriamente, não, porque o livro não diz que os negros seriam uma "raça inferior" etc. etc. Mas há "formas de expressão" racistas ao longo de todo o texto, mesmo quando, no último parágrafo, os direitos de Nastácia à igualdade são reivindicados (e atendidos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria essa incômoda e deseducativa presença de vocabulário racista o suficiente para banir "Caçadas de Pedrinho" das escolas brasileiras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente não. Mas o recente parecer do Conselho Nacional de Educação nunca propôs isso. O relatório, escrito pela professora Nilma Lino Gomes, merece ser lido na íntegra, e procura resolver com equilíbrio uma situação burocrática e legal das mais complexas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de responder à reclamação de um funcionário da secretaria de Educação do Distrito Federal, que notou a seguinte ambiguidade. Uma edição recente do livro, publicada em 2009, vinha com adaptações às novas normas ortográficas e com uma nota explicando que Lobato, ao fazer Pedrinho matar uma onça, vivia numa época em que os cuidados com o ambiente não eram tão intensos como hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "ecologicamente correto", até que bastante injusto com Lobato, um dos primeiros a denunciar queimadas no Brasil, impôs notas e advertências na nova edição de "Caçadas de Pedrinho".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOTAS DEMAIS Por que não colocar o mesmo tipo de coisa no tocante ao vocabulário racista?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso o que sugere o relatório do CNE, sem deixar de enfatizar o caráter clássico da obra. Pode-se discordar, talvez, de tantos cuidados pedagógicos com notas e contextualizações, como se professores e alunos fossem incapazes de tocar com as próprias mãos num texto carregado de radioatividade política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se imaginar que, no futuro, notas e explicações sobre "ciganinhas", "alemães", "velhas" ou o que quer que seja terminem sobrecarregando o livro com a seriedade do politicamente correto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será o momento em que as aventuras de Pedrinho, Narizinho e Emília deixarão, em definitivo, de divertir os seus leitores e tratá-los com inteligência, para tornarem-se apenas uma "maçaroca" e uma "caceteação", como diria Lobato, a serem enfiadas pela goela das crianças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A todo momento, o leitor é lembrado de que a cozinheira é "preta". Ela arregala os olhos como "duas xícaras de chá"; resmunga, "pendurando o beiço"; apavorada ao ver um rinoceronte, cai desmaiada no chão, e o narrador comenta: "desmaio de negra velha é dos mais rijos"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Enquanto Dona Benta é uma velhota assustada, que acaba propiciando as condições para as aventuras dos netos, Tia Nastácia assume um papel mais rico e contraditório. É ela quem toma distância do mundo fantástico do Sítio; crédula no que diz respeito a sinais da cruz, é bem mais cética do que Dona Benta"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Existiria um "conteúdo racista" em "Caçadas de Pedrinho"? Conteúdo, propriamente, não, porque o livro não diz que os negros seriam uma "raça inferior". Mas há "formas de expressão" racistas ao longo de todo o texto, mesmo quando, no último parágrafo, os direitos de Nastácia à igualdade são reivindicados" &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 14 de outubro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5078707350864661251-4293056875856349915?l=cenadiaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cenadiaria.blogspot.com/feeds/4293056875856349915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5078707350864661251&amp;postID=4293056875856349915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4293056875856349915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5078707350864661251/posts/default/4293056875856349915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cenadiaria.blogspot.com/2010/11/registro-bons-argumentos-sobre-cacadas.html' title='Registro 329: Bons argumentos sobre &quot;Caçadas de Pedrinho&quot;'/><author><name>Raimundo Matos de Leão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09696199218765801587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_ZogSJC2kf7M/SKdcz2MqIaI/AAAAAAAAAY8/c3kQQqjsqok/S220/raimundojpg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5078707350864661251.post-8968363250382321736</id><published>2010-11-05T14:10:00.003-03:00</published><updated>2010-11-07T17:32:54.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Registro 328: Caça à Pedrinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Visitando Cenadiária, Fanny Abramovich ficou perplexa por não encontrar nenhum texto de minha autoria sobre a proibição do Conselho Nacional de Educação ao livro &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho,&lt;/em&gt; de Monteiro Lobato. Ela reclamou por e-mail e enviou-me um texto de Marisa Lajolo sobre a questão. Concordei com Fanny, uma lobatiana por excelência, uma encarnação de Emília entre nós. Por conta da minha desatenção, registro o que penso sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É&amp;nbsp;isso aí, meu camarada! Em nome do politicamente correto, atitude sustentada na hipocrisia, paraceristas resolveram censurar um dos livros de Monteiro Lobato, &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt;. Os tais zelosos censores&amp;nbsp;prestaram um desserviço ao Ministério da Educação, pois o Conselho Nacional de Educação - CNE, acolheu a recomendação de não distribuição do livro para&amp;nbsp;as bibliotecas do Brasil varonil. Alegam os pareceristas, com o aval do Conselho, que o livro tem conteúdo ofensivo aos negros, portanto veicula um conteúdo racista. Além disso, argumentam que os nossos professores não são competentes para lidar com o assunto junto aos seus alunos. Um absurdo atrás do outro e vamos em frente tendo que engolir mais uma do "festival de&amp;nbsp;besteiras" que assola o país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Lembro-me de ter lindo os livros para criança de Monteiro Lobato indicados e oferecidos por uma tia professora, que embora crítica de Lobato não proibiu que eu descobrisse as maravilhas de sua escrita, o jogo imaginativo e inventivo de suas narrativas, uma fabulação que me fazia preso às páginas de cada aventura. Após leituras tão agradáveis e educativas, sem a chatice, que muitas vezes envolve a educação, eu não me vi menosprezando negros, nem achando que eles são seres de segunda. Longe de mim. Em minha família e em minha casa sempre foram tratados como qualquer outra pessoa. Se eram amigos, recebiam o tratamento que se dispensa a amigos, se trabalhavam para nós, eram reconhecidos como trabalhadores e respeitados, assim como os brancos. Se eram desconhecidos, eram tratados educadamente. &amp;nbsp;Assim, não fui deformado pela escrita de Lobato nem por outra qualquer. Os livros foram e são&amp;nbsp;aulas de prazer e me disseram da&amp;nbsp;imensidão e do ínfimo que existe em mim, no outro e no mundo.&amp;nbsp;Portanto,sinto-me confortável para dizer que tantos os pareceristas&amp;nbsp;quanto os doutos do Conselho não estão certos&amp;nbsp;ao&amp;nbsp;censurar &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt;. Bola fora! Uma constante...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ao 18 anos, passou pela porta de casa um vendedor de livros oferecendo a colação de Monteiro Lobato, com todos os livros encadernados&amp;nbsp;em vermelho e com as primeiras ilustrações da obra. Para espanto do meu pai, que não entendia como um jovem na idade em &amp;nbsp;que eu estava tinha interesse por livros destinado às crianças, pedi que ele adquirisse a coleção. Com certa arrogância, natural em jovens que se acham sabedores de&amp;nbsp;tudo, disse-lhe da importância de ter tais livros em casa. Mais ou menos convencido pelo filho que estudava em Salvador, ele comprou a caixa com todas as obras. Que alegria...&amp;nbsp;e reli cada um durante os três meses de férias em Ipirá, sob o calor do verão, espichado em uma rede, ou deitado na esteira. Inesquecíveis&amp;nbsp;&amp;nbsp;férias. Inesquecível Lobato. Ah, e naquele tempo, eu andava meio aborrecido com ele, por conta da crítica azeda que fez&amp;nbsp;ao trabalho de Anita Malfati. Críticas que a minha professora de Português no Colégio Central não perdoava e destilava suas inteligentes farpas contra o escritor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Essas são lembranças de um tempo não politicamente correto ou politicamente certo na correção de deixar que o outro pense por si e faça suas escolhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Parece-me estranho e não me entra&amp;nbsp;pela cabeça os argumentos dos pareceristas. Afirmam eles que Tia Nastácia é chamada de negra, bem como a África é mencionada como uma lugar de origem de animais ferozes. Não vejo aí nenhuma deformação, nem inverdade, nem preconceito. Tia Nastácia, uma grande e valorosa criação de Lobato, é negra. Preconceito seria chamá-la de branca, amarela, vermelha, na tentativa de dizer uma coisa por outra.&amp;nbsp;Quanto&amp;nbsp;à África ser um lugar de bichos ferozes, não vejo motivo para tanto alvoroço. Nas histórias que li passadas no Continente, o que me fascinava também era o fato de ele ter em suas florestas e savanas bichos que eu só conhecia de revista ou no cinema. E não são ferozes seus leões, tigre, panteras? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na minha mente de criança, nunca associei animais ferozes da África com seus humanos habitantes. Nem chamei negros de urubu, macaco ou outra coisa qualquer. Nem matei passarinho, nem atirei o pau no gato.&amp;nbsp;Não arreliei nem velho nem gordo. E embora sem entender os motivos da loucura nunca fiz pouco dos loucos que andavam pelas ruas da cidade em que passei minha infância. E não conclua pela minha inocência e pureza. Fiz as minhas maldades, tive os meus desejos inconfessos e fui assustado com as advertências&amp;nbsp;e ameaças do fogo do Inferno.&amp;nbsp;Lembro-me bem de ter perdido um carnaval inteirinho, castigado que fui por ter escorraçado Radar, o cachorro de uma tia que apareceu no meu caminho na hora errada. Mereci o castigo. Ele foi educativo, esclarecedor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na minha santa ingenuidade, penso que se há gente feroz, elas se encontram em qualquer lugar do planeta,&amp;nbsp;nas Américas, Europa, África e Ásia.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O patrulhamento dos pareceristas e do Conselho ignora algo elementar: o leitor, seja ele adulto ou criança, tem a capacidade de interpretar e sua interpretação passa por muitos níveis. É o que diz Marisa Lajolo em texto sobre o assunto: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;É um grande avanço nos estudos literários esta noção mais aberta do que se passa na cabeça do leitor quando seus olhos estão num livro. Ela se fundamenta no pressuposto segundo o qual, dependendo da vida que teve e que tem, daquilo em que acredita ou desacredita, da situação na qual lê o que lê, cada um entende uma história de um jeito. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas essa liberdade do leitor vive sofrendo atropelamentos. De vez em quando, educadores de todas as instâncias – da sala de aula ao Ministério de Educação - &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;manifestam desconfiança da capacidade de os leitores se posicionarem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;de forma correta &lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;face ao que lêem." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Além disso desacreditam na capacidade do&amp;nbsp;professorado. Se não confiam nos professores 
